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Islamistas abandonaram Mogadíicio

28.12.2006
 
Islamistas abandonaram Mogadíicio

O líder da milícia União das Cortes Islâmicas, xeque Sharif Ahmed confirmou que forças islâmicas abandonaram a capital da Somália, Mogadício, nesta quinta-feira, na medida em que tropas do governo apoiadas por soldados da Etiópia, avançaram e estão a 30 quilômetros da cidade.

"Nós retiramos de lá todos os líderes", disse Sharif à emissora de televisão al-Jazeera de acordo com BBC.

Há notícia de tiroteio pelas cidades e centenas de militantes islâmicos estariam tirando seus uniformes e se submetendo ao comando de chefes de clãs.

Segundo testemunhas, edifícios e bases que pertenciam à União das Cortes Islâmicas estão sendo saqueados.

A retirada ocorre depois que o Conselho de Segurança das Nações Unidas não conseguiu chegar a um acordo para pedir a retirada das forças estrangeiras da Somália

Entretanto Conselho de Segurança da ONU fracassou, pela segunda vez, na tentativa de chegar a um acordo sobre uma declaração pedindo a retirada das forças da Etiópia e de outras forças estrangeiras da Somália.

O conselho se reuniu nesta quarta-feira com o objetivo de buscar um cessar-fogo e a retomada das negociações de paz entre as forças etíopes, que apóiam o governo interino da Somália, e os milicianos da União das Cortes Islâmicas (UCI), que há seis meses controlam boa parte do país, inclusive a capital, Mogadíscio.

O delegado do Catar, Mutlaq al-Qahtani, afirmou que não houve consenso sobre o pedido de uma retirada imediata e do fim das operações militares na Somália.

O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, disse que os vizinhos da Somália deveriam respeitar suas fronteiras e "permanecer fora da crise".

O Conselho de Segurança da ONU permanece dividido em relação à permanência de tropas estrangeiras no país. O Catar quer uma resolução que peça a retirada imediata de todas as tropas estrangeiras, inclusive as da Etiópia.

Outros membros do Conselho de Segurança, defendem a intervenção da Etiópia, dizendo que ela está no país a convite do governo interino.

A União Africana e a Liga Árabe também apelaram para que a Etiópia se retirasse do território somali.

O presidente da União Africana, Alpha Omar Konare, pediu que a retirada ocorra “sem atrasos”. “Nós fazemos um apelo para que todos os lados envolvido parem com as hostilidades sem atrasos e retomem o diálogo (…)”, disse, segundo a agência de notícias France Presse.


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