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Presidente da STF prega plena liberdade de imprensa

07.08.2012 | Fonte de informações:

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No Brasil, Presidente da Suprema Corte de Justiça prega plena liberdade de imprensa

Por ANTONIO CARLOS LACERDA

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SÃO PAULO/BRASIL - No Brasil, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Ayres Britto, diz que pretende usar o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) - do qual também é o presidente - para informar o resto do Judiciário sobre a posição do STF acerca da liberdade de expressão, em uma tentativa de reduzir o número de decisões judiciais que resultam em censura ou punição a jornalistas.

 

"Eu pretendo, junto com os conselheiros do CNJ, desenvolver programas, quem sabe até campanhas, esclarecendo o conteúdo da decisão do Supremo (que derrubou a Lei de Imprensa, em 2009), que foi pela plenitude da liberdade de imprensa". A declaração do ministro foi durante Seminário Internacional de Liberdade de Expressão, em São Paulo, Brasil. "Quem sabe o nível de intolerância social diminua."

 

No seminário, promovido pelo Instituto Internacional de Ciências Sociais (IICS), especialistas avaliaram que, embora o STF venha decidindo em favor do livre exercício do jornalismo, juízes de primeiro e segundo graus por vezes ainda restringem a liberdade de expressão.

 

"Onde for possível a censura prévia se esgueirar, se manifestar, mesmo que procedente do Poder Judiciário, não há plenitude de liberdade de imprensa", afirmou Ayres Britto. Para o presidente do Judiciário, o confronto de interesses entre o livre exercício do jornalismo e o direito à privacidade "inevitavelmente" se confrontarão. Ele garante, porém, que a Constituição prioriza a livre expressão ao direito à privacidade. "A liberdade de imprensa ocupa, na Constituição, este pedestal de irmã siamesa da democracia."

 

Ayres Britto defendeu, contudo, uma autorregulamentação dos veículos jornalísticos. Segundo ele, "a imprensa é o poder social por excelência". "E é por natureza das coisas que quem detenha o poder tenda a abusar dele", disse. "O poder social da imprensa também deve ser controlado, mas não pelo Estado. Isso é um desafio da imprensa brasileira", defendeu o ministro.

 

Para o presidente do STF, o amadurecimento da democracia levará a um autocontrole dos veículos de comunicação e a uma maior exigência dos leitores, pelo "evolver dos padrões de seletividade da nossa cultura".

 

ANTONIO CARLOS LACERDA é correspondente internacional do PRAVDA.RU

 
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