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Economia cresce 6% no primeiro semestre

11.09.2008 | Fonte de informações:

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Na comparação de semestres de 2007 e 2008, os setores da indústria e serviços cresceram 6,3% e 5,3%, respectivamente, e a agropecuária 5,2%. Já na comparação com o segundo trimestre de 2007, quem puxou o crescimento foi a agropecuária (7,1%), seguida pela indústria (5,7%) e pelos serviços (5,5%).

Pelo lado da demanda interna, o investimento (medido pela Formação Bruta de Capital Fixo) cresceu 16,2% na comparação com o segundo trimestre do ano passado. Já o consumo das famílias cresceu 6,7%, a 19ª alta consecutiva nessa comparação, e o consumo da administração pública cresceu 5,3%.

Pelo lado da demanda externa, as exportações de bens e serviços cresceram 5,1% no período e as importações (25,8%) tiveram o 19º crescimento seguido nesta comparação, desde o quarto trimestre de 2003.


Razões - O crescimento de 7,1% da agropecuária pode ser explicado pelo desempenho de alguns produtos importantes que possuem safra relevante no trimestre, como o café em grão, o milho, o arroz em casca e a soja. Na indústria, o destaque foi a construção civil (9,9%), beneficiada pelo aumento de 5,0% da população ocupada no setor e pelo crescimento nominal de 26,7% de operações de crédito para o setor de habitação.


A indústria extrativa cresceu 5,3% devido, em parte, ao aumento de 5,1% da produção de petróleo e gás e de 7,3% da produção de minério de ferro. O setor de serviços, que cresceu 5,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, teve seu maior desempenho nessa comparação desde o segundo trimestre de 2004 (5,9%). Os maiores destaques foram para intermediação financeira e seguros (12,7%); serviços de informação (9,7%); comércio (atacadista e varejista) com uma taxa positiva

Avaliação

“O resultado do PIB no segundo trimestre está um pouco mais forte, talvez tenhamos um crescimento em 2008 parecido com o do ano passado, que foi de 5,4% (...) Esse crescimento sólido da economia vem sendo puxado por investimentos (...) A Formação Bruta de Capital Fixo cresceu quase três vezes mais do que a expansão do PIB. Isso é um bom indicador.” Guido Mantega, ministro da Fazenda

“Estamos no caminho certo. O dado mais animador é que estamos crescendo de maneira sustentada porque os investimentos produtivos estão muito fortes e crescem mais que o consumo das famílias e do governo. Não é desejável que o consumo cresça acima da economia porque não é sustentável. Estou convencido de que o PIB deste ano vai ficar perto de 5,5% e, apesar das medidas contracionistas adotadas pelo governo para conter a alta da inflação, que já está em refluxo, o efeito benéfico de 2008 será carregado para 2009 e vamos crescer 4,5% como está na proposta orçamentária.”
Paulo Bernardo, ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão

“Este bom resultado [da agropecuária] nos últimos dois anos, e o resultado que se acentuou no primeiro semestre, é uma clara demonstração de como o Brasil pode dar respostas às necessidades mundiais de alimentos. Basta o mercado se manter com preços adequados e o governo adotar as políticas de estímulos necessárias.”
Reinhold Stephanes, ministro da Agricultura

“Estamos caminhando firmentente para a consecução da meta da PDP que é uma taxa de investimento de 21% do PIB em 2010. Alcançamos uma taxa de investimento anual de 18,7% do PIB. Pelas estimativas do Ministério, para alcançar essa meta seria necessária uma taxa de investimento anualizada de 18,2% neste trimestre, ou seja, estamos acima do necessário para alcançar a meta e nossa expectativa é de que o investimento continue crescendo”
Miguel Jorge, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

“Os números do IBGE mostram crescimento amplo e firme da economia brasileira, com a manutenção da expansão expressiva da indústria e, principalmente, do forte desempenho do investimento. Tudo isso sugere que o Brasil poderá atravessar as turbulências internacionais mantendo crescimento acima de 4%. Essa pujança de crescimento é um fato novo que distingue a economia brasileira no atual contexto internacional.”
Luciano Coutinho, presidente do BNDES

 
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