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Delegação européia prefere não ver genocídio na Ossétia do Sul

29.09.2008
 
Delegação européia prefere não ver genocídio na Ossétia do Sul

Não houve genocídio na Ossétia do Sul no início de agosto de 2008, quando a Geórgia invadiu Tskhinvali, a capital da Ossétia do Sul, disse Luc Van den Brande, líder da delegação PACE, num encontro com a imprensa em Tbilisi ao regressar de Tskhinvali.

"Quando falamos de genocídio devemos ser cautelosos. Não podemos descrever os eventos que aconteceram em Tskhinvali como genocídio," disse o líder da delegação PACE.

A delegação PACE de nove membros visitou a Rússia, a Geógia e a Ossétia do Sul de 22 a 25 de setembro. As autoridades chegaram numa missão para coletar informações para manterem um debate pré-programado a respeito do problema das consequências da guerra entre Geórgia e Rússia dentro do escopo da próxima sessão de outono da Assembléia em Estrasburgo. A delegação visitou a Ossétia do Sul e Gori, na Geórgia, e teve uma reunião com o Presidente da Ossétia do Sul Eduard Kokoity, informa a RIA Novosti.

O líder da delegação declarou que nenhum lado havia feito qualquer coisa para evitar o conflito que começou antes de 7 de agosto. A autoridade também urgiu quanto a ser-se mais cuidadoso no uso do termo 'genocídio' e acrescentou que 'limpeza étnica' seria melhor.

"Quanto à limpeza étnica, visitamos povoações georgianas, ossetas e mistas e podemos dizer, a partir do que vimos, que houve limpeza étnica que teve lugar ali.

Direitos humanos básicos foram violados," disse Van den Brande. A autoridade acrescentou que a delegação havia chegado a conclusões preliminares apenas, e continuaria coletando informações.

A delegação PACE urgiu quanto à condução de investigação internacional dos eventos no Cáucaso. Van den Brande também explicou seu apoio à integridade territorial da Geórgia.

Quando a delegação chegou à Ossétia do Sul e visitou o bairro judaico de Tskhinvali, arruinado pelos militares georgianos, o líder da delegação disse que estava chocado com o que havia visto.

"Estou chocado com o que aconteceu lá, e não há como encontrar palavras para justificar os eventos que aconteceram," disse Van den Brande.

 Tradução Murilo Otávio Rodrigues Paes Leme
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