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Milhares de hondurenhos enfrentam a repressão militar e vão para a fronteira apoiar Zelaya

26.07.2009
 
Milhares de hondurenhos enfrentam a repressão militar e vão para a fronteira apoiar Zelaya

Raimundo Lopez, enviado especial

 

Milhares de hondurenhos retomaram neste sábado (25) a marcha para o posto limítrofe com Nicarágua das Manos, apesar da barreira das forças armadas e da polícia, confirmaram dirigentes da resistência popular.

 

Um dos líderes das bases do Partido Liberal que se opõem ao golpe militar do 28 de junho passado, Carlos Eduardo Reina, exortou a buscar formas para eludir a vigilância das tropas golpistas.

 

Reina assegurou a Rádio Balón que mantém uma cobertura ininterrupta da resistência, que o presidente, Manuel Zelaya, lhe ratificou telefonicamente que prosseguirá seus esforços por restabelecer o estado de direito. Nos arredores do supermercado Villas del Sol, na saída ao oriente da capital, centenas de pessoas prepararam-se para partir, com água, alimentos e outros recursos para as milhares de pessoas já em caminho.

Testemunhas relataram telefonicamente a Prensa Latina que há 10 ônibus e uma quantidade não precisa de automóveiss e camionetas onde se estavam embarcando os manifestantes para seguir para a fronteira.

 

O líder da Confederação de Patronatos de Honduras, Marcos Antonio Garay, precisou a Rádio Balón que não se deixarão intimidar pelo toque de recolher para todo o dia decretado tarde ontem à noite pelo governo de fato no departamento Paraíso.

Não reconhecemos nenhuma disposição desse grupo de golpistas que têm usurpado o poder, sublinhou Garay, quem exortou aos simpatizantes de Zelaya a ocupar todos os municípios e patronatos (instâncias de bairros) do país.

 

Acrescentou que buscarão a forma de superar as 18 barreiras colocadas pelas forças armadas e a polícia no caminho às Manos, 197 quilômetros ao leste de Tegucigalpa, até conseguir reunir com o presidente eleito pelo povo.

 

Na comunidade de Arenales, próxima à cidade de Danlí, a 97 quilômetros da capital, os militares fecharam a passagem a dois mil manifestantes, informou o enviado especial de Prensa Latina, Ronnie Huete.

 

Acrescentou que há versões de que a mãe, esposa e filha de Zelaya, Hortensia Rosales, Xiomara Castro e Hortensia, respectivamente, entraram na selva, sem maior proteção, para fugir do cerco militar.

 

A jovem Hortensia, popularmente conhecida como La Pichu, afirmou ontem à noite que prosseguirão a luta pelo restabelecimento da ordem constitucional e seu direito a encontrar com seu pai.

 

Relatórios difundidos por Rádio Balón asseguram que as forças armadas estão reforçando o número de tropas próximo a Manos e mencionam a detenção do coronel do exército que ontem conversou com Zelaya nesse lugar.

 

Texto: Raimundo Lopez, enviado especial/Prensa Latina

 

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