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Brasil: Indústria avança

09.04.2010 | Fonte de informações:

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Em fevereiro, indústria avança em 7 dos 14 locais pesquisados

Entre janeiro e fevereiro, os índices regionais da produção industrial ajustados sazonalmente avançaram em 7 dos 14 locais pesquisados pelo IBGE, com destaque para Pernambuco (11,1%), Goiás (8,3%), Rio de Janeiro (2,3%), São Paulo (2,2%) e Minas Gerais (2,0%), que cresceram acima da média nacional (1,5%). Entre as sete áreas que reduziram a produção, nesse confronto, Rio Grande do Sul (-5,3%) e Amazonas (-3,9%) registraram as quedas mais elevadas.

Pesquisa Industrial Mensal Produção Física – Regional – Fonte IBGE Base: Fevereiro de 2010

Na comparação com fevereiro de 2009, todos os locais pesquisados apresentaram crescimento na produção, refletindo não só a maior produção neste início de ano mas também a baixa base de comparação decorrente dos efeitos da crise econômica internacional. Registraram avanços acima da média (18,4%) Espírito Santo (37,9%), Goiás (31,6%), Minas Gerais (26,0%), Pernambuco (24,7%), Amazonas (22,5%) e São Paulo (20,9%).

No acumulado para o primeiro bimestre de 2010, o avanço também teve perfil generalizado e atingiu todas as 14 regiões, sendo que Espírito Santo (43,6%), Amazonas (27,6%), Minas Gerais (26,8%), Goiás (25,7%) e São Paulo (18,1%) mostraram as expansões mais intensas que a média nacional (17,2%).

Reduzindo o ritmo de queda desde outubro do ano passado, o indicador acumulado nos últimos 12 meses para o total da indústria avançou 4,8 pontos percentuais em fevereiro (-2,6%), na comparação com o fechamento de 2009 (-7,4%). Nesse mesmo intervalo de tempo, todas as regiões mostraram ganhos, sendo os mais acentuados no Espírito Santo (de -14,6% para -4,8%), Minas Gerais (de -13,1% para -5,8%) e Amazonas (de -8,8% para -1,9%). Em fevereiro, 3 dos 14 locais tiveram crescimento no acumulado em 12 meses: Goiás (5,2%), Pernambuco (1,2%) e Rio de Janeiro (0,4%).

Amazonas

Em fevereiro de 2010, a indústria do Amazonas voltou a cair (-3,9%) no confronto com o mês anterior1, após ter avançado 9,6% em janeiro. A média móvel trimestral, porém, confirma o quadro de crescimento iniciado em maio do ano passado, ao crescer 1,1% entre os trimestres encerrados em janeiro e fevereiro.

Em relação a fevereiro de 2009, houve crescimento de 22,5%, indicador que vem positivo desde novembro do ano passado. Entre as 11 atividades pesquisadas, 8 apresentaram crescimento, sendo material eletrônico e equipamentos de comunicação (32,1%) e máquinas e equipamentos (75,1%) os principais impactos positivos. Vale citar também as contribuições de outros equipamentos de transporte (31,7%) e de alimentos e bebidas (13,5%). Por outro lado, a maior pressão negativa veio de edição e impressão (-11,3%) influenciada, principalmente, pelo recuo na produção de discos de vídeo (DVDs).

O acumulado no primeiro bimestre de 2010 registra acréscimo de 27,6%, bastante acima do registrado no último trimestre de 2009 (4,5%), ambas as comparações contra igual período do ano anterior. As indústrias de alimentos e bebidas (32,2%), material eletrônico e equipamentos de comunicações (29,1%), máquinas e equipamentos (78,6%) e outros equipamentos de transporte (46,8%) também foram as que mais influenciaram positivamente o resultado global no primeiro bimestre, enquanto edição e impressão (-13,7%) exerceu o principal impacto negativo.

No acumulado nos últimos 12 meses, a produção industrial amazonense continua em queda (-1,9%), ainda que com clara redução no ritmo desde outubro do ano passado (-11,2%).

