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Regiões mais perigosas para voar

24.07.2007
 
Regiões mais perigosas para voar

A região de 11 países ex-soviéticos é considerada a primeira mais perigosa para se voar no mundo, segundo o ranking de acidentes aéreos em oito regiões compilado pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), com sede em Genebra.

De acordo com os dados mais recentes da organização, de 2006, a África fica no segundo lugar nessa área e a América Latina e o Caribe no terceiro.

A última região registrou uma taxa de acidentes aéreos de 1,8 por 1 milhão de partidas – incluindo o acidente com o vôo da Gol em setembro do ano passado. Esse índice é quase três vezes maior do que a média mundial, de 0,65.

Na Comunidade dos Estados Independentes (CEI), que reúne Rússia e mais 11 países da ex-União Soviética, o índice foi de 8,6 acidentes por 1 milhão de partidas. A África registrou taxa de 4,31 acidentes por 1 milhão de partidas.

As estatísticas referem-se somente a acidentes com aeronaves construídas por empresas ocidentais. Steve Lott, porta-voz da Iata, em Washington, não aponta problemas específicos da América Latina, mas diz que as causas de acidentes são similares em todas as regiões.

“São casos de falta de treinamento, infra-estrutura precária e pouco investimento. Muitos países não têm recursos ou know-how para acompanhar o rápido crescimento do setor aéreo”, diz Lott.

De acordo com o relatório anual da Iata, 26% dos acidentes ocorridos no ano passado envolveram problemas operacionais, como, por exemplo, falta de normas de segurança; 25% foram causados, em parte, por fatores humanos, como erro da tripulação; 25% envolveram infra-estrutura inadequada.

O problema do aeroporto de Congonhas de São Paulo é que tem uma infra-estrutura para voos domésticos, mas airbus A-320 da Tam que teve o acidente é um avião grande destinado para realizar vôos internacionais. A pista acidentada em São Paulo tem cerca de 1900 metros, enquanto as pistas para vôos internacionais tem cerca de 3000 metros.

A International Civil Aviation Organization (ICAO) faz «recomendações» que, no entanto, nem sempre são seguidas pelas empresas responsáveis pelos aeroportos. ICAO recomenda por exemplo que no final das pistas exista, pelo menos, 90 metros para que o avião tenha espaço e tempo de parar em caso de saída». Nem todos seguem a recomendação.

 Com BBC Brasil


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