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Decisão de Israel de construir um novo assentamento na Cisjordânia provocou uma rara crítica dos EUA

28.12.2006
 
Decisão de Israel de construir um novo assentamento na Cisjordânia provocou uma rara crítica dos EUA

As famílias a serem levadas para o ex-quartel do Exército chamado Maskiot viviam em dois dos 21 assentamentos que Israel abandonou unilateralmente em 2005 na Faixa de Gaza. Cerca de 8.500 colonos deixaram a Faixa de Gaza, além dos militares que ocuparam a região litorânea por 38 anos. O assentamento judaico seria o primeiro criado na Cisjordânia em dez anos.

Se Israel levar à frente o plano, o Estado judeu terá violado suas obrigações previstas no mapa do caminho para a paz, afirmou um porta-voz do Departamento de Estado americano.

"Os EUA pedem a Israel para cumprir suas obrigações com o mapa do caminho e evitar tomar medidas que possam ser vistas como uma tentativa de predeterminar o resultado de futuras negociações", afirmou o porta-voz, Golzalo R. Gallegos.

Israel aceitou o chamado mapa do caminho em 2003. O plano de paz foi desenhado pelos Estados Unidos, Nações Unidas, União Européia e Rússia, num esforço para guiar Israel e os palestinos até um acordo que estabelece um Estado palestino.

O projeto também foi criticado pelos palestinos e pela União Européia.

"Esse fato vai contra o compromisso assumido por Israel no mapa da paz", apontou a Finlândia, que ocupa a presidência da UE neste semestre.

"A Presidência da União Européia expressa sua profunda preocupação com a notícia de que o governo israelense autorizou a construção do assentamento de Maskiot, na Cisjordânia. Tais ações unilaterais também são ilegais sob o direito internacional e ameaçam tornar fisicamente impossível a implementação da solução com dois Estados (Israel e Palestina)."


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