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Quando setembro vier

12.04.2014 | Fonte de informações:

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Mauro Lourenço Dias (*)

Se tudo correr bem, em setembro de 2014, estarão concluídas as obras do futuro anel viário Luís Antônio Veiga Mesquita, que ampliará a capacidade de tráfego no Polo Industrial de Cubatão, atendendo a uma reivindicação do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), que vinha sendo feita há mais de dez anos. Iniciadas ao final de 2012, as obras incluem a implantação de terceiras faixas nos dois sentidos da Rodovia Cônego Domênico Rangoni, do km 270, no entroncamento com a Via Anchieta, até o km 262, no Polo Industrial de Cubatão.

Com isso, a expectativa que fica é que tenham fim os congestionamentos diários que ocorrem no trecho entre o km 55 e o km 57 da Rodovia Padre Manoel da Nóbrega no sentido da Via Anchieta, onde se junta o tráfego procedente do Planalto paulista com aquele procedente do Polo Industrial de Cubatão com destino ao Porto de Santos. Neste local, acidentes ocorrem com frequência.

Ainda dentro do plano de obras, está prevista a remodelação do Trevo de Cubatão com a construção do anel viário que vai interligar as rodovias Anchieta, Cônego Domênico Rangoni e Padre Manoel da Nóbrega, principais rotas de acesso dos caminhões que se dirigem ao Polo Industrial e ao Porto de Santos.

É de lembrar que também estão em fase de conclusão obras para a implantação de uma faixa adicional na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, interligada à Rodovia dos Imigrantes. Sua conclusão está igualmente prevista para setembro. A par disso, está ainda em execução a remodelação do trevo de entroncamento da Rodovia Padre Manoel da Nóbrega (km 248) com a BR-101, em Santos, cujo prazo de conclusão é novembro.

            Com o término de todas essas obras pela Ecovias, que, diga-se de passagem, tem seguido rigorosamente o cronograma anunciado em 2012, a expectativa é que haja um alívio no tráfego de veículos em direção ao Porto, extremamente intenso nesta época de escoamento das safras de açúcar, soja e suco de laranja, com a redução do número de acidentes.

            Obviamente, essas obras não deverão continuar a oferecer o projetado alívio ao tráfego por muito tempo, se não houver uma descentralização no escoamento das safras, especialmente a de soja, do Centro-Oeste, a mais importante do País. Ou seja, em vez de procurar os portos de Santos-SP, Paranaguá-PR e Rio Grande-RS., os produtores precisam ter condições de transportar a soja pela BR-163, que liga Cuiabá-MT a Santarém-PA.

            Para tanto, o governo federal precisa urgentemente concluir a pavimentação de toda essa estrada, pois isso vai representar ganhos de frete, tempo e eficiência de transporte, com menos riscos de acidentes. Hoje, atravessar essa parte da BR-163 constitui uma aventura, pois não são poucos os buracos capazes de engolir até o pneu de um caminhão. Sem contar os riscos de derrapagem ou de ficar atolado no meio do caminho nesta época de chuvas que na região vai até julho.

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(*) Mauro Lourenço Dias, engenheiro eletrônico, é vice-presidente da Fiorde Logística Internacional, de São Paulo-SP, e professor de pós-graduação em Transportes e Logística no Departamento de Engenharia Civil da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). E-mail: fiorde@fiorde.com.br Site: www.fiorde.com.br

 

 
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