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Golpe de estado: "Estou sequestrado à força na Costa Rica", denunciou Zelaya

29.06.2009
 
Golpe de estado: "Estou sequestrado à força na Costa Rica", denunciou Zelaya

O presidente de Honduras, Manuel Zelaya (foto), confirmou hoje que está na Costa Rica, vítima de sequestro por um grupo de militares de seu país que o levou à força de sua residência.

Durante um contato telefônico com a Telesur, o mandatário esclareceu que continua em seu cargo, não pediu asilo político e amanhã quer comparecer à reunião de presidentes centro-americanos, convocada em Manágua, Nicaragua, para condenar o golpe de Estado em sua nação e exigir o restabelecimento da ordem constitucional.

Zelaya chamou os hondurenhos, suas organizações sociais, sindicais, camponesas e indígenas a lutar por seus direitos, sem violência, mediante a desobediência cidadã.

"A cúpula das forças armadas", explicou, "me enganou, me ultrajou, invadiu minha casa de madrugada a tiros; arrebentaram a entrada à força", afirmou.

Advertiu que "É um sequestro brutal o que fizeram com minha pessoa, sem nenhuma justificativa além do nosso desejo de fazer o bem a Honduras e instalar um processo democrático participativo".

Afirmou que neste domingo "íamos realizar uma consulta sem caráter vinculante, como faz qualquer agência internacional de pesquisas de opinião".

O objetivo da consulta era conhecer a opinião do povo sobre a possibilidade de votar em novembro a favor ou contra a convocação, no futuro, de uma Constituinte para reformar a Constituição.

Zelaya considera que "Isso não pode justificar a interrupção da democracia nem o golpe de Estado.

Não temos como nos comunicar com o povo, porque as transmissões de rádio e televisão foram interrompidas e cortaram a eletricidade", denunciou o mandatário.

"O povo tem direito à insurreição se seus direitos são violados, como estabelece o artigo terceiro da Constituição", recordou.

Na opinião de Zelaya, o golpe reflete uma elite voraz com poder no Estado e na economia nacional e um pequeno grupo das Forças Armadas que está, inclusive, longe da postura de muitos soldados e oficiais.

Texto: Prensa Latina


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