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Sírios decidem sobre nova Constituição em referendo nacional

28.02.2012
 

Sírios decidem sobre nova Constituição em referendo nacional

Sírios decidem sobre nova Constituição em referendo nacional. 16519.jpegDamasco, (Prensa Latina) As urnas abriram-se neste domingo (26) para 14 milhões e meio de sírios no referendo nacional que decidirá a sorte de uma nova Constituição, com a qual se prevê encaminhar o país pelo caminho do pluralismo e da democracia.

Silenciado pelos meios e governos que hoje agridem a Síria, este plebiscito é trascendental na vida da nação Cham, porque define uma nova Carta Magna, vista como pedra angular do pacote de reformas integrais que impulsiona o presidente Bashar Al-Assad.

O projeto, em si uma das reformas chave do pacote de medidas que se implementa, legitimará outras novidades como a criação de partidos -já foram autorizados sete-, a separação dos poderes do Estado, a celebração de eleições presidenciais e a descentralização das administrações locais, entre outras propostas.

No sabado a noite à noite o Ministério do Interior informou que as autoridades tiveram que aumentar a 14 mil 185 as mesas de votação em todo o país, ou seja 350 a mais das 13 mil 835 concebidas inicialmente.

Também se instalaram urnas nos centros e postos fronteiriços, nos aeroportos e no deserto, a fim de facilitar a votação, explicaram as autoridades.

O ministro adjunto do Interior para Assuntos Civis, general de brigada Hassan Jalali, manifestou que sua dependência adotou todas as medidas para garantir um referendo honesto e transparente.

Entre as novidades deste processo são as urnas móveis que estarão disponível no deserto para que as comunidades nómades de beduinos a quem se lhes dificultará ir aos povos, possam emitir seu voto.

O sufrágio -explicou Jalali- se realizará conforme tabelas de votação distribuídas em todos os centros a fim de comprovar os nomes dos votantes e evitar o duplo voto.

As cláusulas do anteprojeto têm sido divulgadas pela imprensa desde há mais de uma semana, e a população pelo geral aceitou-o, ainda que o artigo três da proposta tem suscitado reservas e críticas. Também o estado de crise que tem vivido o país devido à violência armada e terrorista tem feito estagnar o entusiasmo do público.

Esse artigo estipula que o Presidente do país deve ser muçulmano, e a proposição tem sido mal-considerada inclusive entre os próprios muçulmanos, pois a gente considera de que não há por que especificar de que religião ou fé deve ser o líder de um país onde também há cristãos e drusos. Inclusive, frente ao Parlamento aconteceu uma vigília para exigir uma emenda a esse artigo.

"Bom, é difícil comprazer a todo mundo; ademais, nós, árabes somos complicados; somos como a areia, difícil de manter unida na mão pois sempre escorre entre os dedos", ilustrou para a Prensa Latina Rabab Alkassem, uma septuagenária damasquina que tem vivido diferentes épocas da vida política e social da Síria.

O ministro anexo Jalali assinalou que se algum cidadão tem qualquer objeção ao referendo, pode ir ao responsável pela mesa de votação e ao encarregado da circunscrição que integra um comitê com um juiz, e propor sua queixa. Estas serão recolhidas e avaliadas.

A contagem dos votos se realizará pelos encarregados das urnas uma vez concluída a votação, que peraparão um relatório, imediatamente enviado às instâncias superiores. O anúncio oficial dos resultados o fará o ministro do Interior na segunda-feira.

O general de brigada acrescentou que pessoal das forças de segurança interna custodiarão as urnas e os centros de votação em cada povoado, e terão a missão também de transportar as caixas com os votos e os relatórios da cada uma das mesas de votação para entregar às autoridades provinciais, que realizarão a contagem da cada uma de suas comarcas.

Esse resultado se enviará então ao Ministério do Interior, órgão central atribuído para velar pela segurança do referendo e seus resultados.

http://www.iranews.com.br/noticias.php?codnoticia=7619

 


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