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Fifa encontra indícios de compra de votos pela Inglaterra para sediar o Mundial de 2018

30.06.2017
 
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Fifa encontra indícios de compra de votos pela Inglaterra para sediar o Mundial de 2018

Na última terça-feira (27) a Fifa divulgou o chamado "Relatório García", que investigou o processo de candidaturas para sediar as Copas do Mundo de 2018 e 2022.

O documento encontrou indícios de compra de votos por parte da delegação inglesa. Embora o escândalo não tenha se tornado notícia nos veículos brasileiros e portugueses, a imprensa inglesa destacou o fato.

Conforme relata o jornal The Independente, o documento aponta que a candidatura da Inglaterra para sediar a Copa de 2018 "acolheu ou ao menos tentou satisfazer o pedido inapropriado" de membros do Comitê Executivo da Fifa, entre eles o antigo vice-presidente da entidade, Jack Warner.

"Warner buscou explorar o seu poder, despejando na delegação da candidatura da Inglaterra pedidos inapropriados. A delegação frequentemente acolheu seus desejos, em aparente violação das regras de candidatura e do código de ética da Fifa", diz o relatório.

O diário britânico assinala que "a reação da Inglaterra a esses pedidos inapropriados - no mínimo sempre buscando satisfazê-los de algum modo - prejudicou a integridade do andamento do processo de candidatura". Altos dirigentes do futebol inglês também teriam oferecido agrados a ele "para influenciar seu voto".

De acordo com o relatório, durante um encontro em que estavam presentes o ex-primeiro-ministro David Cameron e o Príncipe William, ambos membros da delegação inglesa, Cameron pediu o voto do sul-coreano Chung Mong-joon, então membro do Comitê Executivo da Fifa, em troca do voto inglês na Coreia do Sul como sede do Mundial de 2022.

O intercâmbio de votos é proibido pela Fifa. O órgão máximo do futebol baniu Chung e Warner do futebol em setembro de 2015, por terem cometido uma série de violações de seu código de ética.

Reconhecimento de suborno

Outra possível ilegalidade cometida pela candidatura da Inglaterra foi a proposta de organização de um amistoso poucos dias antes da votação, em dezembro de 2010.

O chefe da delegação inglesa, Geoff Thompson, propôs a realização de um jogo contra a seleção da Tailândia quando faltavam apenas oito dias para a escolha das sedes dos Mundiais de 2018 e 2022. O país asiático não apoiou a candidatura inglesa (a Rússia foi escolhida para sediar o Mundial de 2018) e, três semanas depois, o amistoso foi cancelado.

Segundo a BBC, Thompson reconheceu ter marcado o amistoso como "uma forma de suborno" para conseguir o voto da Tailândia.

Eduardo Vasco

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