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O escândalo dos jogos azar

21.09.2009 | Fonte de informações:

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Fahed Daher

Somente pressão de altos interessados no lucro fácil pode ter levado a câmara dos deputados a aprovar uma lei das mais absurdas socialmente.

Que uma dúzia de deputados possa estar interessada na exploração dos jogos de azar (e a expressão está correta porque o apostador está 95 por cento das suas apostas no azar) não cabe que mais da metade de 500 deputados não tenham examinado a calamidade social que estão criando.

A alegação maior para a aprovação desta lei é a de conseguir, com as apostas, maior volume de impostos que supostamente beneficiariam à população.

Mentira. Seria a idéia de as famílias aplicarem seus parcos rendimentos no jogo para, a seguir, serem atendidas pelas esmolas das verbas governamentais e, famílias agradecidas, votarem nas candidaturas destes supostos bem feitores.

Mentira. Estes impostos ou supostos impostos não chegarão à mesa, especialmente das famílias de mediar ou baixa renda, observando especialmente que esta massa de apostadores fascinados pela ância de ganhar, prejudica o orçamento doméstico já tão mesquinho e suado.

O verdadeiro ganho estará sempre nas mãos dos que bancam os jogos, onde a sonegação será sempre fácil pelo motivo de que em cada aposta não haverá nota fiscal e não haverá fiscais governamentais em número suficiente para controlar o giro das apostas, nem os ganhos.

Entre os apostadores, aos milhares, deixarão seus míseros salários nas mesas de jogos e a propagando do sucesso dos ganhadores se fará em torno de dois a três por cento dos felizardos daquele momento, sem contar o número de derrotas ou insucessos que tiveram em outras apostas.

Tal prática atrairá aventureiros estrangeiros que usarão “laranjas miseráveis nacionais” para exercer esta exploração aviltante.

Note-se que em bingos ainda existentes e clandestinos – que a fiscalização não vê – a grande freqüência é de mulheres.

Agressão ao orçamento doméstico e o aumento da miséria e da criminalidade.

Certo será, se quiserem colocar o Brasil na faixa dos paises ricos, será autorizar cassinos em pontos turísticos, longe dos grandes concentrados urbanos, onde poderão ou deverão estar freqüentadores abonados para os quais o prejuízo do ganha perde não será de formas a atrair mais miséria e o controle fiscal se fará mais eficientemente.

Já nos bastam as apostas das loterias oficiais de onde o volume de arrecadação pelo governo é incalculável e até agora não se viu publicações de aplicação deste dinheiro governamental.

Também tipo de apostas nas quais, pelo fascínio de querer ganhar, milhões entregam seus parcos reais nas bancas lotéricas e o ganho que acontece é para um apenas. Empobrecimento especialmente de municípios do interior.

Esta aprovação de liberação de bingos e caça níqueis pela câmara de deputados revela baixo índice de conhecimento da nossa população e mantém a tônica da legislação em causa própria.

Na seqüência de escândalos, para eles, o Brasil que se “exploda.”

Resta a esperança de o senado se redimir dos recentes escândalos e dar o grito de uma moralização.

Sociedade Brasileira de Médicos Escritores (SOBRAMES)

Centro de Letras do Paraná – Academia de Letras de Londrina

Academia de Letras Centro Norte do Paraná

 
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