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Relatório: Emprego e Salário no Brasil

14.06.2011 | Fonte de informações:

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Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário - Fonte IBGE  Base: Abril de 2011

 

Emprego industrial varia -0,1% em abril

 

Relatório: Emprego e Salário no Brasil. 15155.jpegEm abril de 2011, ao mostrar variação negativa de 0,1% frente ao mês anterior, na série livre de influências sazonais, o emprego industrial manteve o quadro de estabilidade já observado em março último (0,0%). Ainda na série com ajuste sazonal, o índice de média móvel trimestral também apontou virtual estabilidade em abril (0,1%), praticamente repetindo os resultados dos dois últimos meses: fevereiro (0,1%) e março (0,2%). Na comparação com igual período de 2010, o total de pessoal ocupado na indústria avançou 1,7% em abril de 2011, décima quinta taxa positiva consecutiva neste tipo de comparação, mas a menos intensa desde fevereiro de 2010 (0,8%). No índice acumulado do primeiro quadrimestre do ano houve expansão de 2,4%, resultado menos acentuado do que o verificado no último quadrimestre de 2010 (3,9%), ambas as comparações contra igual período do ano anterior. A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses, cresceu 3,7%, mas com ligeira redução frente aos índices de fevereiro e março (ambos com 3,9%).

 

 

 

No confronto com abril de 2010, o emprego industrial mostrou expansão de 1,7%, com 11 dos 14 locais investigados apontando taxas positivas. Os destaques na formação da taxa global da indústria foram Paraná (5,4%), região Nordeste (3,1%) e Minas Gerais (3,4%). Na indústria paranaense, as influências positivas mais significativas vieram de alimentos e bebidas (11,7%), outros produtos da indústria de transformação (15,8%), meios de transporte (13,7%) e produtos de metal (18,3%). No setor industrial nordestino, os impactos assinalados por alimentos e bebidas (3,2%), minerais não metálicos (10,3%) e meios de transporte (24,4%) foram os mais relevantes no local. Na indústria mineira, sobressaíram os setores de meios de transporte (6,6%), de alimentos e bebidas (3,3%), de metalurgia básica (6,6%) e de produtos de metal (6,9%).

 

Vale citar também as contribuições positivas vindas do Rio Grande do Sul (2,7%) e da região Norte e Centro-Oeste (2,2%), impulsionados principalmente pela expansão do pessoal ocupado nos setores de alimentos e bebidas (8,7%) e de produtos de metal (12,5%), no primeiro local, e de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (29,1%) e produtos de metal (28,1%) no segundo. Por outro lado, São Paulo, com ligeira variação negativa de 0,2%, apontou a principal pressão negativa no total nacional, refletindo em grande parte as perdas vindas de papel e gráfica (-19,3%) e vestuário (-11,7%).

 

Em termos setoriais, ainda em comparação com igual mês do ano anterior, no total do país, as contribuições positivas mais relevantes vieram de meios de transporte (8,1%), alimentos e bebidas (2,5%), produtos de metal (5,6%), máquinas e equipamentos (4,1%), metalurgia básica (8,3%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (5,2%). Por outro lado, entre os sete ramos que registraram resultados negativos, sobressaíram os impactos vindos de papel e gráfica (-9,4%), vestuário (-3,7%) e madeira (-8,6%).

 

No índice acumulado no primeiro quadrimestre de 2011, o total do pessoal ocupado na indústria foi 2,4% maior do que em igual período do ano passado, com taxas positivas em 13 dos 14 locais e em 12 dos 18 ramos investigados. Entre os locais, as influências mais importantes sobre a média global foram observadas na região Nordeste (3,1%), Minas Gerais (3,7%), São Paulo (1,0%), região Norte e Centro-Oeste (3,8%), Paraná (3,8%) e Rio Grande do Sul (3,3%). O único resultado negativo foi assinalado pelo Ceará (-0,1%). Em termos setoriais, no total do país, o emprego industrial avançou, principalmente, em meios de transporte (8,2%), produtos de metal (7,6%), máquinas e equipamentos (5,8%), alimentos e bebidas (1,9%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (6,5%) e metalurgia básica (8,2%), enquanto papel e gráfica (-8,4%) e vestuário (-2,8%) exerceram as principais pressões negativas.

