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Julguemos o Juízo

02.12.2016 | Fonte de informações:

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Julguemos o Juízo


"Eu já havia reparado, em pessoas,
que a afetação de sentimentos louváveis
não é a única desculpa, mas que são malvados,
sendo que um pretexto mais novo é a exibição destes,
de forma que ao menos não pareça ocultá-los." Proust,
Marcel Proust. Le Temps retrouvé.
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-Julguemos o Juiz, Julguemos! Juízo ao juízo.
Se a suposta autoridade constituída de forma leviana e imprudente, julgar inocentes, condenando-os
Denunciemos o juiz sem ética e sem o devido e transparente critério e juízo de valor
(Juiz marajá, que, condenado se aposenta compulsoriamente com alto soldo
Que espécie de ladrão da própria toga o é?)
Julguemos os juízes. E os acusemos:
-Eu vos acuso de:
(  )-Julgar  por querer aparecer no palco aloprado da historial mídia insana
(  )-Julgar por julgar, nãopor caráter imperioso ou dever de oficio e conhecimento de oficio
(  )-Julgar todo prepotente pensando que é o que não é, pensando que pensa
(  )-Julgar como um carrasco de ego inflado, querendo aparecer mais do que a justiça propriamente dita
(  )-Todas as alternativas estão corretas.
 
Julguemos o Juiz. Que a sua cadeia seja a sua consciência, o seu remorso ("Toda história é remorso" diria o Poeta Drummond)
Pois a própria pele é a cela epidérmica do juiz injusto
Não, não se enforca mais ladrões de cavalos, nem se corta mais cabeças de nobres , poderosos e infiéis de propósitos
Assim como, na democracia republicana, nem sentenças alopradas de vaidosos deixam de gritar em detrimento de uma elite de tribunais de 'eles por eles' 
Então, camaradas e irmãos sonhadores, julguemos, condenemos o juiz-fuinha, o juiz-blefe, o juiz-cloaca
O juiz-babaquara, o juiz tendencioso e parcial, o juiz inumano e amoral
Condenemos o juiz lerdo - da justiça que tarda e falha (com seus suspeitos labirintos burocráticos a peso de ouro)
Condenemos o juiz-hiena, o juiz-circo, o juiz-fuinha
O juiz bufão que bate na esposa e fica tudo por isso mesmo - Que justiça é essa?
O juiz que liberta empresários bandidos do crime organizado - Que justiça é essa?
O juiz que vai à formatura de chefes de quadrilhas devidamente aparentado de juiz (com presunção de impunidade e de imunidade entre os podres poderes)
O juiz que liberta latifundiários assassinos de freiras - Que justiça é essa?
O juiz que liberta banqueiro ladrão a preço de banana - Que justiça é essa?
E que, quando cansado de lustrar o ego para aparecer em hora imprópria que na verdade deveria ser de foro intimo
Estressado por luzes de falsas ribaltas demodés, vai à Europa se curar da mesmice... 
(Todo poder emana da verdade e em seu nome deve ser exercido)
 
Fora juiz-burguês, juiz níquel-náusea, juiz luxo-fusco, juiz palco, juiz banker, juiz spot-light, juiz fantoche
Juiz que corta cebola e é a cebola quem chora
Juiz que ignora a verdade que o enobreceria ou daria claridade ao direito e à justiça, sem tacão ou chicote
(No Supremo Tribunal do Inferno
Poucos são chamados e poucos escolhidos) 
-Não julgueis para não serdes julgados, está escrito -   
Condenemos o juiz que não olha com prisma de juiz, mas açodado com foco de pelotão de fuzilamento
(Ah a letra fria da Lei; a letra morta da lei - a Lei? Ora, a Lei...) 
-Para os inimigos, a Lei, para os amigos, a prescrição, o suspeito entendimento rigor-formol, a formação de quadrilha para defesa dos mesmos...
Critiquemos o juiz que, todo pimpão cerceia o direito da defesa com cara de tacho de Casagrande
Critiquemos o juiz banana que quer aparecer mais do que a justiça (que nem sempre há para ricos e poderosos)
-Ah as riquezas impunes
-Ah os lucros injustos
-Ah as propriedades roubos
(Ah as privatizações-roubos impunes de Samparaguai, Tucanistão, o Estado Máfia)
Ah o cínico estado mínimo do neoliberalismo câncer da história
Ah o juiz que se enrola no tapete das etiquetas e varre a verdade para debaixo do palácio (entre estátuas e cofres) das aparências
Que justiça é essa?
Que juiz é esse? - Mais: que direito é esse?
Eu vos acuso, justiça injusta, senil, decrépita, tendenciosa e parcial
Eu voz condeno juiz turrão de colarinho branco engomado
Eu vos acuso juiz de pequena causa aloprado em defesa de si mesmo, de sua pose tacanha e medonha
E vos condeno. Juízo ao juízo.
As algemas são do tempo - o tempo é o melhor juiz
A sentença final cedo ou tarde virá
E aqueles que atirarão torrões de terra em vossa tumba de mumificado para agradar a incautos, mal formados e mal informados
Serão as mesmas mãos sujas de vosso meio, de vossa elite, de vosso estilo, de vosso clã; e então gritaremos em alto e bom tom, soltando o verbo, levantando bandeiras, soltando foguetes:
-A morte faz justiça para todos. A morte virá cobrar com choro e ranger de dentes... 
Ai de ti Justiça amoral e inumana...
E das celas soarão os gritos. E dos campos santos revirarão cadáveres de miseráveis entregues à própria sorte, ao deus-dará
E sobre a vossa sepultura os vermes não ocorrerão, pois não saberão quem é quem
E apodrecerá o pó de vossa tumba toda pomposa de cara cruz inútil
Semeada de engano, de mentira, de enganação, de presunção e de tanta prepotência
Quando ainda agora posas de falso moralista, de falso dono da verdade
Com sentenças tendenciosas e parciais; preservando o outro lado - os amigos do alheio e seus antros de escorpiões com bezerros de ouro do lucro fácil, das máfias de jecas 
E fazes pose para a mídia amoral de uma elite amoral 
Nós vos acusamos; nosotros vos condenamos
Até que essa mesma morte que ao final a todos julga, repare o vosso erro, o vosso martelo ignóbil e vil
E sejas apenas uma página virada no tribunal da ética
E envergonhando toda uma categoria, todo um clã; representado uma infame sociedade hipócrita (no pântano da condição humana)
Serás finalmente então um pote de vísceras dela; um refil de vaidades doentias...
Mas, nós, nós os simples, os comuns, os paisanos, ainda em júbilo cantaremos vitória sobre os vossos ossos, 
em nome dos oprimidos, 
   dos injustiçados, 
      dos inocentes, 
         dos condenados em vão
Porque bovinamente vos tornaste lacaio da injustiça e do logro social que alimenta o ferrão tacanho da elite sórdida
Fundada numa ditadura, num regime de exceção, num capitalhordismo de agiotas
E do qual fostes um bastardo refém, foste freguês, foste mero rufião. Foste um marionete!
 
