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Protocolo

20.03.2014 | Fonte de informações:

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A situação é distante, mas nem por isso deve ser desconhecida por quem gosta de estar informado e se interessa em avaliar fatos e suas consequências.

            Refiro-me à Criméia.  Em Direito existem dois tipos de nacionalidade: o da terra onde nasceu, adotado no Brasil, por exemplo, e o proveniente do sangue.  O cidadão tem a nacionalidade dos seus pais e avós.

            Os habitantes daquele lugar, pelo direito sanguíneo, são russos, na grande maioria.  Se querem fazer parte da Rússia, e decidem no voto por maioria esmagadora tal vontade, nada mais a dizer.  O povo tem o direito de dizer o que quer.  É princípio fundamental da democracia, socialista ou não.

            É este o princípio de autodeterminação dos povos.  Ganharam nas urnas, cumpra-se o que elas sufragaram.

            Mas o mundo tem interesses estranhos.  Todos gostam de intromissões nos direitos dos outros, por incrível que pareça.  Não parece justo ou ético ficar programando retaliações à Rússia e à Criméia.

            Dizem, e pouquíssimos sabem dizer se o fato tem procedência ou não, que existe um protocolo entre Estados Unidos e Rússia, documento não assinado, mas válido principalmente depois da famosa reunião de Yeltsin e Clinton, onde as gargalhadas espantaram quem estava de fora.  Sim, pois a mesma foi a portas cerradas, ninguém testemunhou nada, mas os observadores internacionais se espantaram com as gargalhadas de Clinton que, segundo eles, não tem este hábito.

            Verdade é que saíram os dois sorridentes e vermelhos.  Abraçados e felizes, ainda rindo.  O que se passou, convém repetir, ninguém sabe.  Talvez tenha sido comemorado o protocolo.  Ele é simples.  Todo ato praticado na "área de influência" russa, ou seja, nas proximidades com aquele país, deve ser respeitado.  O mesmo se dá com a parte americana.  Os políticos protestam, xingam, jornais fazem ataques, diplomatas pedem intervenção da ONU e acabou-se.  Fica por isto mesmo, não tem consequências.

            Seria ótimo que a atual situação obedecesse ao famoso Protocolo.

Jorge Cortás Sader Filho é escritor

 

 
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