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APROFER e ASCEF: Comunicado

07.04.2017 | Fonte de informações:

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Decorridos 10 anos da implantação dos Centros de Comando Operacional, na época da ainda REFER E.P.E., hoje Infraestruturas de Portugal S.A. fruto da fusão contranatura com as Estradas de Portugal, os trabalhadores continuam a sofrer os impactos de um processo de mobilidade desocasionado, com graves impactos sociais.
 
Sem rejuvenescimento de quadros e uma média etária situada próxima dos 50 anos, sem que tenham sido acautelados os impactos inerentes a quem labora em ambientes fechados e em condições altamente stressantes, sujeitos a uma taxa média de trabalho extraordinário em média mais de 25% do horário normal (40 horas semanais), é cada vez mais difícil encontrar capacidade de resposta interna, encontrando-se atualmente os serviços de Comando e Controlo de Circulação em rutura iminente.
 
Dessa forma e acrescentando a passagem por um reajustamento económico a que todos os portugueses estiveram sujeitos, ainda que em diferentes ordens de grandeza, estes profissionais tiveram de custear do seu parco rendimento os custos de deslocalização e manter-se neste período disponíveis para suprir as necessidades da Infraestruturas de Portugal S.A., adaptando o seu modo de vida aos horários e formas irregulares de prestação de trabalho.
 
Os trabalhadores, destes Centros de Comando Operacionais, após um ano de negociações onde sempre colocaram à frente dos seus interesses uma atitude responsável conciliatória, tendo à data esgotado a discussão das suas revindicações, sem que por parte da Infraestruturas de Portugal S.A. alvitre o poder de resolver as consequências dos seus próprios investimentos e decisões, decidiram estes trabalhadores marcar uma Greve de 24 horas com efeitos nos dias 13 e 17 de Abril de 2017 com as seguintes revindicações:
 
-Pela mobilidade interna e recrutamento externo;
 
-Pela especificação e diferenciação das carreiras;
 
-Pela introdução de mecanismos de avaliação contínua do Impacto Psicofísico e Social na prestação dos serviços nestes contextos e consequente redução temporal do horário de trabalho. 
 
Realçando a responsabilidade inerente às funções desempenhadas, foram criadas condições para minorar objetivamente os incómodos que decorrem de uma forma de protesto que não procuramos, após se encontrarem esgotados os processos negociais a decorrer durante anos, possibilitando um acordo de Serviços Mínimos na ordem dos 30% dos canais horários normalmente disponíveis, numa ótica de serviço publico em função das necessidades, adequação e proporcionalidade.
 
 
 
 
As Direções da APROFER e da ASCEF
Foto: REFER
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