Pará

A indústria do Pará registrou o terceiro avanço consecutivo frente ao mês anterior, com um crescimento de 1,3% entre janeiro e fevereiro, o que leva a uma expansão acumulada de 6,5% nos três últimos meses. Com isso, a média móvel trimestral cresceu 2,1% entre os trimestres encerrados em janeiro e fevereiro e manteve a trajetória ascendente iniciada em novembro do ano passado.

Em relação a fevereiro de 2009, a produção industrial paraense cresceu 9,0%, terceiro resultado positivo consecutivo e maior taxa nessa comparação desde agosto de 2008 (10,3%). Três dos seis setores tiveram taxas positivas, com o principal impacto positivo vindo do setor extrativo mineral (20,3%), impulsionado sobretudo pela maior extração de minérios de ferro. Já a principal pressão negativa veio da metalurgia básica (-6,9%).

Para o primeiro bimestre de 2010, a expansão foi de 7,4%, também bastante superior à verificada no último trimestre de 2009 (-4,8%). Entre os quatro setores que ampliaram a produção no primeiro bimestre, o principal destaque também foi o extrativo mineral (18,8%). Em sentido oposto, novamente metalurgia básica (-10,1%) exerceu o principal impacto negativo.

Também houve ampliação no ritmo produtivo no acumulado nos últimos 12 meses, que reduziu a intensidade de queda, ao passar de -6,2% em janeiro para -4,9% em fevereiro.

Nordeste

De janeiro para fevereiro, a produção industrial do Nordeste cresceu 0,8%, sétima taxa positiva consecutiva, acumulando ganho de 11,3% no período. A média móvel trimestral avançou 0,8%, nono mês seguido de expansão, acumulando acréscimo de 11,2% nesse intervalo de tempo.

Frente a fevereiro de 2009, a indústria do Nordeste, com crescimento de 10,6%, teve a quarta taxa positiva consecutiva, com crescimento em 10 das 11 atividades pesquisadas. A maior contribuição positiva veio de produtos químicos (25,2%). Em seguida, vieram metalurgia básica (41,5%) e alimentos e bebidas (3,2%). A única pressão negativa veio da indústria extrativa (-4,1%).

Nos dois primeiros meses de 2010, em relação ao mesmo período de 2009, a expansão de 10,2% - superior à registrada no último trimestre de 2009 (4,9%) - refletiu taxas positivas em 8 dos 11 ramos industriais investigados. A principal influência positiva veio de produtos químicos (32,6%). Vale mencionar ainda os desempenhos de metalurgia básica (37,4%) e têxtil (15,7%). Alimentos e bebidas (-2,2%) foram o principal impacto negativo.

O indicador acumulado nos últimos 12 meses permaneceu negativo (-1,2%), mas prosseguiu com redução no ritmo de queda desde setembro de 2009 (-7,3%).

Ceará

Em fevereiro, a produção industrial do Ceará recuou 1,0% em relação ao mês imediatamente anterior, após registrar sete meses de taxas positivas, período em que acumulou ganho de 15,8%. Com esses resultados, a média móvel trimestral cresceu 1,3%, sétimo resultado positivo consecutivo, acumulando incremento de 13,9% no período.

Na comparação com fevereiro de 2009, a taxa de 15,8%, terceira positiva e de dois dígitos consecutiva, refletiu a expansão em nove das dez atividades pesquisadas. A principal contribuição positiva veio de calçados e artigos de couro (28,5%), mas vale citar também os avanços de produtos químicos (53,0%) e alimentos e bebidas (9,2%). A única perda ocorreu em refino de petróleo e produção de álcool (-23,1%).

O acumulado no primeiro bimestre de 2010 registrou crescimento de 16,3%, intensificando o ritmo de crescimento em relação ao quarto trimestre de 2009 (4,7%), com resultados positivos em sete dos dez setores pesquisados. As maiores influências positivas vieram calçados e artigos de couro (38,6%), têxtil (21,5%) e produtos químicos (42,5%). Por outro lado, as pressões negativas mais relevantes vieram de refino de petróleo e produção de álcool (-13,0%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-2,0%).

O índice acumulado nos últimos 12 meses teve variação negativa de 0,3%, menor retração desde fevereiro de 2009 (0,9%), e vem reduzindo o ritmo de queda desde outubro de 2009 (-5,9%).

