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Visita de Condoleezza Rice malogrou completamente

26.07.2006
 
Visita de Condoleezza Rice malogrou completamente


Hoje inicia a Conferencia de Roma para o Libano. Entretanto a situação no Próximo Oriente piora. Pessoas inocentes continuam morrendo no Líbano e na faixa de Gaza por causa de um recurso à força abusivo por parte de Israel.

 Analistas da imprensa russa supõem que a súbita visita realizada a Beirute pela secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, malogrou completamente. A visita de Rice foi vista por muitos observadores como manifestação do apoio moral ao Governo libanês. Mas, não obstante os sorrisos protocolares, os dirigentes libaneses ficaram profundamente decepcionados com as propostas dos Estados Unidos, os quais condicionaram de fato o processo de paz ao desarmamento do Hezbollah.

 Depois do Líbano, Rice foi a Israel falar com o Primeiro-ministro israelita. A Secretária de Estado norte-americana admitiu que é tempo de um novo médio Oriente, «é tempo de dizermos aos que não querem um Médio Oriente diferente, que nós levaremos a melhor, e eles, não. Muito obrigado.»

Muitos  consideram que as palavras de Condoleezza Rice é um sinal verde para Israel continuar com a ofensiva.


No entender do cientista político russo Aleksandr Pikaiev, essa posição de Washington é nada racional, comunica Voz da Rússia. Os Estados Unidos vão ficando numa situação bastante complicada, porque, ao mesmo tempo que reivindicam o cessar-fogo, sancionam a continuação das ações militares e, consequentemente, a continuada morte de civis, tanto no Líbano como em Israel. 

Uma grande parte do mundo árabe mostra-se extremamente descontente com o fato de os Estados Unidos terem mais uma vez tomado o lado de Israel. Possivelmente, os políticos em Washington crêem na verdade que Israel possa destruir a infra-estrutura do Hezbollah. Até o momento, porém, os extremistas estão dando provas de uma vitalidade surpreendente continuando a bombardear o território israelense com mísseis.

 As Partes beligerantes vão se comportando com uma tenacidade que em outras circunstâncias só mereceria aplausos.

Para a resolução do conflito deverá contribuir o encontro que hoje (26) se inaugura em Roma, onde se reunirão os chanceleres da Rússia, Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Itália, Líbano, Jordânia, Arábia Saudita e Egito. Além de diplomatas, chegarão a Roma representantes das Nações Unidas, da União Européia e do Banco Mundial.

 A Rússia defende a necessidade de uma cessação imediata das hostilidades e retorno das Partes interessadas para a mesa de conversações. Por sinal, entende que a libertação dos reféns é uma condição obrigatória para reatamento do processo de paz.

Um outro tema a examinar em Roma é a idéia de uma força de paz. Para o chanceler russo Serghei Lavrov, esse contingente só poderia ser formado com base no mandato respetivo do Conselho de Segurança das Nações Unidas e com o consentimento de Israel e Líbano para seu estacionamento na região.


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