 

Número de horas pagas é 0,4% menor que em março

 

O número de horas pagas na indústria, em abril de 2011, mostrou queda de 0,4% frente ao mês imediatamente anterior, na série livre dos efeitos sazonais, após registrar 1,1% em fevereiro e -0,3% em março. Com esses resultados, o índice de média móvel trimestral, ao variar positivamente 0,1% entre abril e março, apontou a quarta taxa positiva consecutiva nesse tipo de indicador.

 

Na comparação com igual mês do ano anterior, o número de horas pagas assinalou crescimento de 1,2% em abril de 2011, décima quinta taxa positiva consecutiva nesse tipo de confronto, mas a menor desde janeiro de 2010 (0,0%). Com isso, o índice acumulado nos quatro primeiros meses de 2011 cresceu 2,2%, ritmo abaixo do verificado no fechamento do primeiro trimestre do ano (2,6%). A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos doze meses, permaneceu apontando crescimento em abril (4,0%), mas com resultados menos intensos que os observados em fevereiro (4,5%) e março (4,3%).

 

No índice mensal, o número de horas pagas avançou 1,2%, com taxas positivas em 12 dos 14 locais e em 10 dos 18 ramos pesquisados. No corte setorial, as principais pressões positivas sobre o total nacional vieram de meios de transporte (7,0%), alimentos e bebidas (2,7%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (6,4%), máquinas e equipamentos (4,1%) e produtos de metal (4,5%). Por outro lado, entre os oito ramos que assinalaram taxas negativas, a contribuição mais relevante no cômputo geral ficou com o setor de papel e gráfica (-10,6%), vindo a seguir vestuário (-3,7%), calçados e couro (-4,5%) e madeira (-8,5%).

 

Entre os locais, ainda no confronto com abril 2010, Paraná (4,3%), região Norte e Centro-Oeste (3,6%), Minas Gerais (3,0%) e região Nordeste (2,1%) exerceram os impactos positivos mais significativos no resultado nacional. Na indústria paranaense, nove atividades aumentaram o número de horas pagas, com destaque para alimentos e bebidas (8,2%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (33,3%) e outros produtos da indústria de transformação (16,0%). Na indústria da região Norte e Centro-Oeste, máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (34,0%) e produtos de metal (35,4%) assinalaram as principais influências, enquanto em Minas Gerais, borracha e plástico (18,9%), indústrias extrativas (9,3%) e meios de transporte (6,0%) registraram as contribuições positivas mais importantes. Na região Nordeste as pressões mais relevantes vieram de alimentos e bebidas (4,4%), minerais não metálicos (8,0%) e meios de transporte (26,4%). Por outro lado, São Paulo (-1,0%) e Ceará (-4,5%) apontaram as duas únicas taxas negativas no índice mensal, pressionados em grande parte pelas perdas verificadas nos setores de papel e gráfica (-21,1%) e vestuário (-13,2%), no primeiro local, e calçados e couro (-16,8%) no segundo.

 

No índice acumulado do primeiro quadrimestre do ano, o número de horas pagas, ao crescer 2,2%, mostrou perda de dinamismo frente aos resultados do segundo (5,7%) e terceiro (4,1%) quadrimestres de 2010, todas as comparações contra igual período do ano anterior. Na formação do índice de abril, 13 locais e 12 atividades apontaram taxas positivas. Setorialmente, os principais impactos positivos vieram de meios de transporte (7,9%), produtos de metal (7,3%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (8,2%), máquinas e equipamentos (5,6%) e alimentos e bebidas (1,8%), enquanto as indústrias de papel e gráfica (-9,3%) e vestuário (-3,0%) exerceram as influências negativas mais expressivas. Entre os locais, região Norte e Centro-Oeste (4,9%), Minas Gerais (3,9%), Paraná (3,7%), São Paulo (0,8%), região Nordeste (2,1%) e Rio Grande do Sul (2,6%) foram as que mais pressionaram positivamente a média global.

