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Hillary Clinton diz que sua família saiu 'falida' e endividada da Casa Branca

26.06.2014
 
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Hillary Clinton diz que sua família saiu 'falida' e endividada da Casa Branca

WASHINGTON/ESTADOS UNIDOS - Ex-secretária de Estado e ex-primeira dama dos Estados Unidos, Hillary Clinton, disse em uma entrevista à rede de televisão 'ABC' que sua família estava "completamente falida" e com várias dívidas quando deixou a Casa Branca há mais de 12 anos.

 por ANTONIO CARLOS LACERDA

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"Deixamos a Casa Branca não só falidos, mas com muitas dívidas. Não tínhamos dinheiro quando chegamos lá e custamos para reunir os recursos para as hipotecas, as casas, a educação de Chelsea (sua filha única). Não foi fácil", confessou a esposa do ex-presidente Bill Clinton.

Com isso, Hillary Clinton justificou como tanto ela, como seu marido, cobraram por várias palestras desde que deixaram a mansão presidencial. Algumas delas chegaram a custar US$ 750 mil, no caso do ex-presidente, e US$ 200 mil, no de Hillary.

Perguntada na entrevista se considera que os americanos poderão entender um valor "cinco vezes maior que salário médio nacional por um discurso", Hillary Clinton rebateu. "Acho que cobrar por palestras é muito melhor do que se juntar a um grupo ou empresa como fizeram tantos outros que deixaram a vida pública".

Quando deixou a Casa Branca, a família Clinton tinha uma dívida total estimada entre US$ 2,28 milhões e US$ 10,6 milhões, segundo dados da emissora 'CNN'. "Nunca tive dinheiro até que saí da Casa Branca, mas me saí razoavelmente bem desde então", comentou Bill Clinton em um fórum na África do Sul em 2010. "Bill trabalhou duro, trabalhou muito duro", destacou Hillary na entrevista.

Desde que deixou o Departamento de Estado em 2013, Hillary Clinton teria acumulado até US$ 5 milhões em palestras, segundo dados da publicação 'Mother Jones'. No entanto, também é frequente que tanto ela como seu marido façam palestras de graça.

Na mesma entrevista, Hillary garantiu que 'virou a página' sobre a aventura extraconjugal de seu marido, o ex-presidente Bill Clinton, com a ex-estagiária Monica Lewinsky, e diminuiu a importância de sua reaparição.

 

"(Ela) é perfeitamente livre para fazê-lo (falar sobre o escândalo). A vejo como uma americana que se expressa como bem entende. Mas não é algo sobre o qual eu pense demais", disse.

 

Monica Lewinsky reapareceu em maio, após dez anos longe dos holofotes, com uma entrevista para a "Vanity Fair" em que precisamente defendeu que voltava a falar sobre seu "affair" presidencial para "virar a página" de uma história que, garantiu, marcou sua carreira profissional.

 

"Eu virei a página e é assim que vejo minha vida e meu futuro", afirmou Hillary. Ao ser perguntada se, em alguma ocasião e conforme foi divulgado pela mídia, chamou Lewinsky de "lunática narcisista', Hillary se limitou a dizer: "não vou comentar o que disse ou deixei de dizer nos anos 1990".

 

A ex-secretária de Estado também disse que as críticas a sua gestão dos atentados terroristas de Benghazi, na Líbia, em 2012 são mais "uma razão para concorrer" à Presidência "do que o contrário".

 

"Realmente é mais uma razão para eu concorrer do que o contrário, pois não acredito que nosso grande país deva disputar campeonatos de segunda categoria. Devemos estar nos principais", afirmou Hillary.

 

Sua criticada gestão dos atentados de Benghazi (Líbia), em que quatro americanos morreram, entre eles o embaixador nesse país, voltou à tona recentemente com a criação, por parte dos legisladores republicanos, de uma comissão na Câmara dos Representantes para investigar essa crise.

 

"Acho que isso realmente é uma distração do trabalho duro que o Congresso deveria estar fazendo sobre os problemas do nosso país e do mundo", opinou Hillary, por enquanto a possível candidata democrata mais bem cotada para a corrida presidencial de 2016.

 

A chefe das relações exteriores americanas até 2013, também defendeu que não havia nada em suas mãos para que pudesse ter atuado de forma diferente para evitar a tragédia em Benghazi.

 

"Assumo a responsabilidade, mas eu não tomava as decisões de segurança", afirmou, para explicar depois que ela confiou no posicionamento dos especialistas sobre a manutenção da segurança no consulado. "Teria dado o possível para que não tivesse ocorrido', acrescentou Hillary. (EFE).

 

ANTONIO CARLOS LACERDA é Correspondente Internacional do PRAVDA.RU

 


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