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openend [#001 MR)

04.07.2013 | Fonte de informações:

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openend [#001 MR)
António Azenha, António Jorge Benvinda Araújo, Jorge Simões José Carlos Nascimento, José Pedro Reis José Vieira, Pedro Medeiros, Tatiana Santos

04.07.13 / 28.07.13
Organização: Associação Cultural Itinerários Contemporâneos - ICZERO
Apoio: Alliance Française de Coimbra, Coop. Teatro dos Castelos
openend [#001 MR]

INAUGURAÇÃO: 04 de Julho de 2013 às 18:30 HORAS
LOCAL: RUA PINHEIRO CHAGAS, 60 - COIMBRA
Comissária: Carla Alexandra Gonçalves

openend [ #001_MR ] constitui-se como o primeiro resultado de um projecto transdisciplinar que tem por base a figura de Isabel de Aragão (1269-1336).
firmando-nos na centralidade desta personagem que coimbra mantém viva, pretendemos transferir o seu corpo, revestido pela história na aura da sua imortalidade, para outra dimensão, transnatura e artística, permitindo a reflexão sobre a sua própria importância no contexto material e espiritual de coimbra no século XXI.

Artistas participantes: António Azenha, António Jorge, Benvinda Araújo, Jorge Simões, José Carlos Nascimento, José Pedro Reis, José Vieira, Pato (Rodrigo Canhão) e Pedro Medeiros. O projecto artístico openend [ #001_MR ] visa celebrar a figura que patrocinou uma vasta plêiade de artistas, que ajudou a erguer um dos mais notáveis mosteiros medievais portugueses, que criou feitios escultóricos que fizeram esteira na região, estimulando a cidade a tornar-se num dos mais importantes centros de produção artística nacional. para além desta importância cultural que Isabel de Aragão acolhe, este projecto também reflecte sobre a espessura de Isabel de Aragão enquanto mulher e enquanto entidade que joga com o poder da imortalidade.

As obras de arte envolvem-se com a realidade que lêem e que revertem, através da sua linguagem singular, assumidamente estética, artística e cheia de intencionalidades que importam decifrar, na medida específica da sua esfera autónoma e dialogante. a realidade que agora nos importa imprime-se na figura de Isabel de Aragão, e nos insondáveis mistérios que a fazem sobreviver no tempo, mostrando-nos, de quando em vez, a sua incorruptibilidade sobrevivente, abrindo o discurso à reflexão sobre a relação entre a vida e a morte, ou ao discurso sobre a dicotomia mortalidade-imortalidade. trata-se de um assunto caro ao nosso imaginário por construir um ponto fulcral da existência do homem enquanto indivíduo perecível, mas também da existência das coisas reais (que ele próprio ajuda a fabricar) e irreais (que
ele próprio desconhece, mas que sente), banhadas todas pela soberba dos tempos que corroem.

A vida dos homens é de uma delicadeza infinita, e a ideia da sua finitude desenvolveu a capacidade humana de gerar proficuamente e de depositar no mundo um conjunto de efeitos que a memória ajuda a manter vivos. no confronto com a sua própria mortalidade o homem inventou a filosofia e inventou a arte. E é no confronto com esta personagem incorrupta e perenemente viva que o discurso artístico se enovela, dimanando a sua essência que transgride os dias que nascem e que constantemente
se acabam.

openend [#001_MR] expressa a abertura e o fecho. a abertura pública do próprio projecto e do seu fecho ano passado, reerguendo-se agora como uma etapa de um processo em aberto, ou um primeiro ensaio analítico que decorre do pensamento sobre a relação que a cidade, com todos quantos nela habitam e que nela pulsam, mantém com o sagrado e com o profano, com a vida e a morte, com o tempo e a perpetuidade, e também com a cultura artística que lhe tem tomado o pulso desde cedo.

Carla Alexandra Gonçalves
© José Carlos Nascimento
© António Jorge

 
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