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Governo da Colômbia quer um negociador francês

25.05.2007
 
Governo da Colômbia quer um negociador francês

O ministro de Relações Exteriores colombiano, Fernando Araújo, considerou ontem (24) como adequado que a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) esteja disposta a se reunir com algum emissário francês para tentar um acordo humanitário sobre a questão dos reféns mantidos pelo grupo , segundo Efe. 

O chanceler fez a mesma consideração com relação à insistência das Farc em uma "zona de encontro" para que o Executivo da Colômbia e o grupo insurgente negociem a libertação de 56 seqüestrados "cambiáveis", entre eles a franco-colombiana e ex-candidata à Presidência do país Ingrid Betancourt.

O chanceler se referiu a declarações prévias do porta-voz internacional das Farc, "Raúl Reyes", conhecido como de Luis Édgar Devia, que pediu ao presidente da França, Nicolas Sarkozy, que "realize ações" para conseguir o retorno dos reféns.

Devia disse à "Agência de Notícias Nova Colômbia" ("ANNCOL"), que com freqüência divulga informações sobre os rebeldes, que as Farc continuam em seu "indeclinável compromisso com a busca da troca de prisioneiros", mas prévia à retirada da Polícia dos municípios de Florida e Pradera, povoados no sudoeste do país.

O Governo colombiano se nega a desmilitarizar ou retirar a Polícia destes dois municípios que considera "corredores" dos guerrilheiros para a passagem de armas e drogas entre a zona andina e a costa do Pacífico.

"O Governo colombiano autorizou há algum tempo uma comissão internacional", formada por representantes da França, Suíça e Espanha, para uma aproximação com os rebeldes, lembrou o chanceler, que era um dos reféns das Farc, de onde se fugiu o passado 31 de dezembro após seis anos de seqüestro.

A experiência de Araújo foi seguida no dia 28 de abril pelo policial John Frank Pinchao, detido pelos insurgentes nas selvas da fronteira leste com o Brasil desde novembro de 1998.

Após uma caminhada de 17 dias, Pinchao foi achado por policiais antidroga que o levaram a Mitú, cidade na qual tinha sido feito refém junto a outros 61 policiais, dos quais seis ainda continuam em cativeiro.

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