Pernambuco

Em fevereiro de 2010, a produção industrial de Pernambuco avançou 11,1% em relação ao mês anterior, após ter ficado praticamente estável em janeiro (0,2%). Assim, a média móvel trimestral também apontou crescimento (2,8%) em fevereiro, após ter acumulado perda de 1,0% nos dois meses anteriores.

Frente a fevereiro de 2009, a indústria pernambucana avançou 24,7%, maior expansão desde fevereiro de 1995 (44,1%) e sétima taxa positiva consecutiva, com avanço na produção em 7 dos 11 setores pesquisados. O maior impacto positivo veio de metalurgia básica (122,7%). Em seguida, vale mencionar as expansões de produtos químicos (57,0%) e alimentos e bebidas (9,7%). Por outro lado, a única taxa negativa foi a de refino de petróleo e produção de álcool (-30,1%).

O acumulado no primeiro bimestre do ano (11,6%) aumentou o ritmo de crescimento em relação ao último trimestre de 2009 (4,7%), ambas as comparações contra igual período do ano anterior. Das 11 atividades, 7 tiveram crescimento, cabendo as maiores influências a metalurgia básica (47,1%), produtos químicos (35,4%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (58,5%). Refino de petróleo e produção de álcool (-35,2%) e alimentos e bebidas (-1,1%) foram as principais pressões de queda.

A taxa acumulada nos últimos 12 meses cresceu 1,2%, primeiro resultado positivo após 12 meses de queda.

Bahia

A produção industrial da Bahia recuou 2,3% em fevereiro, em relação ao mês anterior, após crescer por seis meses seguidos e acumular expansão de 13,3%. A média móvel trimestral também caiu (-0,6%) entre janeiro e fevereiro, depois de oito resultados positivos consecutivos, que acumularam ganho de 15,7%.

Frente a fevereiro de 2009, a indústria baiana avançou 7,8%, quinta taxa positiva consecutiva, com incremento em seis dos nove setores pesquisados. A maior contribuição positiva veio de produtos químicos (19,0%). Vale citar também os avanços em metalurgia básica (33,1%) e refino de petróleo e produção de álcool (5,2%). Por outro lado, as principais pressões negativas vieram de veículos automotores (-56,2%) e alimentos e bebidas (-5,0%).

No acumulado no primeiro bimestre do ano, o crescimento foi de 15,5%, ritmo superior aos 8,6% assinalados no último trimestre de 2009, ambas as comparações contra igual período do ano anterior. A expansão foi impulsionada pelas taxas positivas em cinco dos nove setores, com os principais impactos vindos de produtos químicos (38,6%), refino de petróleo e produção de álcool (13,4%) e metalurgia básica (43,1%). As maiores contribuições negativas vieram de alimentos e bebidas (-4,4%) e celulose e papel (-4,4%).

O acumulado nos últimos 12 meses recuou 0,3%, registrando queda menos intensa em relação aos meses de dezembro (-4,8%) e janeiro (-1,7%) e reduzindo ritmo de queda desde setembro de 2009 (-8,1%).

Minas Gerais

A produção industrial mineira teve avanço de 2,0% em fevereiro, frente a janeiro, terceira taxa positiva consecutiva, acumulando neste período expansão de 3,9%. Com isso, a média móvel trimestral cresceu 1,3% entre janeiro e fevereiro, mantendo a trajetória ascendente iniciada em março de 2009.

No confronto com fevereiro de 2009, houve crescimento de 26,0%, terceira taxa de dois dígitos consecutiva nesse tipo de comparação, sustentada pelos resultados positivos de dois dígitos da indústria de transformação (55,6%) e do setor extrativo (22,3%), ambos influenciados pela baixa base de comparação decorrentes da crise econômica internacional. No último segmento, destaca-se a maior extração de minérios de ferro, enquanto na indústria de transformação, que assinalou pelo terceiro mês consecutivo avanço superior a 50,0%, o crescimento teve perfil generalizado, atingindo 11 dos 12 setores. O principal impacto positivo foi registrado pelo setor de metalurgia básica (73,6%). Em seguida, vale citar as contribuições positivas de veículos automotores (18,5%), máquinas e equipamentos (102,5%) e outros produtos químicos (22,6%). A única atividade em queda foi o fumo (-4,1%).

