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Geórgia realiza operação policial no vale do Kodori

27.07.2006
 
Geórgia realiza operação policial no vale do Kodori

Na noite da terça-feira, a Geórgia começou uma operação policial no vale do Kodori, no Noroeste do país, contra o ex-enviado presidencial para essa região, Emzar Kvitsiani que  declarou  deixar de se submeter ao Governo de Tbilisi.

 Kvitsiani era o representante oficial do presidente da Geórgia na região, no tempo de Eduard Chevardnadze. Os habitantes da parte alta do vale do Kodori, consideram-se georgianos mas são de etnia "svan", têm uma língua própria e são orgulhosos da sua autonomia.

 Entre as forças oficiais e as milícias locais, todo o dia passado conduziam os combates, mas as informações divergem quanto ao número de vítimas. Segundo fontes locais, mais de 50 feridos teriam dado entrada no hospital de Zugdidi, mas as autoridades georgianas afirmam que feridos foram apenas dois soldados.

 O ministro do Interior georgiano, convidou os civis a abandonarem Ajara. Os rebeldes recusaram, entretanto, um ultimato do Governo de Tbilisi que exigia que estes depusessem as armas num prazo de quatro horas.


Diante do agravamento da situação no vale do Kodor, a Rússia advertiu a Geórgia sobre a inadmissibilidade de qualquer transgressão aos acordos vigentes – declarou o chanceler Serghei Lavrov. "Moscou vai acompanhando com a maior atenção o desenrolar da situação e espera que o Governo em Tbilissi dê atenção a este apelo" , disse o diplomata aos jornalistas em Roma.

"A concentração de forças no vale do Kodori pela Geórgia prova que nessa região se está realizando uma operação puramente militar" , comentou Valeri Ievnevitch, vice-comandante supremo do Exército da Rússia.

 Segundo os dados dos observadores militares russos da força de  manutenção de paz estabelecida na região, foram enviados para o vale do Kodori, pelo menos 300 militares georgianos e, ao longo do dia de ontem, continuavam a chegar reforços.Na área estarão em acção 10 helicópteros da força aérea georgiana, e na região da povoação de Ajara há combates directos. 

 As autoridades da vizinha Abkházia avisaram que ordenarão atirar para matar, caso quem quer que seja se aproxima da sua fronteira. Esse aviso foi lançado por Serghei Bagapch, presidente da autoproclamada República da Abkházia.


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