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A caminho das eleições

31.01.2012
 

A caminho das eleições. 16358.jpegMéxico, (Prensa Latina) A poucos meses das eleições gerais de 1 de julho, a esperança de muitos mexicanos hoje se concentra na possibilidade de que o próximo Governo mudará suas vidas.  Durante os 11 anos de dois governos do Partido da Ação Nacional (PAN), a segunda economia de América Latina passou por momentos complexos.

Em 2009 contraiu-se 6,1%, enquanto que o crescimento anual foi de pouco mais de dois por cento, muito inferior ao que se precisa para enfrentar a pobreza.

Os raquíticos aumentos de salário se esfumaçam com os índices de inflação, motivo pelo qual aceder aos produtos da cesta básica é já praticamente impossível, advertiu a secretária geral de Sindicato Único de Trabalhadores da Universidade Autônoma da Cidade de México (Sutuacm), Auxilio Heredia.

Para 2012, a Comissão Nacional de Salários Mínimos autorizou um incremento de 4,2% ao pagamento mensal, enquanto que no último dia 7 de janeiro o Banco do México informou que a inflação de 2011 foi de 4,6%.

A situação atual é muito crítica e todos somos afetados, seja um pouco ou muito, afirmou à Prensa Latina Arturo Blancas, empregado de serviços da Universidade Autônoma Metropolitana, durante a marcha deste 27 de janeiro, convocada por dezenas de sindicatos.

Uma convocação à que se uniram outros grêmios que coincidem em suas exigências de melhoras para o cidadão comum.



Partidário da esquerda, Blancas considera que o próximo Governo terá que resolver muitos problemas especialmente econômicos e sociais.

O Instituto Federal Eleitoral (IFE) informou que até o momento recebeu 54 mil 971 solicitações por correio de mexicanos no exterior que solicitam exercer seu direito ao voto nas próximas eleições, e se prevê que o registro eleitoral esteja composto por uns 80 milhões de cidadãos.

Para o dia 1 de julho, além de realizar eleições para determinar o próximo presidente do país, se renovará o Congresso (128 cadeiras do Senado e 500 da Câmara de Deputados) e o México terá eleições locais em 15 entidades federativas, uma delas a capital.

Alguns especialistas opinam que a Cidade do México é estratégica, não será uma eleição qualquer, já que seu Governo está em poder do Partido da Revolução Democrática (PRD) desde 1997.

Também a Assembleia Legislativa do Distrito Federal (DF) e as 16 delegações políticas são espaços nos quais a esquerda é maioria.

Na semana passada, o PRD indicou seu candidato, o ex-procurador Miguel Ángel Mancera, para contender pela cadeira do governo local, enquanto pelo PAN a candidata é Isabel Miranda de Wallace.

O Partido Revolucionário Institucional (PRI) ainda deve selecionar seu representante para esta briga pelo DF.

A nível nacional os três grandes partidos se beneficiarão ou serão prejudicados pelo que fazem seus governos locais, mas ainda não há nada definido.

Enrique Peña Neto (PRI) e Andrés Manuel López Obrador, candidato pelo PRD, PT (Partido do Trabalho) e Convergencia, já foram indicados pelas suas organizações; mas os panistas ainda não elegeram sua carta entre Ernesto Cordero, Santiago Creel e Josefina Vázquez.

Quem assumirá como novo presidente no dia 1 de dezembro de 2012 é uma incógnita. Isso sim, "esperemos que não tenha muita "tranza" (fraude), que as eleições sejam limpas, porque afinal de contas isto é como tapar o olho do macho com as votações, pois sempre fica o próximo da lista", sublinhou Blancas.
 http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=e3958a8c7218de842b0db063b56cc2dd&cod=9343


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