Assim, no acumulado em janeiro e fevereiro deste ano, a produção avançou 26,8%, acentuando o ritmo de crescimento observado no último trimestre de 2009 (6,8%). Influenciaram os resultados positivos 12 dos 13 ramos investigados. Metalurgia básica (69,9%) permaneceu na liderança como maior pressão positiva, seguida pela indústria extrativa (57,5%), máquinas e equipamentos (145,1%) e veículos automotores (15,0%). Em sentido oposto, novamente a única taxa negativa foi assinalada pelo setor de fumo (-7,0%).

A taxa acumulada nos últimos 12 meses, ao recuar 5,8%, prosseguiu com redução no ritmo de perda e registrou a queda menos intensa desde fevereiro de 2009 (-4,3%).

Espírito Santo

Em fevereiro, a produção industrial do Espírito Santo recuou 0,4% frente a janeiro, após acumular expansão de 8,1% nos dois últimos meses. Com esses resultados, a média móvel trimestral avançou 2,5% e prosseguiu em trajetória ascendente desde março de 2009.

Frente a igual mês do ano passado, a indústria capixaba cresceu 37,9% em fevereiro, quarta expansão de dois dígitos neste tipo de comparação, apoiada em grande parte no setor extrativo, que avançou 153,8%, por conta principalmente da baixa base de comparação. Na indústria de transformação (13,1%), o ramo de metalurgia básica (33,1%) figurou como o principal impacto positivo. Por outro lado, a única atividade em queda foi a de celulose e papel (-3,5%).

Nos dois primeiros meses de 2010, a produção acumula crescimento de 43,6% no Espírito Santo, desempenho bastante superior ao do último trimestre do ano passado (18,6%), ambas as comparações contra igual período do ano anterior. Todos os ramos apontaram índices positivos, com destaque para a indústria extrativa (156,1%), vindo a seguir metalurgia básica (42,5%) e alimentos e bebidas (12,3%).

O acumulado nos últimos 12 meses permaneceu negativo (-4,8%) mas com clara redução no ritmo de queda frente a dezembro (-14,6%) e janeiro (-9,3%).

Rio de Janeiro

Entre janeiro e fevereiro de 2010, a produção industrial do Rio de Janeiro cresceu 2,3%, após recuar 2,6% no mês anterior. Assim, a média móvel trimestral apontou acréscimo de 0,6% em fevereiro, após ter ficado praticamente estável no mês anterior (-0,1%).

Na comparação com fevereiro de 2009, a expansão de 17,8% foi maior avanço desde outubro de 2002 (23,5%). Ela foi apoiada no desempenho positivo da indústria de transformação (23,4%), uma vez que a indústria extrativa (0,3%) ficou praticamente estável. No primeiro segmento, que teve o terceiro resultado positivo consecutivo de dois dígitos, 10 das 12 atividades registraram avanço na produção, com destaque para metalurgia básica (65,1%) e veículos automotores (124,0%), refletindo sobretudo a baixa base de comparação decorrente dos efeitos da crise econômica internacional. Vale destacar também as contribuições positivas de refino de petróleo e produção de álcool (17,6%), outros produtos químicos (29,5%), farmacêutica (17,1%) e bebidas (15,5%). Por outro lado, minerais não metálicos (-7,5%) e alimentos (-4,7%) apontaram os dois únicos resultados negativos.

Com isso, o indicador acumulado no primeiro bimestre do ano ficou em 14,4%, bem superior ao do quarto trimestre de 2009 (4,5%). A maior parte das atividades (11 de 13) tiveram taxas positivas, sendo que metalurgia básica (66,8%) manteve a liderança em termos de maior pressão positiva, registrando avanços em aproximadamente 67% dos produtos investigados. Em seguida, vale citar os desempenhos positivos de veículos automotores (71,7%), bebidas (20,2%) e refino de petróleo e produção de álcool (11,4%). As contribuições negativas vieram de minerais não metálicos (-12,5%) e alimentos (-2,5%).

