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OTAN, Afeganistão e ópio

29.08.2007
 
OTAN, Afeganistão e ópio

A OTAN está no Afeganistão há seis anos: diz que controla o país, que está a funcionar maravilhosamente. Logicamente, então, haverá uma ligação entre a OTAN e o gigantesco salto na produção de ópio? Será pela mesma razão que os terroristas do UÇK (que controlaram o tráfico de heroína na Europa através da Turquia) foram recebidos como heróis na Capitol Hill?

OTAN está no Afeganistão há seis anos. Será apesar desta presença, ou por causa dela, que a produção de ópio tem aumentado, de acordo com o relatório recente da ONU, para 8.400 toneladas por ano, um incremento de 34 por cento a escala nacional?

É curioso também que a imprensa ocidental agora justifica a campanha no Afeganistão, afirmando que parte do processo tem a ver com a redução no tráfico do ópio – quando foram precisamente os Taleban que tinham reduzido esse flagelo, e quando a produção tem aumentado tanto sob a égide da OTAN.

De acordo com o Director da Agência da ONU para Drogas e Crime, António Maria Costa, a situação no Afeganistão hoje é parecida com aquela da China há um século atrás.

Vemos agora o desastre espectacular da política da OTAN e seu mestre, Washington, no Afeganistão: depois de criar um monstro (os Mujaheddin, contra o governo progressista socialista, que depois de transformaram nos Taleban) e depois de substituí-lo com outro monstro, um governo composto por narco-traficantes e senhores de guerra, inteiramente desadequados como governantes, agora falam da “tolerância de corrupção” do Governo de Hamid Karzai.

E entretanto, toneladas de heroína inundam as ruas das cidades da Rússia, e do resto da Europa. Foi esse parte do Grande Plano?

Timothy BANCROFT-HINCHEY

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