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México contabiliza de dezembro de 2018 até agora, seis assassinatos de jornalistas

28.03.2019
 
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México contabiliza de dezembro de 2018 até agora, seis assassinatos de jornalistas

México, (Prensa Latina) O subsecretario de Governo do México, Alejandro Encinas, confirmou hoje que com um jornalista assassinado ontem no interior do país, somam seis os profissionais de imprensa assassinados desde 1 de dezembro, quando Andrés Manuel López Obrador assumiu a presidência.

A revelação foi feita na coletiva de imprensa matutina do presidente, quando foi pedido a ele que explicasse o mecanismo de proteção aos jornalistas e integrantes de organismos de direitos humanos, e a atualização do problema.

Pouco antes o presidente admitiu que os assassinatos de jornalistas têm duas fontes principais, uma o crime organizado, e o outro representantes corruptos do próprio Estado.

Encina disse que só dois dos seis assassinados estavam sob a proteção do mecanismo, e anunciou que do total foram identificados quatro autores dos homicídios.

Por outra parte, nove defensores de direitos humanos foram assassinados e esclareceram-se somente dois casos. Também há um controle dos que sofreram algum tipo de agressão, mas admitiu que o mecanismo deve entrar em uma nova etapa de desenvolvimento e precisamos fortalecer a cooperação entre a federação e os estados.

Explicou que o mecanismo de proteção herdado tem muitas falhas e data de julho de 2012 e as medidas que se adotam ao amparo desse mecanismo emanam de uma junta de governo integrada pelos níveis federal e organismos autônomos e de jornalistas, bem como de defensores dos direitos humanos.

O junta governo estabelece as medidas de proteção e o nível de risco dos jornalista, integram-na nove representantes, secretarias de Governo e Relações Exteriores, a Promotoria, as comissões de direitos humanos e representantes do Conselho Consultivo, entre eles.

O processo, explicou, implica um presidente, quatro defensores de direitos humanos e quatro jornalistas, além do convite ao representante do alto Comissionado de direitos Humanos da ONU, e das câmaras do Senado e Deputados.

Disse que se estão tomando medidas de três tipos: 1) Situação urgente de alto risco, transferência do jornalista e apoio do corpo especializados. 2) Apoio com a tecnologia atual disponível como os botões de localização, rádios, câmeras,detectores, automóveis. 3) Planos preventivos com capacitação dos defensores de direitos humanos.

Anunciou que há 790 pessoas sob mecanismos de proteção, 480 deles defensores de direitos humanos e 292 jornalistas em 10 estados nos que destacam Cidade de México, Veracruz e Guerrero.

Estamos analisando, disse, instrumentos que nos permitam a análise de fontes abertas de informação, identificar os riscos do jornalista sem necessidade de que participem no mecanismo de proteção, e anunciou que se investigará uma empresa particular de segurança por incompetência.

Também analisarão os protocolos de análises de risco e o exame de quem pode aderir ao mecanismo de proteção.

Explicou que dos 792 botões de assistência distribuídos 209 pessoas apagaram-no mais de 250 dias do ano, e somente 230 o têm ativo de maneira permanente.

Isso significa, admitiu, que a maioria deles não tem confiança na autoridade e não querem que esta saiba onde se encontram.

O que procuramos, disse Encinas, é envolver também aos meios de comunicação no mecanismo para enfrentar as ameaças a seus jornalistas e apoiem as tarefas de previsão da situação de risco em que estão permanentemente os homens e mulheres de imprensa.

Vamos prover uma maior cooperação internacional para fortalecer o mecanismo, e estamo-lo tratando com a ONU, a União Europeia e inclusive com alguns países em específicos, como em América Central e Colômbia e seguiremos esse caminho na medida em que se incremente o número de solicitações de adesão ao mecanismo de proteção.

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