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Hamás rejeita golpe do 'cessar-fogo', de Tony Blair

17.07.2014 | Fonte de informações:

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Hamás rejeita golpe do 'cessar-fogo', de Tony Blair. 20586.jpeg

A guerra que Netanyahu lançou[1] contra a população de Gaza já matou até agora mais de 192 pessoas, 80% das quais, civis;[2] feriu 1.400 pessoas, destruiu completamente 990 casas, danificou outras 1.700 casas e provocou bilhões de dólares em danos à infraestrutura em Gaza, inclusive do já frágil sistema de distribuição de água. Para quê?


No total, a força aérea de Israel e mísseis israelenses atingiram mais de 2.000 'alvos', enquanto cerca de 1.00o rojões de fabricação doméstica foram lançados de Gaza. Nenhum israelense foi morto pelos rojões que o Hamás e outros grupos da resistência antissionista lançou da Faixa.

Essa manhã, havia conversa de um cessar-fogo, resultante, pelo que se dizia de um acordo negociado pelo ditador egípcio general Sisi. O gabinete de segurança de Israel aceitou tudo imediatamente.

Pouco depois se soube que, na verdade, o tal 'acordo do cessar-fogo' foi redigido,[3] de fato, pelo criminoso de guerra e sionista Tony Blair.

Nenhum palestino jamais vira ou discutira ou esteve envolvido na criação do tal 'acordo'. Os palestinos só souberam do 'acordo' por empresas de imprensa. Nada havia no dito 'acordo', senão que a luta parava, e alguma vaga promessa de futuras conversações. Por que, afinal, Israel matou tanta gente?!

O Hamás e outros grupos rejeitaram a encenação e mantiveram o fogo inefetivo de seus foguetes. O Hamás, que tem de manter o consenso com outros grupos mais radicais em Gaza, apresentou seu conjunto de condições[4] para suspender os combates:


- Fim de todos os ataques israelenses contra Gaza;

- Abertura das passagens de fronteira para Israel e Egito;

- Libertação dos membros do Hamás que Israel, sem razão alguma, prendeu na Cisjordânia, durante as últimas três semanas;

- Pagamento, pela Autoridade Palestina, dos funcionários públicos em Gaza.


Os foguetes lançados de Gaza continuaram durante o dia e, no fim do dia, Israel recomeçou a bombardear tudo que restava ainda não destruído em Gaza. Políticos israelenses têm falado de um vago 'objetivo' nesse ataque aos palestinos, que seria "desmantelar o Hamás". Mas o Hamás tem apoio da população e, a menos que os israelenses matem toda a população palestina, o Hamás continuará a existir; conflito renovado e mais longo só tornará o Hamás cada vez mais forte.[5] *****

 


[1] http://forward.com/articles/201764/how-politics-and-lies-triggered-an-unintended-war/?p=all

[2] http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/middleeast/israel/10967279/UN-80-per-cent-of-Palestinians-killed-in-Israeli-offensive-are-civilians.html

[3] https://twitter.com/PaulaSlier_RT/status/489010266160390144

[4] https://twitter.com/gershonbaskin/status/488062238604140544 ss.

[5] http://www.foreignpolicy.com/articles/2014/07/14/cant_kill_hamas_make_it_stronger_protective_edge_israel_gaza

 

15/7/2014, Moon of Alabama
http://www.moonofalabama.org/2014/07/gaza-hamas-rejects-tony-blairs-cease-fire-scam-.html

 

 
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