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A influência do pensamento russo na economia mundial

25.10.2009
 
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8. Simon Smith KUZNETS (1901-1985) foi o primeiro economista que nasceu na Rússia a ganhar o Prêmio Nobel de Economia. Em 1971, KUZNETS escreveu a famosa obra Crescimento econômico das nações no mesmo ano que ganhou o Nobel em Estocolmo, Suécia, já como economista norte-americano. Depois da Segunda Guerra Mundial o mundo foi dividido em países ricos (leia-se Primeiro Mundo), países socialistas (Segundo Mundo) e países pobres (Terceiro Mundo). As teorias e as práticas do crescimento econômico foram repensadas pelo Prof. KUZNETS, da Universidade de Harvard. KUZNETS mostrou que o crescimento econômico pressupõe o aumento per capita da produção e exige mudanças estruturais, tanto nas instituições, quanto nas práticas sociais e econômicas.

9. Vladimir Ilyich Ulyanov, LÊNIN (1870-1924), foi o principal líder da Revolução Russa em 1917. A sua principal obra, O Desenvolvimento do Capitalismo na Rússia (1899), completou, em 2009, 110 anos de publicação. Nela, afirma LÊNIN, “Quando nos voltamos para a Rússia, o problema a ser resolvido é o seguinte: o capital comercial e usurário está ligado ao capital industrial? Ambos, operando a decomposição do velho modo de produção, preparam a sua substituição pelo modo de produção capitalista ou por outro qualquer? Estas são as questões reais que devem ser respondidas em relação a cada aspecto da economia nacional russa” (1982, p.120).

Mais à frente, observa LÊNIN: “O capitalismo amplia e aprofunda em gigantescas proporções, entre a população rural, as contradições sem as quais não pode existir esse modo de produção. Apesar disso, dada a sua significação histórica, o capitalismo agrário é, na Rússia, uma força progressista notável” (p.203).

E, mais adiante: “O assalariado agrícola ou diarista dotado de um lote de terra é um tipo comum a todos os países capitalistas. Um dos principais erros dos populistas é ignorar que, na Rússia, forma-se um tipo análogo. Em quinto lugar, é absolutamente falso colocar o problema do desemprego da temporada de inverno para os agricultores independentemente do problema mais amplo da superpopulação capitalista. A formação de um exército de reserva de desempregados é um fenômeno próprio do capitalismo em geral, e as peculiaridades da agricultura apenas determinam as formas específicas desse fenômeno. É por isso que o autor d’ O Capital estuda a questão da distribuição dos trabalhos agrícolas relacionando-a à da ‘superpopulação relativa’, retornando a ela num capítulo especial consagrado à diferença ente ‘o período de trabalho’ e o ‘tempo de produção’” (p.208).

E, em seguida enfatiza: “Concluindo, resta-nos fazer apenas o balanço daquilo que a nossa literatura econômica chama de ‘missão’ do capitalismo, vale dizer, do seu papel histórico no desenvolvimento econômico da Rússia. [...] as profundas contradições do capitalismo russo, obnubilando a desintegração do campesinato, o caráter capitalista da evolução da nossa agricultura, a formação de uma classe de operários assalariados industriais e agrícolas como posse de um lote de terra, escamoteando o absoluto predomínio das formas inferiores e piores do capitalismo na famigerada indústria ‘artesanal’”. (p.373).

Em 25 de outubro de 1917, os bolcheviques (representantes da maioria) cercaram a cidade de Petrogrado, que sediava o governo provisório russo com o intuito de tomar o poder. O líder do governo, Aleksander Kerensky, conseguiu fugir, mas diversos outros governantes foram presos. Os sovietes reuniram-se num congresso e delegaram o poder governamental para o Conselho dos Comissários do Povo , presidido por Lênin. Sem demora, esse conselho tomou medidas de grande impacto revolucionário, como:

1. Pedido de paz imediata : Retirou a Rússia da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e assinou com a Alemanha o Tratado de Brest-Litovsk, firmando a paz com os alemães;

2. Confisco de propriedades privadas : Reforma Agrária, ou seja, grandes propriedades foram tomadas dos aristocratas e da Igreja Ortodoxa para serem distribuídas entre o povo.

3. Estatização da economia : Controle operário das fábricas, isto é, o novo governo passou a intervir diretamente na vida econômica, nacionalizando diversas empresas e bancos estrangeiros.

LÊNIN fechou a Assembléia Constituinte e instalou a Ditadura do Proletariado, renomado o Partido Bolchevique para Partido Comunista.

10. O economista russo Wassily LEONTIEF (1906-1989), radicado nos EUA desde 1931, foi o criador da análise de input-output (insumo-produto) dos grandes agregados econômicos que estimulou e desenvolveu o enfoque macroeconômico com base em dados reais. LEONTIEF recebeu em 1973 o Prêmio Nobel de Economia. A principal obra de LEONTIEF foi intitulada A economia do insumo-produto, publicada em 1966. LEONTIEF é considerado o “Apóstolo do Planejamento Econômico”.

De acordo com LEONTIEF, “No Japão, o único país não-comunista a igualar e mesmo a superar a taxa de crescimento econômico da União Soviética, existe uma estreita cooperação entre o Governo e o setor privado no desenvolvimento e aplicação da análise chamada de insumo-produto, desde 1956” (1988, p.10).

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