A taxa anualizada, medida pelo acumulado nos últimos 12 meses (0,4%) teve seu primeiro resultado positivo desde dezembro de 2008 (1,5%) e manteve a trajetória ascendente iniciada em outubro último.

São Paulo

A indústria paulista avançou 2,2% em fevereiro, em relação a janeiro, após ficar praticamente estável no mês anterior (-0,2%), quando interrompeu seis meses de expansão nesse tipo de comparação. Assim, a média móvel trimestral cresceu 1,0% e manteve a trajetória ascendente iniciada em março de 2009.

No confronto com fevereiro de 2009, a produção cresceu 20,9%, terceira taxa positiva de dois dígitos consecutiva, e o resultado mais elevado desde os 22,6% de fevereiro de 1995. A expansão refletiu o desempenho positivo de 18 dos 20 ramos investigados, com destaque para veículos automotores (37,5%), impulsionado pelos resultados positivos em 94% dos produtos pesquisados, seguido por farmacêutica (60,8%), máquinas e equipamentos (35,4%), outros produtos químicos (31,3%) e produtos de metal (57,5%). Outros equipamentos de transporte (-19,8%) e material eletrônico e de comunicações (17,8%) exerceram as principais pressões negativas.

Assim, o setor industrial de São Paulo acumulou crescimento de 18,1% no primeiro bimestre de 2010, resultado bem acima dos 4,3% assinalados no quarto trimestre do ano passado, impulsionado pelos avanços na maioria dos segmentos (18 dos 20). Veículos automotores (41,1%), máquinas e equipamentos (32,1%), produtos de metal (60,0%), outros produtos químicos (28,4%), farmacêutica (29,3%) e borracha e plástico (30,9%) foram as contribuições de maior peso. Em sentido oposto, outros equipamentos de transporte (-25,0%) teve o maior impacto negativo.

O indicador acumulado nos últimos 12 meses (-3,6%), em trajetória ascendente desde outubro do ano passado, assinalou sua queda menos intensa desde abril de 2009 (-3,0%).

Paraná

Em fevereiro de 2010, o setor industrial do Paraná recuou 1,8% frente ao mês anterior, após crescer por quatro meses consecutivos, acumulando nesse período ganho de 14,1%. A média móvel trimestral cresceu 0,4% entre os trimestres encerrados em janeiro e fevereiro, mantendo-se positiva desde julho de 2009.

Frente a fevereiro de 2009, a indústria paranaense cresceu 2,4%, quinta taxa positiva consecutiva, com expansão em 10 dos 14 setores pesquisados. A principal influência positiva veio de veículos automotores (66,0%), seguidos por máquinas e equipamentos (60,1%). Já a pressão negativa mais relevante ficou com edição e impressão (-59,7%).

O indicador acumulado nos dois primeiros meses do ano avançou 6,3%, com 12 das 14 atividades apontando crescimento, mas ficou abaixo dos 9,8% registrados no último trimestre de 2009, ambas as comparações contra igual período do ano anterior. Os veículos automotores (77,6%) mantiveram a liderança em termos de pressão positiva. Vale destacar as contribuições de máquinas e equipamentos (38,1%), mobiliário (45,7%), alimentos (5,0%) e refino de petróleo e produção de álcool (8,0%).

O acumulado nos últimos 12 meses permaneceu em queda (-0,6%), mas com redução no ritmo de perda.

Santa Catarina

Em fevereiro de 2010, a indústria de Santa Catarina recuou 1,1% frente ao mês anterior, após avançar 7,9% desde setembro de 2009. A média móvel trimestral, ao crescer 0,6%, registrou a décima taxa positiva consecutiva, acumulando 11,1% nesse período.

Frente a igual mês do ano anterior, o setor industrial catarinense cresceu 12,4%, quarto resultado positivo consecutivo, impulsionado pela expansão em 9 das 11 atividades. Os principais impactos positivos vieram de máquinas e equipamentos (44,2%) e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (128,8%), ambos influenciados pela baixa base de comparação em fevereiro de 2009. A contribuição negativa mais relevante veio de veículos automotores (-36,8%).

