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Venezuela Investirá 73,6% do PIB em Desenvolvimento Social em 2017

22.10.2016
 
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Apesar do forte boicote econômico que enfrenta, e contrariando a velha retórica da raivosa e retrógrada ultra-direita latino-americana a qual prega que ações sociais são gasto e não investimento, o governo da República Bolivariana da Venezuela aprovou para 2017 aplicação de 73,6% do orçamento nacional, estimado em 8,4 bilhões de bolívares (847.9 milhões de dólares), em projetos sociais, fazendo avançar o socialismo do século XXI anualmente premiado pela ONU pelas singulares conquistas sociais e garantia dos direitos humanos, iniciadas por Hugo Chávez e seguidas atualmente pelo presidente Nicolás Maduro. 

por Edu Montesanti
"Estamos falando de 50 por cento do total dos recursos dirigido ao setor de saúde, educação e direitos sociais, tudo o que corresponde à pensão, programas sociais. E 24 por cento adicional ao desenvolvimento de infraestrutura, equipamento urbano e obras públicas", pontuou no último dia 15 o vice-presidente de Planificação e Conhecimento da Venezuela, Ricardo Menéndez, quem ainda ressaltou que o orçamento venezuelano não depende mais da renda petroleira, já que 83% dos recursos nacionais do próximo ano advirão da arrecadação de impostos, e apenas 3,2% da exportação do petróleo considerando o preço médio do barril venezuelano de 30 dólares. "Através da ruptura do modelo rentista petroleiro, construindo outro modelo, de maior justiça. (...) Diante do modelo neoliberal, edificamos um modelo de construção, e essa construção fazemos com nosso povo".

A prioridade de Miraflores às Missões e Grandes Missões Bolivarianas, que incluem combate à pobreza, construção de moradias populares e programas de educação, saúde, cultura, direitos humanos, ciência e meio ambiente, é internacionalmente reconhecida. Em pouco mais de quatro anos, o governo já entregou mais de 1 milhão de moradias (quase mesmo número da oposição, em mais de 40 anos no poder) onde as comunidades desfrutam de centros de recreação e de serviços de saúde gratuitos - que incluem remédios grátis, além das consultas médicas. 

A Revolução Bolivariana está próxima de erradicar a pobreza extrema, já eliminou o analfabetismo (fato declarado pela Unesco em 2005) e a fome (reconhecido pela FAO), além de ter universalizado a educação e a saúde, fatos que levam a Venezuela, antes da Revolução Bolivariana entre as mais desiguais da América Latina, a ser a nação menos desigual e possuir o melhor Índice de Desenvolvimento Humano da região hoje, segundo a Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe). 

A educação venezuelana é gratuita e acessível a todos, do ensino básico ao universitário. Com o maior número de universidades públicas da região, a Venezuela é o segundo país latino-americano e quinto no mundo com a maior proporção de estudantes universitários, aumentados em mais de 800% no governo bolivariano, com cerca de 75% da educação superior pública. Os estudantes têm computadores portáteis e tabletes de uso gratuito, e 60% dos professores venezuelanos pertencem à rede pública, com salário elevado na última década.

Em janeiro e fevereiro deste ano, o índice de desemprego na Venezuela baixou para 8,1% e 7,3% respectivamente, menores patamares em 20 anos. O salário mínimo, para calafrios das classes dominantes locais, têm subido acima da inflação: reajustado 34 vezes durante a Revolução Bolivariana, apenas o presidente Maduro, desde que foi eleito em abril de 2013, o elevou 13 vezes. Na última vez, em agosto deste ano, aumentou em 50%.

Tudo isso fruto dos investimentos sociais, cujos valores já subiram 11 vezes durante a Revolução Bolivariana que rompeu com os ditames do FMI e reverteu os ganhos petrolíferos em favor da sociedade venezuelana, tratando hoje de buscar alternativas especialmente diante da guerra econômica que gera desabastecimento relativo de produtos básicos, inflação e microfocos de violência programada. A título comparativo, o Brasil investe 23,5% do PIB em políticas sociais, o Chile 15%, Colômbia 14%, México 19,5%, e Peru 9%.

O Império de turno e as elites não toleram políticas sociais - consideradas "gastos", enquanto sua pilhagem se trata de "negócio". E as sociedades internacionais raramente tiram lição da história, repleta de manipulações por parte da mídia predominante promotora de crises artificiais e de golpes, em defesa de seus interesses oligárquicos. Tais fatos podem muito bem explicar o porquê da generalizada inversão de papeis quando o assunto é Revolução Bolivariana, cinismo midiático e ignorância societária com a forte dose de agressividade necessária para que os usurpadores poder sigam adiante com sua agenda mesquinha.

 


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