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A influência do pensamento russo na economia mundial

25.10.2009
 
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13. O filósofo Gueórgui Valentinovitch PLEKHANOV (1857-1918) foi o pioneiro na divulgação do marxismo na Rússia. PLEKHANOV escreveu O papel do indivíduo na história. De acordo com PLEKHANOV, “Perguntem, por exemplo, ao conde Leon Tolstoi se é justa a opinião de Chenischevski sobre a guerra. Tolstoi dirá que é absolutamente falsa, dado que a guerra é um mal e o mal nunca pode ser o bem. O conde de Tolstoi julga todos os problemas do ponto de vista da abstração ‘ou uma coisa ou outra’, o que retira às suas conclusões toda a seriedade. Como pensador, é completamente alheio à dialética e isto explica, entre outras coisas, a sua instintiva repugnância pelo marxismo” (1977, p.101).

14. O economista Eugen SLUTSKY (1880-1948) escreveu O somatório de causas aleatórias como fonte de processos cíclicos em 1927. SLUTSKY ficou conhecido pelo seu trabalho de derivações na popular Equação de SLUTSKY, que é muito utilizada em microeconomia, na teoria do consumidor, para separar o efeito-substituição do efeito-renda, quando ocorre uma mudança no preço de um bem demandado.

De acordo com o Prof. Paulo Sandroni, “ele provou que as oscilações ‘periódicas’ em séries temporais econômicas, meteorológicas etc. não necessariamente evidenciam a presença de qualquer causa periódica subjacente; essas oscilações seriam típicas de todas as sequências aleatórias correlacionadas serialmente” (2008, p.781).

15. Já Iossif Vissarionovitch Dihugashuili, vulgo Joseph STALIN (1879-1953), foi o grande líder russo. STALIN foi responsável pelos planos de desenvolvimento econômico da URSS que definiu metas de produção para a economia estatal soviética. O Primeiro Plano Quinquenal foi implementado em 1928. STALIN, antes de morrer, escreveu Problemas econômicos do socialismo na URSS em 1952. Com STALIN, foi abandonada a política gradualista da NEP e implantados os Planos Quinquenais. STALIN criou os sovkhozes (fazendas estatais), nos quais a produção agrícola iria para o governo comunista e os kolkhozes (cooperativas de produção), nos quais a produção era dividida entre os camponeses.

Mais uma vez citando o Prof. Paulo Sandroni, observamos que “Durante seu longo governo, Stalin dirigiu a execução de cinco planos quinquenais. (...) fortaleceu seu poder pessoal após a derrota do nazismo na Segunda Guerra Mundial, feito do qual foi um dos principais artífices. No pós-guerra, empreendeu a reconstrução econômica do país, recusando-se a participar do Plano Marshall, por considerá-lo instrumento da hegemonia norte-americana” (p.797). Mais de 26 milhões de pessoas da União Soviética morreram na II Guerra Mundial.

16. TROSKY (1879-1940) foi, ao lado de LÊNIN, um dos principais líderes da Revolução de Outubro. Em 1930, escreveu A história da Revolução Russa. Lev Davidovich Bronstein, é um russo de origem judaica que, mais tarde, assumiria o nome de guerra de Leon TROTSKY. Em 1923 aprofundou-se a cisão entre ele e seu camarada STALIN do Partido Bolchevique, provocada pela ascendência deste na crescente burocracia partidária e por divergências políticas relacionadas aos rumos da revolução. TROTSKY propugnava a expansão da revolução por outros países, enquanto STALIN formulava a doutrina do socialismo em um país único.

De acordo com TROTSKY, “A Rússia, ainda nos primeiros meses de 1917, era a monarquia dos Romanov. Oito meses mais tarde os bolcheviques apoderavam-se do leme, eles que, no principio do ano, eram desconhecidos, e cujos líderes, no momento mesmo do acesso ao poder, foram inculpados de alta traição. Não encontramos na história outro exemplo de uma reviravolta tão brusca, sobretudo se nos lembramos de que se trata de uma nação contando com 150 milhões de habitantes. Claro está que os acontecimentos de 1917 – sob qualquer prisma em que os consideremos – merecem ser estudados” (1978, p.15).

Para TROTSKY, “Nenhuma classe historicamente definida pode sair da situação de subalterna para, numa noite, elevar-se ao poder, e mesmo que se tratasse de uma noite de revolução. Seria necessário que ocupasse desde a véspera uma situação de extraordinária independência em relação à classe dominante” (p.184).

Ainda segundo TROTSKY, “Proletariado era a força motriz da Revolução. Concomitantemente a Revolução formava o proletariado. E disto estava ele bastante necessitado” (p.351).

TROTSKY foi o grande comandante da Guarda Vermelha na Revolução de Outubro. TROTSKY disputou a sucessão de LÊNIN com STALIN e, sendo derrotado, foi para o México, a fim de escapar da perseguição que certamente lhe seria feita pela polícia política de STALIN. Não adiantou, pois acabou sendo assassinado com uma machadada na cabeça em 1940. Pouco antes de sua morte, disse: “Mas sejam quais forem as circunstâncias da minha morte, morrerei com fé inabalável no comunismo”.

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