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A influência do pensamento russo na economia mundial

25.10.2009
 
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O período seguinte, caracterizado pela Nova Política Econômica (NEP), foi aquele em que se conseguiu colocar ordem no caos predominante, a fim de se atingir um estágio posterior onde fosse possível um planejamento centralizado da atividade econômica. De fato, só em 1928 é adotado o I Plano Quinquenal.

Se Lênin foi o responsável pela estruturação do Capitalismo de Estado, foi nos anos seguintes, com Stalin (que venceu a disputa sucessória com Trotsky), que o marxismo-leninismo efetivamente se consolidou. Nas quase três décadas em que permaneceu no poder, Stalin fez uso de fortíssima repressão, com a eliminação de todos aqueles sobre os quais pairasse alguma dúvida a respeito de sua fidelidade ao regime. Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), teve início o esforço de ampliação da influência socialista, através da anexação das repúblicas que deram origem à União Soviética e do apoio à conversão de diversos países da Europa Central e do Leste ao regime socialista.

Com a morte de Stalin, em 1953, Kruschev assumiu o poder e, com ele, ocorreu um período de tentativa de suavização. Em meio a essa tentativa, porém, teve lugar a “crise dos mísseis” (1962) que levou à tensão máxima entre as superpotências. Em 1964, Kruschev foi afastado do cargo de Primeiro Ministro por rivais na liderança do partido. Ascendeu ao poder Leonid Brezhnev e, com ele, a volta da linha dura. Nos anos 70, ocorreu um esforço generalizado das lideranças das grandes potências em direção a um melhor entendimento e Brezhnev foi quem conduziu as negociações pela União Soviética. Sua morte deu lugar a uma fase em que o poder foi ocupado rapidamente, primeiro por Yuri Andropov, depois por Konstantin Chernenko. Até que, em 1985, surgiu Mikhail Gorbachev, que com suas políticas de abertura (glasnost) e reestruturação (perestroika), deu início a uma das mais espetaculares reviravoltas do cenário político contemporâneo.

Boris Yeltsin, seu sucessor, tentou, em meio a enormes dificuldades, manter a situação sob controle nessa longa fase de transição rumo à democracia no plano político e à economia de mercado. No último dia de 1999, diante dos constantes problemas de saúde e de inúmeras denúncias de corrupção envolvendo membros de seu governo, acabou renunciando, sendo sucedido por Vladimir Putin, a princípio, interinamente, e depois eleito de forma definitiva. Putin presidiu a Rússia até 2008, quando passou a ser Primeiro Ministro. Foi sucedido na presidência por Dmitry Medvedev que se t ornou o terceiro presidente da Rússia, ao vencer as eleições de 2 de março de 2008, com 71,25% dos votos. Seu mandato teve início em 7 de maio de 2008.

3. Os grandes pensadores (economistas e não-economistas) da Rússia

São expostos, na ordem alfabética da língua portuguesa, alguns dos maiores pensadores (economistas e não-economistas) que nasceram no país de maior extensão territorial do mundo: Bakunin, Baran, Bortkiewicz, Bukharin, Chayanov, Kantorovith, Kondratieff, Kuznets, Lênin, Leontief, Hurwicz, Gorbachev, Plekhanov, Slutsky, Stalin, Trotsky e Tugan-Barankowsky.

1. Começamos pelo filósofo russo Mikhail Alexandrovitch BAKUNIN (1814-1876). Em 1873, BAKUNIN escreveu o livro intitulado O Estado e a Anarquia. Segundo BAKUNIN, o Estado é tido como a base de todos os males sociais. BAKUNIN defendia que as energias revolucionárias deveriam ser concentradas na destruição das “coisas”, no caso, o Estado, e não das “pessoas”. BAKUNIN identifica a fonte de todo problema na centralização da autoridade e do Estado, que acabam por criar um obstáculo ao desenvolvimento das pessoas e das nações, razão pela qual deve ser eliminado, pelo menos na forma com que costuma existir até então. Portanto, no final do século XIX, BAKUNIN foi o criador do anarquismo, proposta que teve no francês Pierre-Joseph Proudhon (1809-1865) seu seguidor de maior expressão.

2. Em seguida, observamos o pensamento do economista Paul Alexander BARAN (1910-1964). Em 1975, BARAN escreveu a obra intitulada A economia política do desenvolvimento. BARAN foi precursor e estudioso da problemática do subdesenvolvimento. Em seu livro explorou as razões do subdesenvolvimento, relacionando-as com o imperialismo e o colonialismo. BARAN analisou e mostrou as diferentes problemáticas que os países subdesenvolvidos enfrentam em relação àquelas que os países como Japão e Austrália enfrentaram. Distinguiu o papel dos setores agrícola e industrial nos países subdesenvolvidos considerando que o desenvolvimento deveria vir do setor industrial. Entretanto, concluiu que esse desenvolvimento não é possível pela falta de um mercado interno e pela concorrência simultânea dos países desenvolvidos.

Para BARAN “... as massas que acabam de passar por uma revolução, que lutaram e sofreram em combates amargos contra seus inimigos de classe e seus exploradores, internos e externos, buscam, e sentem-se no direito a, uma melhoria imediata na vida diária, na cidade e no campo” (1977, p.42).

Mais adiante, BARAN afirma que, “as forças que moldaram o destino do mundo subdesenvolvido ainda hoje influenciam poderosamente as condições econômicas e sociais que aí prevalecem. Suas formas mudarame variou sua intensidade; suas origens e direções, porém, permaneceram inalteráveis” (p.237).

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