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Tufão Xangsane desabrigou quase 5.500 e devastou Manila

28.09.2006
 
Tufão Xangsane desabrigou quase 5.500 e devastou Manila

O tufão Xangsane chegou à região central das Filipinas ontem com ventos de até 81 quilômetros por hora e rajadas de até 160 quilômetros por hora e deverá voltar a ganhar força de tufão ao atingir o Mar do Sul da China, amanhã de manhã, segundo o especialista em clima Renato Molina.

Mas sobre as Filipinas o tufão Xangsane perdeu força hoje, transformando-se numa tempestade tropical. A tempestade segue na direção oeste e deverá chegar à costa do Vietnã no início do domingo. O birô de meteorologia disse que avistou uma nova depressão a milhares de quilômetros ao leste das Filipinas, que pode se transformar em uma tempestade e chegar ao país no sábado.

O Xangsane foi o 13º tufão a atingir as Filipinas neste ano, disseram autoridades do setor de desastres. O arquipélago de 7 mil ilhas é atingido regulamente por tempestades tropicais. O pior desastre dos últimos anos aconteceu em 1991, quando mais de 5 mil pessoas morreram na província central de Leyte em enchentes provocadas por um tufão.

A tempestade passou pela capital filipina e a maioria dos 12 milhões de moradores entrou em abrigos, deixando as ruas desertas. Os ventos arrancaram árvores, viraram caminhões e carros.

- Parecia que um trem estava passando pelo telhado - disse o morador de um apartamento no quarto andar. - O teto de um dos nossos quartos foi levado. Eu estou vendo o céu.

Os ventos violentos detiveram cerca de 3.500 passageiros de balsas nos portos e mataram pelo menos oito pessoas (outras cinco podem ter morrido em um deslizamento de terra ao sul de Manila), desabrigaram quase 5.500 e devastaram parte das ilhas centrais e de Manila, comunicou Reuters Brasil.

Os esforços de resgate foram atrapalhados pela falta de energia, pelas estradas bloqueadas e pelo corte de linhas de comunicação, forçando dezenas de pessoas a se refugiarem em telhados na região central das Filipinas.

Seis províncias na região de Bicol, famosa por suas plantações de coco, ficaram sem eletricidade depois que os ventos derrubaram linhas de transmissão.

- Nossas equipes estão fazendo o possível para religar a energia. Esperamos conseguir até o início da noite - disse o secretário de Energia, Raphael Lotilla. Ele disse que parte do apagão foi causado pelo desligamento voluntário de usinas para evitar danos durante a tempestade.

Grande parte de Luzon, principal ilha do país, ficou sem energia, inclusive Manila. Os serviços de trens tiveram que ser suspensos. Motoristas de táxi relutaram em sair às ruas.

- É muito perigoso - disse o motorista Armando Legaspi. - Muitas árvores estão caindo. Muita coisa está voando. A visibilidade está muito baixa e tenho medo que o vento leve o meu carro.

O Xangsane praticamente paralisou Manila. Todas as viagens por ar e por mar foram canceladas. O aeroporto internacional reabriu só depois que o entulho foi retirado das pistas.

Escritórios do governo foram fechados e o comércio do peso local e de ações foi cancelado. As escolas devem abrir só amanhã.

 


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