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Sinecura

16.03.2009 | Fonte de informações:

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Fahed Daher

Sinecura – Emprego rendoso que não obriga a qualquer trabalho produtivo ou de benefícios sociais. Atividade que dispensa cuidados.

Pode também ser interpretado como emprego rendoso que também pode não obrigar a qualquer trabalho responsável. Ou pode também ser interpretado como emprego rendoso que, não produzindo, não estimula a produção correspondente ao rendimento que aufere.

Quem pode ter direito a sinecuras por conta e ordem do dinheiro público?

Numa sociedade séria e organizada, ninguém.

Numa sociedade de usurpadores, isto é, numa sociedade onde o grupo dominante, o grupo governante é usurpador, os apadrinhados do governo alcançarão tal privilégio; Daí que muitas vezes é preferível ser amigo do rei do que ser o próprio rei.

Na lei da sinecura o beneficiado não precisa e é imoral fazer o balanço da produtividade. O estudante é obrigado a passar por provas ou exames periódicos para ser promovido de série ou de classe.

O comerciante é zeloso no seu negócio e presta conta para si mesmo do resultado diário das compras e das vendas para sentir e garantir qual foi o seu direito de lucro, o seu ganho, alem de, da sua contabilidade, prestar conta ao governo.Se confirmado o seu balanço terá direito ao saldo tendo entregado ao departamento de rendas parte do seu lucro.

Os profissionais terão de ser zelosos nas atividades para manter a clientela. e o mau desempenho afasta. Do desempenho e dos estudos e treinamentos diários pode resultar o seu ganho.

Dos membros da "sinecuraria" nada é exigido. Apenas "oba oba" e festa alem dos aplausos pelos pronunciamentos humanistas e de direitos que o povo deve ter... Mas que eles esquecem de defender efetivamente.

Não há provas, testes ou apresentação de produtividade diante dos que lhes pagam os salários nababescos tirados dos impostos dos que produzem.

Aos membros da "sinecuraria" sobram verbas para contratar assessores, técnicos, que lhes preparem discursos ou pronunciamentos. Assessores geralmente membros do nepotismo e de cujos estudos nada de concreto deverá ou poderá chegar a conclusões positivas que harmonizem a administração e a sociedade.

O corporativismo da "sinecuraria" é eficiente. De todas as acusações e ou dúvidas quanto a deslizes dos pares nada lhes pode acontecer por dois motivos: 1- Basta ao acusado afirmar que não sabe de nada e a sua prova de defesa está definitiva. 2 – Cautelosamente criam para si mesmos a lei da impunidade por cargo exercido, podendo ser julgados somente pelas mais altas autoridades, sobrecarregadas, em tempos prolongados, que levam mesmo ao esquecimento.

Aprova-se constituição que afirma::- "Todos são iguais perante a lei."não propalam, porem mantém entre si, sigilosamente, afirmando:" Mas a lei não é igual para todos."

Vencendo o tempo de membro das sinecuras tem a prioridade para disputar a permanência no cargo, é sempre candidato natural. Não precisará se afastar da "cadeira" que ocupa. Entrará em campanha mantendo os ganhos e as verbas, sejam as de gabinete e ou do escritório do seu sitio de disputa, os salários e demais benesses, dispensado de freqüentar reuniões da confraria, sem prejuízo.

Outros pretendentes a entrar na congregação, obrigados a se manter nas atividades profissionais arcarão com prejuízos pessoais que se compensarão se tiverem êxito na campanha, mas, no momento arcando com prejuízos por entregarem tempo para as campanhas... Depois? Ah! Sim! Poderão ser compensados.

Dizem que os membros das sinecuras merecem altos ganhos porque não tem tempo para trabalhos remunerados particulares.

A verdade é que muitos iniciam com declarações de renda pobres. Em final do primeiro período de atividades já auferiram bons patrimônios.. Se tornaram ricos.

Médico – Sociedade Brasileira de Médicos Escritores

Inteligentemente os comparsas da "sinecuraria"

 
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