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"Mercenários" latino-americanos no Iraque

24.08.2006
 
"Mercenários" latino-americanos no Iraque

As empresas de segurança particular dos EUA recrutam em vários paises latino-americanos os militares e policiais bem treinados para prestar serviço de segurança das unidades militares da America Latina no Iraque.

” Na Índia e no Paquistão, podemos encontrar com facilidade pessoas dispostas a trabalhar no Iraque ou no Afeganistão por salários menores, mas preferimos homens da América Latina devido a sua experiência em questões militares", afirmou Mike Dodd, da empresa de recrutamento 3D Global Security.

Uma outra empresa norte-americana de segurança, a Triple Canopy, contrata seus funcionários por meio de um recrutador peruano e a irmã de um contratado disse que ele havia sido chamado por uma terceira empresa dos EUA, a MVM Inc.

Segundo Dodd, sua empresa havia enviado peruanos para o Iraque e está recrutando costarriquenhos. Homens vindos do Chile já trabalharam na região e a presença de hondurenhos e salvadorenhos nos dois países costuma ser notícia nos meios de comunicação de El Salvador e de Honduras.

O salário mensal de 7 mil dólares , prometido por estas empresas, fez com que os sargentos de exército e guardas deixassem o trabalho em seu país e seguissem para terras desconhecidas.

 Mas a realidade decepciona. Segundo a última edição da revista "Semana", um grupo de 35 ex-militares e ex-policiais colombianos contratados para fazer trabalhos de segurança no Iraque chegou a Bagdá em junho passado, depois de serem contratados em Bogotá por uma empresa privada.

 Antes de viajar, os ex-militares foram treinados por pessoal americano na Escola de Cavalaria do Exército em Bogotá, durante dois meses. Os “assalariados” logo compreenderam que esperava por eles. As condições do serviço estavam longe das prometidas, porém os mais importante, o salário pelo serviço pesado na base militar era somente de mil dólares.

Quando os enganados protestaram e expressam o desejo de retornar para casa os norte-americanos confiscaram suas passagens aéreas de volta e ameaçaram que em caso de mais protestos não somente eles receberiam a repressão, mas também seus familiares.

 Hoje, se encontrando num beco sem saida, os servidores, sem anunciar seus nomes, descrevem a situação do caos e terror que reine no Iraque. Eles não falam a lingua dos politicos. Porém a opinião deles foi expressa muito bem ontem pelo senador republicano do Estado do Arizona, John Mackein: “Penso que um dos principais erros que cometemos foi subestimar as dimensões da tarefa no Iraque e o numero de vitimas que isso exigiu. Ingenuamente nós acreditamos na Casa Branca, de que se encontrar no Iraque seria o mesmo que passar um dia na praia”.

Os hondurenhos tiveram mais sorte. A maioria dos 170 militares enviados conseguiram suspender os contratos e sair do Iraque.

Além disso, agora se encontra em Tegucigalpa o grupo de trabalho das Nações Unidas que explica as circunstâncias do recrutamento e a preparação dos assalariados no territorio do país.


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