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Suspiros e admirações em Trinidad de Cuba

26.07.2012 | Fonte de informações:

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Sancti Spíritus, Cuba (Prensa Latina) Os suspiros e as admirações são concorrentes entre as pessoas que se passeiam entre palacetes, mansões, praças e calçadas empedradas da Trinidad, vila declarada pela UNESCO Patrimônio Cultural da Humanidade.

  Próxima a completar 500 anos de fundada pelos espanhóis, ao centro sul de Cuba, renova a imagem que compartilha com o Vale dos Talentos, que também ostenta o título patrimonial e onde se conservam as evidências mais representativas da indústria açucareira cubana dos séculos XVIII e XIX.

Um dos lugares mais visitados é A Praça Maior, que em uma época alumbraram lustre de azeite de oliva para fazer as noites agradáveis para o amor e os encontros de comerciantes, em especial açucareiros.

Este lugar foi o palco escolhido por Hernán Cortes (1485-1547) para preparar sua tropa para a partida para a conquista de império Asteca.

Aquela aventura envolveu muitos trinitários e em 10 de fevereiro de 1519 zarpou, levando 11 navios, mais de 500 soldados, cerca de 100 marinheiros, 16 cavalos, 14 canhões, 32 balistes e 13 escopetas.

Aledaño a esse insigne espaço sobressai a Igreja Mayor, edificada no século XVIII. Seu altar principal está consagrado à Santíssima Trindade.

A história do santo patrono desta igreja católica está rodeada de uma formosa lenda, segundo Carlos Joaquín Zerquera e Fernández de Lara, ex-historiador da Trinidad (1926-2009).

Relatava que um pequeno pedaço de madeira com um Cristo talhado e resgatado por pessoas na costa se converteu no principal símbolo do templo. Tudo indica que o relevo estava dirigido a Veracruz, México.

Com o tempo, e assaltos de piratas, a imagem conservou-se no altar principal da Paróquia Maior, enquanto uma dos sinos, que por anos lançou seus sons, se encontra na atualidade na Catedral de Havana.

No antigo Palácio do Conde de Casa Brunet localiza-se o Museu Romântico, que como tal abriu suas portas faz 38 anos. Seu ajuar recria o ambiente de uma casa colonial (1830-1860) com móveis e peças de arte decorativa dos séculos XVIII e XIX.

Sobressaem utensílios elaborados pelas mãos de ebanistas trinitários: camas, escaparates, cuidadoras, janelas, loceros.

Conta também com obras artísticas europeias trabalhadas em esmalte proveniente de Viena e datadas ao redor de 1740. Cristais e porcelanas das mais afamadas manufaturas: Limoges, Maissen, Bohemia, Murano e Bacarat.

O edifício foi a moradia da família Silva e Álvarez Travieso até 1807, quando foi comprada por José Mariano Borrell e Padrón, que ordenou construir a planta alta em 1808.

Ángela Borrell e Lemus herdou o palacete de seu pai e habitou-o com seu esposo, Nicolás da Cruz Brunet e Muñoz, até 1857, ao emigrar a Espanha.

Outra obra de arquitetura colonial é a antiga casa da família Sánchez. Uma ampla edificação de uma sozinha planta que ocupa um lateral que dá à Praça Maior. Apresenta-se com um formoso portal protegido por uma grade de ferro moldada.

Ali radica o Museu de Arquitetura, único no país e na América. Expõe os elementos mais representativos de desenho local, de anônimos artesãos criollos dos séculos XVIII e XIX.

A moradia, com sete amplas portas e janelas em sua parte frontal, foi edificada em 1738 com uma disposição utilitária e amplo pátio, onde convergem plantas ornamentais e florais.

Avistar a frente do Palácio de Cantero, na atualidade Museu municipal de Trinidad, é entronizar na majestosidade arquitetônica da primeira metade do século XIX, quando o poder econômico estava determinado pelas riquezas da indústria açucareira local.

A opulência das decorações murais dá-lhe ao imóvel o porte de um senhorial palácio. Pinturas murais de artesãos populares, locais, observam-se nos frisos superiores das vendas e portas; nas habitações da esquerda e na torre-olhador.

Em 1860 pintores italianos deixaram também seu impronta, a que se conserva em sala e saleta e em um dos aposentos-recâmara.

Mostram-se aspectos históricos desde a fundação da vila por Diego Velásquez em 1514, nas ribeiras do Rio Arimao, nas cercanias do Porto Jagua, na atual província de Cienfuegos, e seu posterior translado no próprio ano para o cacicazgo de Guamuhaya, a agora Trinidad.

Um recinto expõe os meios de defesa da época, utilizados para defender a vila dos sistemáticos ataques de corsários e piratas, incluídas as fortificações do porto e seu artilhado com canhões de fabricação inglesa.

A todo este volume que assombra aos visitantes, se unem outras riquezas que, ao passo pelas ruas empedradas, se vão descobrindo nesta vila reconhecida internacionalmente como a cidade Museu do Caribe.

*Correspondente de Pensa Latina na província de Sancti Spíritus.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=dccb1c3a558c50d389c24d69a9856730&cod=9816

 
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