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Procurador chadiano pede até 11 anos de trabalhos forçados para franceses

26.12.2007
 
Procurador chadiano pede até 11 anos de trabalhos forçados para franceses

No Chade decorre o julgamento do caso Arca de Zoé. Os seis membros dessa  ONG estão acusados de tentar levar 103 crianças ilegalmente do Chade para a França. O procurador da Corte Criminal de Ndjamena pediu nesta quarta-feira (26) penas de entre sete e 11 anos de trabalhos forçados para os acusados.

O procurador geral Beassum Ben Ngassoro pediu que os seis franceses sejam declarados culpados de "tentativa de seqüestro de crianças com o objetivo de comprometer seu estado civil" (a alegação era de que as crianças seriam órfãs de guerra, o que se mostrou uma mentira), de "falsificação e uso de documentos falsos em escrituras públicas" e de "consumos não pagos".

 O presidente da ONG Eric Breteau que está entre acusados na sexta-feira passada que sua ação foi uma "legítima missão humanitária para salvar órfãos de guerra".

"Rejeito todas as acusações que tem sido feitas contra nós. Nossa associação atuou por motivos puramente humanitários e em conformidade com a declaração universal dos direitos humanos e a Convenção de Genebra de 1959", disse Breteau no início do julgamento. por tentativa de seqüestro e fraude que as autoridades chadianas realizam contra os seis franceses envolvidos. Todos os membros da ONG fizeram greve de fome por uma semana em protesto contra o que classificam como "acusações inverossímeis".

Três chadianos e um sudanês também são julgados sob a acusação de cumplicidade com os franceses. As declarações de um deles conflitam com os depoimentos dos franceses.

O sudanês Souleyman Ibrahim, que trabalhou para o grupo disse em um tribunal que os membros da entidade mentiram para ele, escondendo seu plano de levar as crianças de avião para a Europa. Ibrahim disse que os membros da Arca de Zoé lhe pediram para encontrar crianças pobres em vilarejos no leste do Chade, na área que faz fronteira com a região problemática de Darfur, no Sudão.

Ele afirmou que os membros da entidade lhe disseram que as crianças receberiam educação em centros que seriam dirigidos pelo grupo na região fronteiriça.

"Eles me enganaram. Disseram que as crianças iriam ficar em Adre (no leste do Chade)...Se eu soubesse que seriam levadas para outro lugar, não teria concordado", disse Ibrahim, falando em árabe. Ibrahim disse ter encaminhado quatro crianças de sua própria família para o grupo.

Os franceses foram presos em outubro quando autoridades chadianas os impediram de embarcar as crianças num vôo charter com destino à França.


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