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Donald Trump, Nominado ao Banalizado e Politiqueiro Nobel da Paz

07.02.2016 | Fonte de informações:

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Donald Trump, Nominado ao Banalizado e Politiqueiro Nobel da Paz

Pré-candidato à Presidência dos EUA, Trump promete proibir entrada de islamitas e criar "grande e belo muro" na fronteira com México, além de defender uso de armas sem nenhuma restrição. Tudo isso em um dos países, historicamente, mais violentos e preconceituosos do planeta. Enquanto o povo não for protagonista da história, esta seguirá se repetindo tragicamente - não sem uma boa dose de comédia...

O pré-candidato à Presidência dos Estados Unidos pelo Partido Republicano, Donald Trump, é nominado a receber neste ano o Prêmio Nobel da Paz. De acordo com Kristian Berg Harpviken, observador do Nobel e diretor do Instituto de Pesquisa da paz na capital norueguesa de Oslo, Trump, favorito para vencer as primárias republicanas, tem se destacado por promover "vigorosa paz pela força ideológica. Por dissuadir o Estado Islamita, o programa nuclear do Irã e a China comunista".

Bilionário magnata, Trump tornou-se mundialmente famoso nos últimos meses ao inflamar os Estados Unidos garantindo que, uma vez na Casa Branca, proibiria a entrada de islamitas no país norte-americano como forma de combater o terrorismo, que criaria "um grande e belo muro" na fronteira entre seu país e o México a fim de conter a violência e o tráfico de drogas, além de defender o uso de armas sem nenhuma restrição, tudo isso em um dos países, historicamente, mais violentos e preconceituosos do planeta.


Em outubro de 2009, o Prêmio Nobel da Paz havia sido entregue a Barack Obama, ocupante da Casa Branca há nove meses, "por seus extraordinários esforços com vista a reforçar a diplomacia internacional e a cooperação entre os povos". Menos de um ano e meio mais tarde, em março de 2011 o novo Nobel da Paz invadiria a Líbia e, pouco depois, abriria outra feroz frente de combate: contra a Síria, Estado que jamais atacara os Estados Unidos. o que caratcteriza, assim como no caso da Líbia, guerra de agressão que fere todas as leis internacionais, ratificadas inclusive elos Estados Unidos, como também fere a própria Constituição estadunidense.

Jamais a "comunidade internacional" e os tais organismos internacionais "por direitos humanos" se manifestaram sobre a "política externa" (eufemismo para crimes de guerra e de lesa-humanidade) dos lords do bem-dizer de Washington, supostos padrinhos da democracia global. Pelo contrário: seguem adulando os personagens mais belicistas do Estado mais terrorista da história.

Desta vez, em 2016 os outros nominados por Harpviken, "rivais" a serem "combatidos" por Trump na "grande batalha" ao cada vez mais banalizado e politiqueiro Nobel da Paz, são nada menos que Angela Merkel e o papa da CIA, Jorge Bergoglio, cúmplice e até mesmo delator de colegas e cidadãos pacifistas porém opositores ao regime ditatorial, que aterrorizou a Argentina por longos sete anos arremessando milhares de jovens sedados, amarrados do alto de aviões aos mares [sobre isto, reportagem com exposição de documentos secretos, em Estudos Científicos Apontam Religião como Histórico Fator de Tensão Social (role a tela: http://edumontesanti.skyrock.com/1.html)].

Como pouca desgraça é sempre uma grande bobagem entre as cartas marcadas dos tomadores de decisão global e seus cérebros devidamente lavados, mais incrivelmente patético que tais escolhas é que, diante deste cenário somado ao surgimento de Edward Snowden e Julian Assange (com seus mais de 250 mil cabos confidenciais e secretos), seres reacionários por todo o globo ainda insistem em qualificar os que afirmam que o sistema político internacional não é nada mais que uma máfia com seus precários lobbies - mídia, organismos de premiações e de "promoção da paz" incluídos -, de paranoicos comunistas, "comedores de criancinhas".

Diante disso hoje, o comandante supremo Hugo Chávez certamente daria uma grande gargalhada e, educadamente, cheio de humor irônico, diria aos ferrenhos capitalistas que ficassem à vontade para escolher entre seus ilustres personagens ao "Nobel da Paz": Trump, Merkel ou Bergoglio. Enquanto o povo estiver afastado das decisões mais importantes, deixando de ser protagonista da história, esta seguirá sempre se repetindo tragicamente - não sem uma boa dose de comédia...

 

 
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