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Fundo Soberano de Angola Divulga Resultados Auditados de 2015

02.12.2016 | Fonte de informações:

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Fundo Soberano de Angola Divulga Resultados Auditados de 2015

Inicia a Apresentação de Resultados Auditados em Conformidade com as Normas Internacionais de Relato Financeiro

Investe $407 milhões em projectos localizados em Angola e na África Subsaariana

Anuncia a nomeação de novos membros para o Conselho Consultivo e o de Administração

Londres, 30 de Novembro de 2016 - O Fundo Soberano de Angola (FSDEA) divulgou hoje as contas auditadas do ano 2015, que reflectem a posição fiscal e de investimento do Fundo durante o ano passado. A Deloitte & Touche procedeu à auditoria independente das demonstrações financeiras do FSDEA pelo terceiro ano consecutivo.

Pela primeira vez o FSDEA aplica as Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS) na elaboração e apresentação das suas demonstrações financeiras, na sequência da recente autorização do Ministério das Finanças para o efeito. Neste momento, o FSDEA atravessa um período de transição de dois anos, com início em 2015, para converter os seus registos contabilísticos do Plano Contabilístico das Instituições Financeiras (CONTIF) para as IFRS. Os resultados auditados de 2015 já conformam as IFRS.

José Filomeno dos Santos, PCA do FSDEA, declarou que "A recente conversão do CONTIF para as IRFS apresenta as operações e os investimentos do FSDEA com mais detalhe do que antes e reflecte os progressos alcançados em termos de governação interna, durante os três primeiros anos de actividade da instituição. O Fundo Soberano de Angola é a primeira instituição financeira do País a apresentar demonstrações financeiras, auditadas por um firma independente, que se conformam com as Normas Internacionais de Relato Financeiro."

As demonstrações financeiras mais recentes do FSDEA apresentam $4,75 bilhões de activos ao 31 de Dezembro de 2015. Apesar do Fundo Soberano de Angola prever alcançar lucros apenas em 2017, a sua carteira de investimentos do FSDEA já apresentava os seguintes destaques no fim do ano 2015:

 

  • Os activos de renda fixa correspondiam a $1,20 biliões, representando 25% da carteira;
  • Os activos de renda variável estavam avaliados em $620 milhões, representando 14% da carteira;
  • Dos $2,7 bilhões destinados a activos deprivate equityem Angola e na região de África subsaariana, $407 milhões já haviam sido investidos;
  • 62% da carteira estão dedicados a investimentos em Angola e na África Subsaariana,21% na América do Norte e 11% na Europa e 6% ao resto do mundo;
  • Não foram realizadas dotações adicionais de capital no FSDEA pelo Executivo.

 

"Continuamos a fazer investimentos importantes em Angola e noutros países da África Subsaariana através fundos de private equity. Constatamos que muitos investidores observam o nosso continente com bastante interesse, devido aos elevados índices demográficos e urbanização que regista. Em África, estes factores servirão de base para o aumento da demanda em várias indústrias no futuro. Os investimentos do FSDEA na infraestrutura, hotelaria, silvicultura, agricultura, saúde, mineração e capital estruturado visam apoiar o crescimento da actividade comercial destes ramos na região."

 

Durante o ano de 2015, os investimentos de private equity do FSDEA, dedicados exclusivamente a Angola e a região subsaariana, foram os seguintes:

 

  • Fundo de Infraestrutura - 19% dos $1,1 bilhões do capital estão investidos em projectos localizados em Angola e no Quénia;
  • Fundo Hoteleiro -23% dos $500 milhões do capital estão investidos em projectos localizados em Angola e na Zâmbia;
  • Fundo Mineiro- 2% dos $250 milhões estão investidos num projecto na Mauritânia;
  • Fundo de Silvicultura- 10% dos $225 milhões estão investidos numa concessão de larga escala de eucaliptos em Angola;
  • Fundo de capital estruturado- 12% dos $200 milhões estão investidos num activo localizado na África do Sul;

Além destes, no primeiro semestre de 2016, o FSDEA adquiriu a concessão de sete fazendas de larga escala em Angola, que se encontram em fase de avaliação. Os referidos perímetros compreendem aproximadamente 72.000 hectares de terreno agrícola dedicado à produção de grãos, arroz e oleaginosas.

Em relação à perspectiva do mercado e estratégia do FSDEA para 2017, dos Santos menciona: "A volatilidade dos mercados financeiros é o único factor que se permanecerá constante no próximo ano. O FSDEA manterá a sua carteira diversificada de modo que inclua cada vez mais activos que não estejam expostos a esta volatilidade. Na nossa ênfase permanecerão os projectos de larga escala nacionais fundamentais, a redução de despesas e a capacitação técnica dos nossos quadros. A nossa equipa se engajará em programas prolongados de formação profissional para que o FSDEA detenha o conhecimento técnico e tecnológico necessário para a execução de várias actividades que hoje estão terceirizadas. No futuro, o Fundo Soberano de Angola efectuará a gestão das suas operações e investimentos de forma ainda mais autónoma, barata e eficiente do que hoje ".

Por outro lado, o FSDEA Fundo dedica até 7,5% do seu capital a projectos de desenvolvimento social que têm sido fundamentais para o apoio socioeconómico de vários cidadãos nacionais. A Missão Social do FSDEA apoia o trabalho de várias organizações não-governamentais nas áreas da formação profissional, autossustento, acesso à água e a serviços de saúde. Actualmente, o Fundo Soberano de Angola dedica $156 milhões a 16 projectos que abrangem 10 das 18 províncias do país. Este apoio e essencial para o trabalho de organizações como a World Vision, People in Need, Medici Con L'Africa, Globethics, African Innovation Foundation e muitas outras nas zonas rurais e periurbanas do País.

O FSDEA anunciou ainda que Augusto Archer Mangueira foi recentemente nomeado para o cargo de Ministro das Finanças, após Valter Filipe Duarte ter sido nomeado para o cargo de Governador do Banco Central de Angola. Consequentemente, ambos tornaram-se membros do Conselho Consultivo do FSDEA, que é um órgão fundamental da instituição, constituído pelos chefes das instituições responsáveis pela gestão macroeconómica do País. O Conselho Consultivo apoia o Presidente em todas as decisões políticas e regulamentares relativas ao FSDEA.

Por outro lado, Miguel Damião Gago foi nomeado Membro do Conselho de Administração do FSDEA. A sua nomeação sucede a exoneração de Artur Carlos Andrade Fortunato, que foi recentemente nomeado para o cargo de Ministro da Construção.

 

 
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