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Mais um bispo de igreja evangélica é denunciado no Brasil

07.02.2010 | Fonte de informações:

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Em Mato Grosso, no Brasil Central, o bispo Sidney Furlan, da Igreja Mundial do Poder de Deus, cujo dono é o apóstolo Valdomiro Santiago, está sendo acusado de truculência e lavagem de dinheiro em igreja, pelo pastor Emanoel Alves, da mesma igreja.

Essas denúncia engrossa as já existentes contra a conduta e postura do bispo Sidney Furlan, que segundo fontes evangélicas explora quase toda a programação do Canal 8 de TV na Grande Cuiabá, arrendado pela Igreja Mundial do Poder de Deus, do apóstolo Valdomiro Santiago, que antes retransmitia a Bandeirantes.

Dia 30, o bispo Furlan expulsou da igreja o pastor Emanoel Alves, sob a acusação de falta grave. Revoltado e no desespero por não ter onde morar, o pastor nega ter cometido qualquer irregularidade e anuncia que, junto com outros dois pastores Ailson Santos Correia e Edmiran Mendes da Silva), que também foram “escurraçados” da Mundial, vai denunciar o bispo ao Ministério Público.

Acusam Furlan de promover um esquema de lavagem de dinheiro e de forçar pastores a proporcionar lucros à igreja, por meio de ofertas e dízimos, sob pena de serem expulsos da igreja e acusados de roubo.

Chorando as mágoas e arrependido, diz que estava na Mundial havia sete meses e, sob orientação da igreja, mudou-se de Nova Brasilândia para a Cuiabá, a capital, há cerca de dois meses, que durante este período não recebeu salário e que, sem razões aparente, o bispo o expulsou.

O pastor diz ainda que não tem sequer um centavo nem onde morar. Ele recebeu o apoio e solidariedade de Ailton, irmão de Ailson Santos, outro pastor expulso da Mundial.

Segundo um site da Internet ligado aos evangélicos, os pastores expulsos disseram que a regra imposta pela Igreja Mundial aos pastores é dura. Eles recebem orientação para “até vender tudo que possui” com a finalidade de difundir e criar estrutura da igreja nos municípios. “Se a investida não for bem-sucedida, ficam no prejuízo, acabam expulsos e se vêem em condições humilhantes”.

Segundo previsão dos pastores expulsos, Sidney Furlan controla uma arrecadação de doações dos fiéis da ordem de R$ 1 Milhão e que em todo o Brasil a tem mais de mil igrejas.

O bispo foi procurado para comentar as denúncias feitas pelos três pastores expulsos, mas seus assessores dificultaram o contato. Por fim, um ex-vereador de Cuiabá, Milton Rodrigues, teria se identificado como uma espécie de assessor de imprensa da Igreja e disse que iria tomar conhecimento dos fatos para apresentar uma versão oficial da igreja, o que não ocorreu.

Os pastores expulsos disseram que o bispo Furlan anda sempre cercado por quatro seguranças e reage às acusações atacando, mas acaba se passando por vítima. “Ele costuma dizer que sofre perseguição, prega milagres com o poder da fé, pede ajuda financeira e, nas entrelinhas, faz pré-campanha eleitoral”, disseram os pastor expulsos.

Há informações de que em Cuiabá, a Igreja Mundial trabalha dois nomes para deputado estadual, Nataniel de Jesus, que já foi da Igreja Universal do Reino de Deus, do bispo Edir Macedo, outro que está sendo processado, e um missionário conhecido pelo prenome de Brito.

Milton Rodrigues, o assessor de imprensa do bispo Sidney Furlan, argumenta que Emanoel Alves foi expulso da Mundial depois de cometer a terceira falta grave. Ele diz que Emanoel Alves atuava em Nova Brasilândia e, ignorando as regras e conduta imposta pela igreja, fechou o templo e foi passear na casa de parentes em outra cidade.

“Emanoel foi alertado e recebeu uma nova chance para voltar a comandar a igreja. Depois que passou a trabalhar como pastor em Cuiabá vinha conduzindo cultos de orações de forma irresponsável e foi acusado até de furto de dinheiro de ofertas”, diz Milton Rodrigues.

ANTONIO CARLOS LACERDA

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