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Festival de Berlim - o massacre de jovens na Noruega

25.02.2018
 
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Festival de Berlim - o massacre de jovens na Noruega

Faz sete anos, quase uma centena de jovens noruegueses foram caçados numa ilha, Utóia, na Noruega, por um extremista de direita e mortos a tiros de metralhadora. Foi um massacre. O realizador Erik Poppe decidiu mostrar no cinema essa tragédia, como uma denúncia dos riscos das ideologias nacionalistas extremistas de direita, que tomam corpo novamente na Europa (poderiamos acrescentar no Brasil tambem).

Mas nao queria fazer um tipo de documentario que mostraria só alguns jovens em detrimento dos outros, pois houve tambeém mais de uma centena de feridos. A solução, segundo Poppe, seria uma ficcão criada em cima dos depoimentos dos jovens presentes na ilha de Utóia, na hora da chacina. 

As personagens vividas por jovens recrutados em toda Noruega resumiriam todo aquele grupo de cerca de quinhentos jovens participantes de um fim-de-semana, promovido pelo Partido Trabalhista. Outra seria não se citar e nem mencionar o nome do autor desse assassinato coletivo.

E assim se fez e de maneira ideal, tornando seu filme um outro grande e importante testemunho dentro do Festival de Cinema de Berlim. E o realizadro Poppe se impos um desafio, filmar todos os 72 minutos do massacre com uma só tomada, coisa aparentemente impossivel para o câmera e para os atores.

O mais difícl seria encontrar uma atriz capaz de aguentar os 72 minutosdas filmagens sem nenhum êrro, sem esquecer que o diretor da fotografia Martin Otterbeck teria de suportar, durante esse tempo, o peso da câmera. A atriz foi achada, Andrea Berntzen (Kaja), e desempenhou sem falha seu papel, mesmo porque se tratava de uma só tomada, com todos os lugares de filmagens marcados e cronometrados.

Os atores tiveram diversos encontros com o realizador Poppe e sabiam deverem ser fiéis ao roteiro. Para garantir foram simuladas filmagens na ilha até haver a certeza de sepoder fazer a única tomada. Por via das dúvidas, houve cinco tomadas durante a semana, e uma delas, Poppe não diz qual, é o filme exibido no Festival de Berlim.

Resumo da Produção - Em 22 de julho de 2011, quinhentos jovens que participaram de um acampamento de verão na ilha de Utøya foram atacados por um extremista de direita fortemente armado. Esse ataque assassino provocou a morte de 69 pessoas. Foi um trauma que sacudiu até hoje a Noruega. O diretor Erik Poppe ousou tentar transformar os acontecimentos desse verão num filme. Esse drama começa com imagens documentais de Oslo onde, pouco antes, o mesmo atacante explodiu um carro-bomba matando oito pessoas; A cena, então, muda para a ilha. A câmera segue Kaja de 19 anos que está passando alguns dias feriados na ilha com sua irmãzinha Emilie. As duas estão discutindo porque Emilie não gosta de estar no acampamento e não tem absolutamente nenhuma vontade de ir ao churrasco. E Kaja acaba indo sozinha. De repente,  ouve-se o primeiro tiro.
Este primeiro tiro marca o início de uma angustiante reconstrução do massacre, de tirar o fôlego, de 72 minutos de duração, filmada em uma única tomada, como foi visto pelos olhos das vítimas. A busca desesperada de Kaja por Emilie. O medo nos olhos dos jovens, que fogem para a floresta. Sua desesperada esperança de se salvarem. E o desconhecido assassino, cada vez mais perto.

Diretor de Fotografia - Martin Otterbeck

 

Atores -  Andrea Berntzen (Kaja)
Aleksander Holmen (Magnus)
Brede Fristad (Petter)
Elli Rhiannon Müller Osbourne (Emilie)
Solveig Koløen Birkeland (Injured girl)
Sorosh Sadat (Issa)
Ada Eide (Caroline)

Rui Martins está em Berlim, convidado pelo Festival Internacional de Cinema.

 


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