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FARC: Últimas

28.07.2019
 
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Conselho Nacional dos Comuns

 

Celebramos nossa quarta reunião plenária do Conselho Nacional dos Comuns com a participação da imensa maioria de seus integrantes, num ambiente de fraternidade política e pessoal, ricos intercâmbios e debates democráticos, com vistas à preparação de nosso segundo Congresso ou Assembleia Nacional dos Comuns e a definição de pautas para nossa participação nas eleições de outubro.

As conclusões do Conselho serão em seu conjunto insumos, para que uma comissão de seu seio se dedique em forma diligente e rápida à elaboração das teses ideológicas e políticas que serão enviadas a todas as estruturas partidárias para sua mais ampla difusão e discussão, de tal modo que @s delegad@s a nosso segundo Congresso levem definidas as conclusões que serão debatidas em nossa máxima instância de decisão.

Nos preocupa profundamente que nos aprestemos a um novo debate eleitoral sem contar com as garantias democráticas suficientes para nossa participação aberta. Os estigmas lançados desde o governo nacional e seu partido se somam à onda de crimes contra nossa militância, ademais de ter que assumir uma campanha sem o marco das reformas políticas aprovadas nos Acordos de Havana.

Um clamor majoritário das mulheres e dos homens de nosso país conduziu às conversações de paz e à firma dos Acordos. Boa parte deste esteve composto por organizações e partidos democráticos e progressistas, que contribuíram a mobilizar a nação pela solução política. Se torna inconsequente que a maioria deles se negue a nos somar a suas coalizões, quando antes lutaram por nossa justa inclusão.

Seguiremos em nosso empenho por ampliar a democracia colombiana. Demos nossa palavra de cumprir ao pé da letra os Acordos de Paz, pactuados para o bem de um país que clama por profundas reformas políticas, econômicas e sociais. Nos reincorporamos à institucionalidade e reclamamos dela o cumprimento dos Acordos, ainda mais agora que o governo nacional manobra para desconhecê-los.

Nos preenche de otimismo a recente visita do Conselho de Segurança das Nações Unidas ao país e a reafirmação de sua vontade de trabalhar pelo cumprimento integral dos Acordos de Havana, assim como denunciamos a perfídia do governo colombiano, que não teve pruridos para nos apresentar como uma organização que descumpre o firmado e se ocupa no negócio das drogas ilícitas.

O Conselho Nacional dos Comuns de nosso partido respalda e reafirma a Declaração Pública emitida por nosso Conselho Político Nacional com relação ao não comparecimento de Jesús Santrich ante a Corte Suprema de Justiça. Seu caso e o dos demais membros deste Conselho que abandonaram suas responsabilidades com o partido e os Acordos de Havana passam à nossa Comissão de Ética, segundo o procedimento estatutário.

Nos desligamos das declarações e atuações de todos ou qualquer um deles. Não representam a nosso partido. Fazemos um chamado às direções estaduais e locais do partido da rosa, assim como a toda sua militância, à reafirmação de nossos princípios, à unidade e à confiança em sua direção nacional. Somos um partido legal, com instâncias de condução legítimas que todos devemos respeitar.

Chegamos à vida política nacional, conscientes do sofrimento que a longa guerra interna ocasionou ao povo da Colômbia, certos de que este almeja a paz e não quer mais violência. Trabalharemos sem descanso pela reconciliação, a verdade, a justiça, a reparação e a não repetição. Sabemos que acima dos ódios e das mesquinharias os colombianos e as colombianas terminaremos por impor a justiça social e a tolerância.

Nos solidarizamos com os povos de Venezuela, Nicarágua e Cuba que enfrentam com coragem e dignidade cruéis hostilidades por parte do grande capital transnacional. Repudiamos a ingerência do governo encabeçado por Iván Duque nos assuntos internos de outras nações. Antes que se preocupar pelo que sucede mais além das fronteiras, deveria se preocupar por atender os graves problemas que a Colômbia padece.

 

CONSELHO NACIONAL DOS COMUNS

FORÇA ALTERNATIVA REVOLUCIONÁRIA DO COMUM FARC

Tocaima, 14 de julho de 2019.

Tradução > Joaquim Lisboa Neto

 

 


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