O índice acumulado nos dois primeiros meses do ano também registrou taxa de dois dígitos (10,1%) e acelerou o ritmo de crescimento frente aos 3,8% do último trimestre de 2009, ambas as comparações contra igual período do ano anterior. Houve avanços em 7 dos 11 ramos investigados, cabendo novamente a máquinas e equipamentos (38,6%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (153,4%) as contribuições de maior peso. Vale destacar também as influências positivas de borracha e plástico (17,3%), têxtil (8,8%) e metalurgia básica (54,1%). Em sentido oposto, veículos automotores (-38,3%) e alimentos (-6,9%) foram as atividades que mais pressionaram negativamente a taxa global.

O indicador acumulado nos últimos 12 meses permaneceu negativo (-3,9%), mas com redução no ritmo de queda frente aos resultados dos últimos cinco meses: outubro/2009 (-10,4%), novembro/2009 (-9,3%), dezembro/2009 (-7,8%) e janeiro/2010 (-6,3%).

Rio Grande do Sul

Em fevereiro de 2010, a produção industrial do Rio Grande do Sul recuou 5,3% frente a janeiro, interrompendo oito meses de taxas positivas, período em que acumulou ganho de 12,5%. A média móvel trimestral caiu 0,8%, interrompendo a sequência de resultados positivos iniciada em março de 2009.

Frente a fevereiro de 2009, a indústria gaúcha avançou 11,5%, quarta taxa positiva consecutiva nesse tipo de confronto, com 10 dos 14 setores pesquisados crescendo. Os principais impactos positivos vieram de veículos automotores (44,6%), outros produtos químicos (40,0%) e máquinas e equipamentos (28,5%). O maior impacto negativo ficou com refino de petróleo e produção de álcool (-17,8%).

O acumulado em 2010 ficou em 16,0%, bem acima do observado no último trimestre de 2009 (7,6%), ambas as comparações contra igual período do ano anterior. Foram registradas taxas positivas em 9 das 14 atividades. Outros produtos químicos (69,0%) mantiveram a liderança como maior pressão positiva, pressionado pelos avanços em aproximadamente 79%. Vale citar ainda os desempenhos positivos de veículos automotores (45,6%), máquinas e equipamentos (22,3%), mobiliário (79,5%) e metalurgia básica (71,4%). Em sentido oposto, as principais contribuições negativas vieram de alimentos (-5,7%) e de refino de petróleo e produção de álcool (-3,2%).

O indicador acumulado nos últimos 12 meses permaneceu apontando taxa negativa (-2,0%), mas com redução no ritmo de queda frente a novembro (-9,9%), dezembro (-7,2%) e janeiro (-4,4%).

Goiás

Em fevereiro, a produção industrial de Goiás cresceu 8,3%, segundo avanço consecutivo nesse tipo de comparação, acumulando nesse período ganho de 13,2%. A média móvel trimestral avançou 4,0% e prosseguiu em trajetória ascendente desde novembro de 2009.

Frente a fevereiro de 2009, o avanço foi de 31,7%, quarta taxa positiva consecutiva nesse tipo de indicador e maior resultado desde o início da série histórica, em 2002. Todos os cinco segmentos pesquisados apontaram crescimento na produção, com destaque para produtos químicos (190,2%) e alimentos e bebidas (16,3%), que foram as principais influências sobre a média global.

No ano de 2010, a indústria goiana cresce 25,7%, resultado bastante superior ao do quarto trimestre de 2009 (4,4%), ambas as comparações com igual período do ano anterior. Nessa comparação, também houve expansão em todos os ramos pesquisados, com destaque para produtos químicos (165,6%), que exerceram o principal impacto positivo. Vale destacar, ainda, o setor de alimentos e bebidas (9,1%).

Nos últimos 12 meses, a produção registrou crescimento acumulado de 5,2%.

Nota:

1 Todas as comparações com o mês imediatamente anterior são ajustadas sazonalmente.

Ricardo Bergamini
ricardobergamini@ricardobergamini.com.br
http://www.ricardobergamini.com.br

 
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