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Brasil: Aumento de produção industrial

03.09.2009 | Fonte de informações:

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Pesquisa Industrial Mensal Produção Física – Brasil – Fonte IBGE - Base: Julho de 2009

Produção industrial cresce 2,2% de junho para julho

Em julho, a produção industrial cresceu 2,2% em relação a junho, na série livre de influências sazonais, sétima expansão consecutiva nessa comparação. Frente a julho de 2008, a atividade fabril registrou recuo de 9,9%, menor queda desde abril. Com isso, o indicador acumulado no ano passou de -13,4%, em junho, para -12,8%, em julho. O índice acumulado nos últimos doze meses manteve trajetória decrescente, passando de -6,5%, em junho para -8,0%, em julho.

Em relação a junho, 23 dos 27 ramos pesquisados registram crescimento

Com o avanço de 2,2%, observado no total da indústria entre junho e julho, o patamar de produção do setor ficou 10,6% abaixo do nível recorde atingido em setembro de 2008. Esse aumento no ritmo de atividade, em julho, foi disseminado entre os setores industriais, atingindo 23 dos 27 ramos pesquisados. O desempenho de maior importância para o resultado global veio de máquinas e equipamentos (8,9%), que após forte ajuste na produção, no final do ano passado, acumulou ganho de 11,6% entre abril e julho. Também merece destaque o avanço de 4,5% na metalurgia básica, que mostra crescimento por quatro meses consecutivos, influenciado, neste mês, pelo retorno a operação de alguns alto fornos, seguido por alimentos (1,9%), máquinas para escritório e equipamentos de informática (12,1%), borracha e plástico (5,6%), minerais não metálicos (3,6%) e material eletrônico e equipamentos de comunicações (4,5%). Por outro lado, as principais influências negativas vieram de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-6,3%) e refino de petróleo e produção de álcool (-1,1%). A atividade de veículos automotores, após acumular um ganho de 69,2% de janeiro a junho, fica praticamente estável em julho (0,1%).

Entre as categorias de uso, ainda na comparação mês/mês anterior, o setor de bens de consumo duráveis (4,6%) sustentou o maior ritmo de crescimento, na passagem de junho para julho, seguido por bens intermediários (2,0%) com ritmo próximo ao do total da indústria (2,2%), enquanto bens de capital (1,4%) e bens de consumo semi e não duráveis (1,0%) cresceram abaixo da média.

O comportamento positivo da atividade industrial, em julho, confirmou a trajetória ascendente do índice de média móvel trimestral nos últimos cinco meses. Na indústria geral, o acréscimo observado neste indicador, entre junho e julho, foi de 1,3%, acelerando o ritmo frente ao mês anterior (1,0%), com bens de consumo duráveis exibindo o maior incremento (3,6%), vindo a seguir, bens de capital (1,5%) e bens intermediários (1,4%). O setor de bens de consumo semi e não duráveis registrou a segunda taxa negativa consecutiva (-0,2%).

Na comparação com julho de 2008, 23 dos 27 setores reduzem a produção

Em relação a julho de 2008, o setor industrial recuou 9,9%, com perfil generalizado de queda, atingindo 23 das 27 atividades investigadas. A principal contribuição negativa veio de veículos automotores (-21,5%), seguido por máquinas e equipamentos (-20,2%), metalurgia básica (-19,2%), material eletrônico e equipamentos de comunicações (-28,1%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-25,4%), produtos de metal (-20,0%) e indústrias extrativas (-10,1%). Entre esses ramos, os itens de destaques foram: automóveis e caminhão-trator; rolamento de esferas para equipamentos industrial e aparelhos elevadores e transportadores; ferronióbio e lingotes, blocos, tarugos ou placas de aço; telefones celulares e aparelhos de comutação para telefonia; transformadores; estruturas de ferro e aço e telas metálicas; e minérios de ferro. Por outro lado, o impacto positivo mais relevante veio da indústria farmacêutica (8,6%).

