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Brasil: Restaurantes populares

09.07.2008 | Fonte de informações:

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Restaurantes populares garantem 70 mil refeições diárias para população de baixa renda - Investimentos do governo somam R$ 122 milhões para que as 51 unidades espalhadas pelo País forneçam comida que custa em média R$ 1


Começou a funcionar nesta terça-feira (7), em Petrópolis, no Rio de Janeiro, mais um restaurante popular. Construídos com recursos do governo federal, as 51 unidades espalhadas pelas cinco regiões brasileiras oferecem refeições que podem custar, em média, apenas R$ 1. É uma oportunidade para que trabalhadores, autônomos, aposentados e até famílias inteiras se alimentem fora de suas casas, gastando pouco e com a certeza de ter consumido uma refeição nutritiva.

A primeira unidade foi inaugurada em Belo Horizonte (MG), em 2004. Nestes quatro anos, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) já investiu R$ 122 milhões. Os estabelecimentos são construídos em parcerias com as prefeituras municipais ou governos estaduais, que ficam responsáveis pela execução de obras, aquisição de equipamentos, móveis, utensílios e material de consumo.

O ministro do MDS, Patrus Ananias, afirma que é com projetos como esse que o governo federal estimula sistemas locais de segurança alimentar e consolida uma rede pública que garanta à população que mais precisa o acesso imediato ao alimento. “Os restaurantes populares integram uma das políticas que compõem o Fome Zero e são um vigoroso instrumento para ampliar o acesso a alimentos nos centros urbanos de médio e grande porte. Além disso, eles guardam um elevado potencial de articulação com outras políticas na mesma área, estruturando uma ampla rede de segurança alimentar e nutricional”, afirmou.


Pesquisa - O acerto do programa, gerenciado pela Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, pode ser comprovado numa pesquisa encomendada ao Instituto Ibope em 2006. Segundo os dados levantados, os restaurantes populares são considerados bons ou ótimos para 86% dos seus usuários. Outros 97% informaram que o trabalho desenvolvido nestas unidades possibilitou melhoria na qualidade de vida. E 98% dos freqüentadores disseram que o preço cobrado nestes locais é acessível.

O porteiro Darci Silveira da Silva levou a esposa Carmosina e o filho Leonardo, de nove anos, para almoçar no terceiro restaurante popular de Belo Horizonte (MG), inaugurado no último dia 26 de junho. O cardápio foi arroz, feijão, farofa, carne, salada e melancia. “A comida é ótima e a economia nota dez”, elogiou.

Outras 69 unidades estão em processo de implantação. Até o final de 2008, a previsão é de que pelo menos outras 15 entrem em funcionamento. Além de oferecem refeições de baixo custo, os estabelecimentos tornaram-se pólos apoiadores da geração de trabalho e renda, pois priorizam a compra de gêneros alimentícios produzidos na própria região, com entrega direta no local. Dessa forma, se consegue redução de custos e a garantia de qualidade e geração de renda aos agricultores locais.

Muitos destes lugares ainda possuem cursos como de merendeiras, copeiras e garçons, dando oportunidade aos moradores da região de aprenderem uma profissão. É o caso da unidade de Colombo (PR), inaugurada no mês passado pelo secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Onaur Ruano, quem em breve promoverá capacitação para a comunidade.


Perfil - Os restaurantes são instalados, preferencialmente, em grandes centros urbanos de cidades com mais de 100 mil habitantes. A região com o maior número de unidades é a Sudeste, com 23 locais nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Em seguida vem o Nordeste, com 13. Seu público beneficiário é formado, em geral, por trabalhadores formais e informais de baixa renda, desempregados, estudantes, aposentados, moradores de rua e famílias em situação de risco de insegurança alimentar e nutricional.

Os estados e municípios interessados na parceria para implantação do programa devem participar do processo de seleção pública, divulgado por meio de editais, atendendo aos critérios estabelecidos no manual do programa, que é publicado anualmente na página oficial do MDS na internet.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

 
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