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Kosovo: Uma Questão Sérvia

27.01.2007
 
Kosovo: Uma Questão Sérvia

Factos: O Kosovo é sérvio. A nação sérvia incluiu sempre o componente Kosovo, o coração que bate no centro da psique sérvia. A intromissão recente de Martti Ahtissaari com o seu plano absurdo de independência não só desafia a lógica, mas a sua aceitação por cinco dos seis membros do Grupo de Contacto (também membros do G8) deve ver Mussolini e Hitler a rirem nos seus túmulos pois foi esse seu plano de uma Grande Albânia Fascista. Mais uma vez, a história prova que quem tem razão é a Sérvia e quem está errado é a Albânia. Veremos.

Os Estados Unidos da América, o Reino Unido, França, Alemanha, Itália…cinco nações cujas histórias colonialistas e práticas de escravatura falam por si, acham boa ideia contradizer o que a história tem estado a tentar impedir nos Balcãs durante séculos, nomeadamente a criação de uma Grande Albânia, dando o aval ao plano para criar um Kosovo independente do enviado especial finlandês da ONU, Martti Ahtissaari.

Independência “Gradual e incondicional” para Kosovo, retirar o coração da Sérvia, um acto de arrogância bradante intrusivo, intrometido e insolente de povos não balcânicos. E o quê é que tem a ver com eles? O quê é que tem a ver com a Finlândia, Inglaterra, América, Alemanha, França ou Itália deliberarem sobre o que é ou não é território sérvio, retirar o berço da nação, a terra natal colectiva do povo e conceder a sua independência?

Sim, noventa por cento da população são etnicamente albaneses, albaneses kosovares, mas por quê? Porque durante décadas, mulheres albanesas tinham a prática de ir parir em Kosovo (Sérvia e depois, Yugoslávia) onde o nível de vida era mais alta e civilizada. Nascido o bebé, seguia um ror de gente, maridos, irmãos, irmãs, pais, avos, tios, a jorrarem pela fronteira dentro, infligindo-se nos residentes sérvios.

Seria como se a Marselha fosse ocupada por norte-africanos, que expulsassem os franceses e declarassem a cidade uma enclave argelina. Seria como a cidade de Leicester na Inglaterra ter uma população de 90% bengaleses que instalassem um estado corânico, impondo a lei Sharia sobre os poucos ingleses ainda residentes. Seria como uma cidade alemã com uma população maioritária de turcos que sucedessem da Bundesrepublik e formassem um Estado Livre Turco. Depois, são apoiados pela ONU, que convida nações com tradições imperialistas a traçarem linhas em mapas, declarando que “este território não é seu, é deles”, como historicamente dividiam nações e povos pelo mundo fora, declarando “isso é nosso, e aquilo é seu”.

Mussolini e Hitler devem estar a rir nos seus túmulos

O único país membro do Grupo de Contacto a defender a lei internacional, o processo devido e o estado da lei, como sempre, é a Federação Russa, que recusa a aceitar qualquer decisão que seja humilhante para a Sérvia e que quer adiar qualquer decisão até que for formado um governo sérvio (depois das eleições) para deliberar sobre a questão. Afinal, é a alma da sua nação que Ahtissaari quer arrancar. Mussolini e Hitler devem estar a rir nos seus túmulos, porque foram eles que em 1941 integraram Kosovo na Grande Albânia, e forçaram dezenas de milhares de sérvios a fugir das suas casas, em troca do apoio dos albaneses fascistas.

História prova que Sérvia tem razão e Albânia não

Em várias ocasiões, o governo da Albânia tem afirmado que os albaneses são os descendentes dos ilírios, os habitantes originais desta região e que por isso têm direito a reclamar esta região da Sérvia. Contudo, para quem queira fazer alguma pesquisa, fica evidente que os albaneses se enganaram acerca da sua própria história. Por muito que se adultere a palavra “Ilíria”, não se chaga mais perto da palavra “Albânia” do que o nome do tribo “Albani”, que viviam nas margens do Mar Cáspio e que muitos séculos depois dos ilírios terem sido vencidos pelos romanos migraram para o ocidente e para seu reduto montanhês, onde estas tribos permaneciam como os “Shqiperi” ou “povo águia”. Polybius (200 – 118 BC) disse que os Albani e Ilírios falavam duas línguas distintas e que precisavam de intérpretes para se entenderem. De facto, foi sob o domínio dos otomanos nos Balcãs que os albaneses se identificaram definitivamente com a região onde habitam hoje.

Por isso não têm qualquer direito histórico sobre esta região. Foi o exército sérvio, liderado pelo Príncipe Lazar, que travou a batalha heróica de Kosovo Polye (Campo dos Melros) em 28 de Junho de 1389, ganhando um empate honorável contra o poderio do Império otomano, mas ficando enfraquecido de tal maneira que em 1459 todo o país era já ocupado. Contudo, Kosovo Polye ficou nos corações e mentes de gerações de sérvios durante séculos, sendo seu grito de guerra e foco de identidade. Sérvio sim, albanês não.

Se estas nações imperialistas que querem doar o Kosovo a aqueles que o invadiram durante séculos pensassem numa batalha que significasse o sacrifício das suas nações, seria para a Sérvia Kosovo Polye, perto de Pristina.

Dar Kosovo aos albaneses por torná-lo num estado independente iguala dar o aval às práticas fascistas dos albaneses durante a segunda guerra mundial quando tomaram o lado do Hitler. É dar o aval aos actos de terrorismo perpetrados pela Ushtria Çlirimtare ë Kosoves, KLA, contra albaneses conterrâneos e sérvios nos anos 1990. É criar uma questão albanesa outra vez nos Balcãs, porque depois de Kosovo será a vez da Grécia, Macedónia, Sérvia (outras regiões) e Montenegro. Talvez deveria ser estas nações a decidirem o que acontece nas suas fronteiras e não Washington, Londres, Paris, Berlim, Roma e Helsinki e talvez estes países deveriam, uma única vez, esquecer sua arrogância e escutar as palavras de Vladimir Putin.

Timothy BANCROFT-HINCHEY

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