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Uribe, o macaquinho do Império na América do Sul

24.03.2008
 
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Uribe, o macaquinho do Império na América do Sul

Todos os amigos da paz de qualquer parte do mundo têm consciência de que o imperialismo ianque é, no momento, o principal inimigo dos povos, da humanidade. Sabem que – ao adotarem a maldita tese do ataque preventivo, colocando-se no direito de agredir militarmente qualquer país, se acharem que aí estão inimigos seus – os Estados Unidos explicitam sua lógica de estado terrorista e marginal, por se colocarem à margem das leis ou acima delas.

Tratam com desdém, ou como se não existissem, a ONU e outros organismos internacionais, que têm como finalidade a garantia de um mínimo de respeito convivencial entre as nações. Como todo império, caracteriza-se por ser o mais marginal dos entes, rasgando a todo momento qualquer norma internacional estabelecida. Foi essa delinqüência de estado que determinou a invasão do Vietnã com armas de destruição em massa e a prática de genocídios que significou o fim da vida de quase três milhões de vietnamitas. Foi essa delinqüência de império que determinou a ocupação do Iraque, já tendo destruído mais de 600 mil vidas inocentes.

Contudo, o grande delinqüente não age sozinho: cria e financia seus seguidores, seus títeres, seus macaquinhos de imitação, em todas as partes do Planeta. Na América Latina, o principal escolhido é Uribe, ex-advogado do narcotraficante Pablo Escobar, acusado de envolvimento com os paramilitares, forças financiadas por cartéis de drogas e apoiadas pela CIA e membros do exército colombiano. Figura sinistra que, ao invés de pensar, xinga, faz terror verbal em concomitância com o terror de estado que usa como princípio fundamental, obedecendo, como um ser condicionado, a determinações de Washington. Trata-se de um obediente obsessivo, capaz de provocar, ao mesmo tempo, ódio e sorrisos em pessoas com um mínimo de sensatez. É a personificação da subserviência automática.

Comprador de almas, o Império não possui outra escolha a não ser a mobilização de gente como Uribe; vive do apoio de quem tem a indignidade como um estado perene de espírito. Amparar-se no lodo da sociedade é o destino de todos os colonialistas e neocolonialistas. É o caminho do imperialismo na sua constante tentativa de dominação dos povos, optando pela barbárie belicizada, em constante ameaça à paz.

O que explica porque, mais uma vez, ataca um dos nossos, um país da nossa América Latina, ordenando a ação criminosa de seu macaquinho da América do Sul contra vidas humanas, assassinando várias pessoas em território soberano, inclusive, o líder guerrilheiro Raúl Reyes, que, em harmonia com os governos da Venezuela e do Equador, estava à frente de um acordo humanitário para a libertação de reféns que se encontram em poder das FARCs, abrindo caminho para uma solução de paz para o conflito da Colômbia, que já dura dezenas de anos.

Agredido o povo equatoriano, e por extensão a América Latina, Bush, vendo o cumprimento do que determinou ao macaquinho do Império, logo aplaudiu o ato. Sentiu-se vitorioso e, com ele, toda a mídia delinqüencial do continente.

Não obstante, a América de Bolívar é sábia. Seus líderes, principalmente os que estão mais à frente, na luta pela integração latino-americana, como Chávez, Daniel Ortega e outros, na reunião dos países do Grupo do Rio, realizada na República Dominicana, partiram para o sacrifício pessoal a fim de desmascarar, de uma vez por todas, a jogada criminosa do Departamento de Estado dos EUA: ouviram Uribe tentar defender-se do indefensável, blasfemando, buscando palavras que não pusessem em dúvida sua condição de macaquinho da Casa Branca, doido para fugir do cerco da razão, da sensatez, sem noção do que falava, referindo-se sempre a supostos ataques das FARCs a partir do Equador, desde 2004, quando Correa ainda não era presidente, ressaltando que onde estiver um “terrorista” ela poderá agir, em clara pantomima bushista. Estava bastante nervoso o terrorista de estado.

Percebia que o silêncio dos presentes era a indignação dos povos da América Latina. Ficava ainda mais irritado quando Correa o olhava cheio de perplexidade. Contudo, não parava: falava, falava... Não poderia sair derrotado do encontro, pois sabe que o Império costuma ser impiedoso com os seus macaquinhos que fracassam. Foi pacientemente ouvido por todos. Tudo por Nossa América. Mas, o olhar de algumas pessoas parecia dizer: como um ser humano se sujeita a tamanha subserviência, a serviço de interesses estranhos ao seu povo e a uma América Latina por cuja união o libertador de seu próprio país tanto lutou ?!

Acompanhei tudo pela televisão.

O trágico e o cômico estavam estampados nas palavras e gestos de Uribe. Havia gente no plenário que parecia ter pena do pobre diabo do Império. É que, às vezes, o ser humano é tão contra o ser humano que consegue provocar ódio e pena ao mesmo tempo. Não saberia explicar esta reação; é algo a ser devidamente estudado.

Terminou, enfim, a triste pantomima do macaquinho de Bush. Nenhuma manifestação de apoio à sua infelicidade.

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