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Ciber Poeta Silas Correa Leite -E-mai: poesilas@terra.com.br

  
Silas Correa Leite - Historial
Silas Corrêa Leite, Educador, Jornalista Comunitário e conselheiro diplomado em Direitos Humanos, ciber poeta e livre pensador humanista, começou a escrever aos 16 anos no jornal "O Guarani" de Itararé-SP. Fez Direito e Geografia, é Especialista em Educação (Mackenzie), com extensão universitária em Literatura na Comunicação (ECA), entres outros cursos. Autor entre outros de "Porta-Lapsos", Poemas, Editora All-Print (SP); "Campo de Trigo Com Corvos", Contos premiados, Editora Design (SC), obra finalista do prêmio Telecom, Portugal 2007;  "O Homem Que Virou Cerveja", Crônicas Hilárias de um Poeta Boêmio, livro ganhador do Prêmio Valdeck Almeida de Jesus, Salvador Bahia, 2009, Primus Editorial, SP; GOTO, A Lenda do reino do Barqueiro Noturno do Rio Itararé, Editora Clube de Autores, Romance, 2014, O Menino Que Queria Ser Super-herói, e GUTE GUTE Barriga Experimental de Repertório, Romance Infantojuvenil, ambos a venda no site Amazon, entre outros. Seu e-book de sucesso "O Rinoceronte de Clarice", onze ficções, cada uma com três finais, um feliz, um de tragédia e um terceiro final politicamente incorreto, por ser pioneiro, foi destaque na mídia como O Estadão, Jornal da Tarde, Folha de SP, Diário Popular, Revista Época, Revista Ao Mestre Com Carinho, Revista Kalunga, Revista da Web, Minha Revista (RJ). e também na rede televisiva, Programa "Metrópolis"/TV Cultura; Rede Band/Programa "Momento Cultural"; Rede 21-Programa "Na Berlinda", Programa "Provocações", TV Cultura/Antonio Abujamra. Por ser única no gênero e o primeiro livro interativo da Rede Mundial de Computadores, foi recomendada como leitura obrigatória na matéria "Linguagem Virtual" no Mestrado de "Ciência da Linguagem" da Universidade do Sul de SC. Foi tese de Doutorado na Universidade Federal de Alagoas ("Hipertextualidade, O Livro Depois do Livro"). Texto acadêmico no link: http://bdtd.ufal.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=197. Premiado nos Concursos Paulo Leminski de Contos, Ignácio Loyola Brandão de Contos; Prêmio Biblioteca Mário de Andrade (Poesia Sobre SP/Gestão Marilena Chauí)), Prêmio Literal (Fundação Petrobrás/Curadoria Heloisa Buarque de Hollanda), Prêmio Instituto Piaget (Lisboa, Portugal/Cancioneiro Infanto-Juvenil; Prêmio Elos Clube/Comunidade Lusíada Internacional; Vencedor do Primeiro Salão Nacional de Causos de Pescadores (USP/Parceiros do Tietê), Prêmio Simetria Ficções e Fantástico, Portugal (Microconto). Consta em quase 800 sites como Estadão, Noblat, Correio do Brasil, Usina de Letras, Daniel Pizza, Wikipedia, Observatório de Imprensa, Releituras, Cronópios, Aprendiz, Pedagogo Brasil,  Jornal de Poesia, Convívio e LiberArti, Itália, Storm Magazine e InComunidade (Portugal), Fênix (Angola), Revista Aldéa (Espanha) Literatas (Moçambique), Politica Y Actualidad (Argentina), Poetas del Mundo (Chile), Pravda (Russia) e outros, inclusive na África. Publicado em mais de 100 antologias, até no exterior, como Antologia Multilingue de Letteratura Contemporânea, Trento, Itália; Cristhmas Anthology, Ohio, EUA e na Revista Poesia Sempre/Fundação Bib. Nacional (Ano 2000/Gestão Ivan Junqueira). E-mail: poesilas@terra.com.br

 

 
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