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Opinião: Acerca da "palhaçada" de eleição de figuras

05.02.2007 | Fonte de informações:

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Se ficarmos calados, se não postarmos nem comentarmos de vez em quando, opiniões, ideias e valores uns com os outros, com os nossos amigos, o diálogo não existe.


Logo, ficamos e continuamos a falar p'ró "umbigo, porque ninguém liga.
Embora hajam assuntos, que sinceramente (!) o melhor é ignorar!


Mesmo assim lá vou aparecendo de acordo com a minha disponibilidade de tempo para a leitura e escrita nos blogues, e lá vou interferindo no bom e salutar sentido e da importância do diálogo.


Por isso decidi reflectir sobre a questão da votação sobre FIGURAS DO PASSADO E DO PRESENTE. – Quem a inventou, para além de entretenimento e interesse em audiências, teve também interesse em ressuscitar cenas de horror do passado, que em nada beneficia a sociedade do presente.


Com tantos temas interessantes e necessários da actualidade para serem ventilados, discutidos e aprofundados e andamos a mexer na sepultura do ditador (nem escrevo o nome, que me arrepio só de pensar no passado!)


Este artigo até lhes vai parecer uma carta aberta a alguns , e se assim quiserem entender, melhor ainda.


(...)
No entanto penso e é verdade que vivemos outro tempo que em nada se coaduna com o passado do antes de 1974, pelo que os exemplos que desse tempo podemos tirar são os de afirmação: Esse tempo, esse sistema político, Nunca Mais!
A evolução das sociedades, das comunidades humanas, dos países, não param nem podem parar!


Muito menos regredir. Mas deixam-nos aqui tantas vezes ideias tão "saudosistas" desse tempo de ditadura e obscurantismo, sem qualquer interesse e nada salutar(!?)
Pois é inegável!


Não podemos esconder a verdade dos factos!
Não podemos pegar fogo à história criada durante quarenta e tal anos de "tiranos"!


É perda de tempo tentar negar os factos reais da história.
Podemos pegar o fogo aos papeis, aos livros: Não adianta!
Esses factos, esse regime é memória da história colectiva, do passado, do presente e será do futuro por muitos e longos anos.


Serão sempre recordados, mesmo para além, se calhar, de vários séculos após a nossa partida desta vida!
Acho que não vale a pena perdermos tempo com isso!
Olhemos em frente!


Negar que a Revolução de Abril de 1974, acabou com a ditadura fascista de quase cinquenta anos de obscurantismo, não passa pela cabeça de ninguém.


Isso tolera-se aos jovens que não se interessam pela história e nem viveram o antes, o durante e o depois, mas a nós!?
Não me vão dizer que a PID - D.G.G., não existiu(!?)
Nem que é falso que muitos dos nossos concidadãos e concidadãs, foram presos (as) e torturados (as) até à morte só por levantarem a vós contra o Estado, contra o Governo da Nação (!?)


Ou que foram presos e levados à bastonada para os calabouços, só porque estavam em grupo a conversar na via pública e não obedeceram às ordens dos Pides: - "Dispersar, dispersar..."


Terá tudo isto sido uma mentira!
Quantos de nós viveu situações semelhantes no antes desse Abril libertador?


Eu sei!
À nova geração nem lhes passa pela cabeça que tal tenha acontecido, mas para os mais perspicazes, se forem bons estudiosos dessa história, são-lhes perceptíveis as atrocidades (e muitas estão escritas!) que se cometiam em defesa da ordem pública. Muitos ainda têm essas chagas na família, de pais e avós que sofreram as consequências desse ostracismo violento, do encarceramento, tortura e morte. E quantos não eram comunistas, nem socialistas, nem coisa nenhuma. Pois bastaria que um qualquer desgraçado com mais um copito no tasco da esquina, dissesse mal do governo, do estado, ou falasse no nome do ditador (evitei de novo escrever esse nome!!), para que um qualquer bufo escroque telefonasse para a PIDE, para o desgraçado, ser levado e encarcerado e até desaparecer.


Pois tudo isto é mentira!?
Não conhecemos a censura, nem os militares que viam a sua correspondência sempre confiscada e cesurada.


Será que algum de nós poderia estar para aqui a opinar e criticar, se o fantasma de Santa Comba Dão ressuscitasse e voltasse a ser o Deus e senhor do País, e tivesse como grande muleta de defesa da ordem pública e defesa do Estado, a PIDE – D.G.S. com a colaboração dos "delatores"??


Essas questões já nem se colocam tendo em conta a nova forma de ser dos cidadãos, da sociedade e do mundo, e do avanço das tecnologias.


Acreditem que até me sinto no papel de retrógrada ao deixar-me envolver nesta questão. – Mas há sempre uma vez!?


Vamos opinar sobre o que é mais importante no presente com olhos no futuro.
Deixemos os cemitérios que o dia dos finados é só uma vez por ano e para alguns nunca mais deveria ser!
A vida é para os vivos, para os que ainda podem dar e receber!!!

Porque a Opinião faz a diferença...

Por - José Faria *

 
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