Entre as categorias de uso, ainda na comparação com julho de 2008, o segmento de bens de capital permanece registrando o recuo mais elevado (-23,9%), sustentado por reduções na produção de todos os seus grupamentos, com destaque para bens de capital para transporte (-19,1%), pressionado principalmente pela menor fabricação de caminhões; seguido por bens de capital para uso industrial (-34,7%), para uso misto (-15,5%), para energia elétrica (-44,7%) e para construção (-51,9%). O desempenho de bens intermediários ficou 11,6% abaixo do de julho de 2008 e também foi negativamente influenciado por todos os seus subsetores, com destaque para os produtos associados às atividades de metalurgia básica (-19,2%), veículos automotores (-28,0%), indústrias extrativas (-10,3%), outros produtos químicos (-7,2) e borracha e plástico (-12,9%), pressionados principalmente pela redução nos itens: ferronióbio e lingotes, blocos, tarugos e placas de aço; peças e acessórios para indústria automobilística; minérios de ferro; herbicidas para uso na agricultura; e pneus e peças de plástico e borracha para indústria automobilística. Ressaltam-se, ainda, os índices negativos observados em insumos para construção civil (-10,0%) e embalagens (-6,3%).

Ainda na comparação com julho de 2008, recuando em menor ritmo que a média da indústria (-9,9%), bens de consumo duráveis (-6,7%) registrou a menor queda desde outubro do ano passado, impulsionado sobretudo pelo comportamento positivo da produção de eletrodomésticos (12,5%), que cresce pelo terceiro mês consecutivo, especialmente influenciada pela “linha branca” (38,2%), já que a “linha marrom” recuou 26,2%. A produção de automóveis (-10,1%) e de celulares (-17,6%) permaneceram apontando taxas negativas. O setor de bens de consumo semi e não duráveis recuou 3,2%, refletindo sobretudo o comportamento negativo de carburantes (-13,6%) e de semiduráveis (-12,1%), onde a redução nos itens gasolina e álcool, no primeiro subsetor, e calçados de couro, no segundo, exerceram os principais impactos. A única pressão positiva foi registrada pelo grupamento de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (0,6%), explicada, em grande parte, pelo avanço na produção de cervejas, chopes e refrigerantes.

Produção recuou 12,8% no acumulado janeiro a julho de 2009

O indicador acumulado para o período janeiro-julho recuou 12,8%, refletindo as quedas observadas em 23 dos 27 ramos industriais, com os impactos negativos mais importantes vindos de veículos automotores (-23,3%), máquinas e equipamentos (-27,7%), metalurgia básica (-26,5%), material eletrônico e equipamentos de comunicações (-38,3%), outros produtos químicos (-13,1%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-25,1%) e indústrias extrativas (-13,2%). Por outro lado, os setores farmacêutico (10,0%) e de outros equipamentos de transporte (13,0%) exerceram os impactos positivos mais significativos. Entre as categorias de uso, os resultados foram: bens de consumo semi e não duráveis (-3,1%), com queda abaixo da média da indústria (-12,8%), seguido por bens intermediários (-15,1%), bens de consumo duráveis (-17,3%) e bens de capital (-23,1%).

Em síntese, a elevação do ritmo da atividade industrial em julho (2,2%) teve perfil generalizado, atingindo a maioria (23) dos 27 setores industriais, e contribuiu para o setor registrar 12,0% de expansão ao longo de 2009. As comparações com o ano de 2008 são negativas mas decrescentes nos últimos quatro meses. No índice mensal, que recua 9,9%, observa-se redução no ritmo de queda, em relação à média do primeiro semestre do ano (-13,4%). Este movimento foi acompanhado por 21 dos 27 setores investigados, com destaque para: máquinas e equipamentos (de -29,0% para -20,2%), veículos automotores (de -23,6% para -21,5%), metalurgia básica (de -27,8% para -19,2%), borracha e plástico (de -19,6% para -12,5%), outros produtos químicos (de -14,2% para -7,6%), material eletrônico e equipamentos de comunicações (de -40,1% para -28,1%) e máquinas para escritório e equipamentos de informática (de -20,6% para -2,9%). O comportamento deste conjunto de setores, que representa cerca de 40% do total da indústria, sintetiza os efeitos positivos sobre a atividade industrial das medidas de desoneração fiscal, da retomada do crédito, da manutenção do emprego e da massa salarial, com reflexo direto no nível de consumo interno.

Prof. Ricardo Bergamini

 
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