Pravda.ru

Mundo

Mensagem do Ano Novo

31.12.2006
 
Pages: 12
Mensagem do Ano Novo

Na passagem de 2006 para 2007, é fundamental aproveitarmos deste momento vitorioso para as forças que zelam pelo bem-estar dos cidadãos do mundo, que defendem um estado de previdência que protege e que dá oportunidade aos oprimidos, e darmos continuidade aos movimentos que em 2006 começaram a constituir uma base sólida de uma Nova Ordem Mundial.

Entrámos no novo milénio cheios de esperança, iluminados e encantados pelo momento especial que foi o início do terceiro milénio após o nascimento de Jesus Cristo. Cristãos ou não, todos nós concordámos com a iniciativa dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, prometendo reduzir a pobreza endémica até 2015.

O que se seguiu foi lamentável. Primeiro o bin Laden, aquele monstro criado pelos Estados Unidos da América, depois o próprio Presidente desse país, fizeram entrar o Mundo num período das trevas. Seguiram poucos mas longos anos de campos de concentração, de tortura, de depravados actos sexuais, de chacina de seres humanos, da destruição de infra-estruturas civis com equipamento militar, a quebra de todas as leis no livro, a quebra da Carta da ONU, das Convenções de Genebra e uma política unilateral e egoísta, um total desrespeito pela condição humana, seguido por Washington, que pensava que tinha o direito de defender suas fronteiras e suas fortunas com políticas assassinas no outro lado do globo.

No entanto, mais do que nunca, o ano de 2006 demonstrou claramente que estas políticas nunca podem vencer e mostrou claramente a quem as defende, que a única saída das suas práticas malevolentes é a derrota e a humilhação.

América latina já não é quintal de Washington

América latina seguiu em várias eleições o rumo centro/esquerda, soletrando o fim de regimes de direita. A grande excepção foi a Colômbia, onde o regime fascista de Álvaro Uribe rege um país onde 71 sindicalistas foram assassinados até ao fim de Novembro. Washington já não pode dizer que a América Latina é o seu quintal. Morreu Pinochet, morreu Operação Condor e morreram os tempos de fascismo em que regimes pró-Washington seguiam políticas assassinas que oprimiram seus povos. Os recursos deste continente pertencem única e exclusivamente aos povos da América latina, não a Washington.

Fidel Castro, Homem do Ano

Fidel Castro sai de 2006 como Homem do Ano, senão Homem do Século, porque a sua visão, (enquanto lutava sozinho, solitário e isolado às vezes, e noutras vezes contra extrema dificuldade devido a um bloqueio económico desumano e cruel, que tenta estrangular seu modelo) estava certa: ele pode ver afinal que já não está isolado, já não está sozinho e já não está solitário, pois os povos do resto da América Latina se afirmam, do norte ao sul, de leste a oeste deste continente. Sabem o que querem e exigem da classe política eleito o cumprimento dos deveres.

Os jornais do mundo começam a noticiar o muito que a Cuba faz em termos de apoio humanitário para países em desenvolvimento, sem receber um tostão em troca e o modelo cubano se cinge como um exemplo em muitas áreas de desenvolvimento social. Fidel Castro por isso pode passar este período em descanso, feliz que o que fez foi um sucesso brilhante não só para seu país, cuja independência garantiu, mas eventualmente para todo o continente da América Latina e para o mundo.

Soluções africanas para problemas africanos

África mostrou de viva voz que a União Africana pode resolver os problemas do continente com o apoio mas não com a intrusão da comunidade internacional. O seu contingente militar e âmbito na esfera de acção no conflito em Darfur foi realçado em parceria com a ONU e juntos, fizeram o maior campanha eleitoral de sempre na RD Congo, onde a eleição de Joseph Kabila foi uma grande vitória para aqueles que seguem o rumo de diplomacia e paz e constitui uma bela lição para a resolução de outras crises. A realçar - a enorme crise não só em Darfur mas também no Chade e na República Centro-Africana. A realçar também, as causas destes conflitos, nomeadamente más práticas coloniais que favoreceram os interesses de alguns grupos sobre outros e que criaram desequilíbrios. No entanto, há um processo de diálogo entre o Governo de Cartume e os rebeldes, há ordem em grande parte do Chade e há esperanças que na RC Africa, haja francos progressos durante 2007.

Iraque, o cemitério do neo-conservadorismo

Para os neo-conservadores, neo-colonizadores, neo-imperialistas, os seguidores do modelo de unilateralismo na sua política externa, o Iraque provou ser o seu cemitério no ano de 2006. Provou claramente que não se pode vencer um povo pela força das armas, provou que o indivíduo tem poderes contra o estado através de inteligência e poderes de organização. O poderio militar norte-americano está reduzido a bases militares onde seus soldados se escondem tremendo de medo, ou em comboios militares enormes na periferia das cidades, aterrorizados demais para entrar em contacto com o povo que vieram “salvar”.

Pages: 12

Loading. Please wait...

Fotos popular