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EUA estão preparando intervenção dereta no México?

25.06.2012
 
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Quanto mais perto das eleições presidenciais no México, mais vai divulgando a campanha na televisão e na mídia, destinada para convencer os eleitores de que as pesquisas com uma larga margem sejam lideradas pelo novo protegido do Departamento de Estado dos EUA, Enrique Peña Nieto. No entanto, uma votação preliminar nas maiores universidades do país mostrou que o número de votos para o candidato esquerdista Andrés Manuel López Obrador era de 85 por cento. Lopez Obrador em sua campanha eleitoral está apostando em jovens politicamente ativos e redes sociais. Na sua forma é semelhante à "primavera árabe", mas na essência é muito diferente.

O México é um ponto de apoio importantissimo dos EUA na América Latina e o único país na região que, sem limitação, perdeu a sua soberania sob a pressão da sua política agressiva. O controle direto dos territórios do Canadá e México é discutido nos estatutos do tal chamado "Comando do Norte", criado em outubro de 2002.

O documento afirma que toda a América do Norte desde o Alasca até o estado mexicano de Chiapas está sob o comando unificado do Pentágono. No dia-a-dia os EUA governa o país através da representação da DEA e outros serviços especiais sob o pretexto de combater o tráfico de droga, ao chantagear com o fortalecimento da legislação de imigrção, pois, mais de 12 milhões de mexicanos residem nos EUA.

Convencendo-se de que o candidato do governante Partido de Ação Nacional (PAN) Jozefina Vázquez Mota vai perder no primeiro turno das eleições em 1 de julho, os Estados Unidos fizeram uma aposta sobre o líder de outro Partido Institucional Revolucionário direito (PIR). Muito está em jogo: se López Obrador ganhar, o plano de Mérida, supostamente coordenando a luta contra o narcotráfico e o crime organizado, mas de fato controlando quase todas as esferas do governo, estará ameaçado.

Portanto, para garantir a vitória de Peña Nieto, ficam envolvidas a televisão e a mídia. Estão sendo transmitidas as pesquisas de opinião pública onde Peña Nieto lidera na margem de 20 pontos. No entanto, os números reais mostram a vantagem Nieto de apenas oito a nove pontos com o declínio da opinião pública. Ele mesmo contribuiu às mudanças negativas por uma vez não ter nomeado os autores dos três livros que influenciaram sua vida, o preço de um quilo de tortilhas e ter enganado grosseiramente no nível mínimo de subsistência, reduzindo-o pela metade.

Claro, era necessário corrigir a imagem do " novo presidente do México", como os EUA o chamam, então Peña foi convidado a falar contra a possibilidade da legalização da droga para combater a criminalidade associada a narcotráfico. No entanto, é claro para todos que nas políticas interiores ele vai continuar seguindo a política liberal do presidente Calderón, que durante quatro anos de seu reinado, de acordo com o Centro de Análise Econômica do Departamento de Universidade Nacional Autônoma do México, levou a um aumento do desemprego de 6,5 a 8,7 milhões.

López Obrador que lidera o Movimento de renascimento nacional da esquerda (AMLO) tem a posição oposta. Se for eleito o presidente, vai juntar-se aos governos de esquerda do Brasil, Argentina, Peru, e tornar-se-á um aliado do mais radical bloco de esquerda ALBA. Em 2006, Washington decidiu desafiar López Obrador por falsificar os resultados eleitorais. Sem dúvida, fá-lo-á agora, pois, a aposta no jogo é demasiado elevada.

Enquanto isso, tudo está realizando para desacreditar Obrador. Na mídia é apresentado como um "admirador secreto de Chávez." Porém, o seu programa é uma alternativa real a o de Peña Nieto, e tem uma solução diferente para o problema da luta contra o narcotráfico, que custou 50.000 vidas para o México. Lopez Obrador rejeita a estratégia atual da "guerra contra os narcocartéis ", usada por Washington e o governo de Calderón para justificar o uso do Exército dos EUA no território mexicano.

A luta contra o crime de drogas deve ser realizada pela polícia e outros organismos específicos e relevantes. Obrador promete invalidar os contratos da administração de Calderón com os EUA humilhantes para a soberania nacional, em especial, o plano de Mérida. Ele se opõe à privatização da Petróleos Mexicanos, defende a "soberania" de alimentos e a criação de sete mil empregos para jovens profissionais.

Ignorado pela televisão, Lopez Obrador adotou redes sociais. No domingo, 20 de maio com seu apelo vários comícios e passeatas ocorreram não apenas nas principais cidades do México, mas também na Argentina, Alemanha, Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, Chile, Cuba, Espanha e Estados Unidos. Eleições preliminares foram realizadas nas maiores universidades do país e mostraram que os jovens apoiam Obrador por uma margem de 80-85 por cento.

Outra evidência da sua força é o fato de que o Comitê de Segurança Nacional da Câmara dos Representantes no Congresso dos EUA realizou uma reunião sobre o impacto de possíveis mudanças na estratégia do próximo presidente do México. Os especialistas norte-americanos não as descartam. "Isso seria um golpe muito grave para os esforços que fizemos ao longo dos últimos seis anos no governo de Felipe Calderón", disse o agente especial da DEA Douglas Coleman.

O destino do México depende da atividade dos eleitores jovens sempre passivos no passado. São 14 milhões de pessoas, dos quais 3,5 milhões votarão pela primeira vez. Os EUA devem reter o México a qualquer custo, e se a solução pacífica não funcionar, um pretexto para uma invasão está sendo preparado.

Em 3 de abril na cúpula da América do Norte (Estados Unidos, México e Canadá), o presidente Obama disse: "Nós temos visto o crescente poder dos envolvidos no tráfico de drogas nos países perto de nós, acho que precisamos de nos preocupar com o que está acontecendo no México e na América Central, porque, quando há famílias, mulheres e crianças inocentes que são baleadas nas ruas, é o problema de todos e não apenas um problema deles. " O que é isso se não uma ocasião para uma intervenção aberta dos EUA no México?

Natalia Sinitsa

Lyuba Lulko

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