 

Valor da folha de pagamento real recua 0,8% em março

 

Em abril de 2011, o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria ajustado sazonalmente recuou 0,8% em relação ao mês imediatamente anterior, após registrar crescimento por três meses consecutivos e acumulado expansão de 6,5%. Com estes resultados, o índice de média móvel trimestral mostrou acréscimo de 0,2% em abril, quarta taxa positiva seguida, acumulando ganho de 3,5% nesse período.

 

No confronto com iguais períodos do ano anterior o valor da folha de pagamento real cresceu 4,7% no índice mensal de abril de 2011, décima sexta taxa positiva consecutiva nesse tipo de comparação, e 6,1% no acumulado do primeiro quadrimestre do ano, ritmo de expansão abaixo do verificado no último quadrimestre de 2010 (8,2%). A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos doze meses, ao avançar 7,5%, praticamente repetiu os resultados de fevereiro e março (ambos com 7,6%).

 

No confronto com abril de 2010, o valor da folha de pagamento real apresentou expansão de 4,7%, com resultados positivos nos 14 locais pesquisados. A maior influência sobre o total do país ficou com São Paulo (3,0%), apoiado em grande parte nos avanços dos setores de máquinas e equipamentos (15,4%), meios de transporte (6,9%) e borracha e plástico (16,1%). Também se destacam os impactos positivos assinalados por Minas Gerais (10,0%), impulsionado sobretudo pelos ramos de metalurgia básica (17,0%) e indústrias extrativas (18,2%); região Nordeste (7,2%), por conta de alimentos e bebidas (17,8%) e meios de transporte (28,0%); Paraná (8,5%), em função das pressões positivas vindas de meios de transporte (18,1%) e alimentos e bebidas (12,8%); e região Norte e Centro-Oeste (7,7%), influenciado pelas atividades de produtos de metal (33,2%) e de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (21,7%).

 

Setorialmente, ainda na comparação com igual mês do ano anterior, o valor da folha de pagamento real cresceu em doze dos dezoito setores investigados, impulsionado, principalmente, pelos resultados positivos de máquinas e equipamentos (11,8%), meios de transporte (6,8%), alimentos e bebidas (5,3%), borracha e plástico (12,2%), metalurgia básica (11,5%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (9,5%). Por outro lado, os maiores impactos negativos vieram de papel e gráfica (-11,4%), produtos químicos (-2,7%) e vestuário (-3,9%).

 

No índice acumulado nos quatro primeiros meses do ano, o valor da folha de pagamento real avançou 6,1%, com taxas positivas em todos os 14 locais investigados. A maior contribuição sobre a média nacional permaneceu vindo de São Paulo (4,6%), impulsionado sobretudo pelos resultados positivos vindos de meios de transporte (10,1%), máquinas e equipamentos (12,0%) e produtos químicos (5,3%). Também se destacam os resultados positivos assinalados por Minas Gerais (11,7%), Paraná (8,9%), região Nordeste (6,0%) e Rio de Janeiro (7,0%). Nestes locais, as atividades que mais influenciaram positivamente foram indústrias extrativas (18,3%) e meios de transporte (16,6%) na indústria mineira; meios de transporte (21,2%) e alimentos e bebidas (11,2%) na indústria paranaense; alimentos e bebidas (7,7%) e meios de transporte (20,4%), na região Nordeste; e indústria extrativas (10,1%) e produtos químicos (9,9%) na indústria fluminense.

 

Setorialmente, ainda no índice acumulado no ano, o valor da folha de pagamento real avançou em treze das dezoito atividades pesquisadas, com destaque para os ganhos vindos de meios de transporte (11,3%), máquinas e equipamentos (12,1%), alimentos e bebidas (4,9%), produtos de metal (8,8%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (8,5%) e metalurgia básica (8,6%). Em sentido oposto, o setor de papel e gráfica (-8,9%) exerceu o impacto negativo mais relevante sobre o total nacional.

 

Ricardo Bergamini

ricardobergamini@ricardobergamini.com.br
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