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Novo tipo de censura?

22.07.2017
 
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Somos do tempo em que o censor usava o lápis azul para eliminar as partes de um texto ou uma notícia que não convinha ao regime. Mas agora, de um censor que apenas obliterava as nossas ideias e opiniões, eis que temos quem vá mais longe e pouco falta para nos excluir da sociedade, como se fazia aos leprosos no tempo de Jesus Cristo... Aparentemente não é mais perigoso, mas só aparentemente... É, no entanto, mais sofisticado. Serve-se do "politicamente correcto" para pôr na Ordem todos aqueles que dele discordam, ou apenas têm uma divergência de opinião.
Ponta Delgada, 20 de Julho de 2017

Numa Democracia, o primado da liberdade de pensamento e de expressão é condição sine qua non que a distingue de qualquer outro regime, em que todos os cidadãos, sem distinção, têm direito à sua própria opinião, por mais exótica que pareça... O caso em pauta, que decerto levanta muita celeuma, não pode ser silenciado pelo "politicamente correto" para atender à opinião corrente de minorias com influência politica e financeira, que certas coisas depois de aceites por uma suposto "consenso científico e/ou político", nunca demonstrado, são dadas como adquiridas, mesmo quando a realidade demonstra o contrário, sendo quase proibido ou ofensivo ter a opinião contrária. Nós já sentimos isso e não foi necessário nenhum censor de lápis azul...

Recentemente o reconhecido e condecorado médico António Gentil Martins, cirurgião plástico e pediatra, em entrevista a uma jornalista disse alto e em bom som o que muitos pensam, mas que não têm a coragem de o revelar nem com o gravador desligado... Disse nomeadamente que a homossexualidade é uma "anomalia" e que Cristiano Ronaldo, a propósito de barriga de aluguer, é "um estupor moral". As declarações são fortes mas vêm de quem conhece a Vida e sabe o que diz. Este emérito médico não é um qualquer. Actualmente com 87 anos de idade, dos quais 63 são de uma actividade clinica de invejável sucesso, tem no seu currículo mais de 12 mil operações, de que se destaca a separação de sete pares de gémeos siameses, com praticamente 100% de sucesso. Se estas declarações tivessem sido feitas por um cidadão comum, dizia-se logo que não estava no seu perfeito juízo... ou que era preconceituoso e homofóbico. Mas em relação ao médico, que tem lidado com a Vida Humana e salvo muitas vidas, há quem esqueça isso tudo e pretenda que ele seja objecto de uma censura formal da parte da Ordem dos Médicos, que aliás já abraçou o pedido, só porque teve a coragem de opinar contra a corrente predominante nos meios académicos e não só... Vamos ver que rato vai a montanha parir...

Não é preciso entrarmos num grande debate científico para justificar que a homossexualidade é um comportamento desviante e contra-natura, ainda que do ponto de vista legal queiram dar um ar de normalidade... incluindo a criminalização de quem pensa e diz o contrário. Será que somos tão cegos para acharmos que a homossexualidade é "normal"? Como deixa perceber o médico Gentil Martins, a depender dos homossexuais a Humanidade não existiria. Nós adiantaríamos, contraditoriamente, que nem mesmo eles... Anatomicamente e fisiologicamente todos nascem ou macho, ou fêmea. Na Natureza, não há meio-termo... Mas admitindo que alguém nasça nem uma coisa, nem outra, verdadeiro fenómeno... então, tal só poderia ser uma malformação. Isto é verdadeiro para todas as espécies e porquê? Na Natureza, a ciência cedo percebeu a existência de uma lei fundamental, que estudávamos em Zoologia: a sobrevivência de uma espécie é garantida pela reprodução da mesma. Ora não há reprodução sem procriação e esta só é natural pelo acasalamento de macho e fêmea, a menos que seja um ser assexuado unicelular. Isto aprendia-se no antigo Curso Complementar dos Liceus.

O homem desde há muito que procura melhorar o desempenho de animais de trabalho e para sua alimentação pelo cruzamento de espécies. Conseguiu, ao longo de milénios, produzir a maioria das espécies domésticas que conhecemos hoje. No caso dos cães, ascende a mais de 350 subespécies. Mais recentemente, com a inseminação artificial, multiplicaram-se as possibilidades de melhoramento das espécies utilizadas na alimentação humana, nomeadamente no que se refere aos bovinos e suínos. Daí à Engenharia Genética Humana pura e dura, ou seja, com a manipulação de genes humanos fora da reprodução natural, foi um instante, constituindo hoje um dos negócios mais florescentes da Medicina... Em alguns países é permitido a existência de bancos de gâmetas masculinos e femininos doados por candidatos anónimos pré-seleccionados, onde são conservados pelo processo de Crio-conservação, submetidos a uma temperatura negativa de 196 graus. Aqui entra a questão do craque português... O médico Gentil Martins tem toda a razão quando afirma que uma criança tem direito a ter uma mãe e um pai, conhecidos, acrescentamos nós. Não sabemos qual a ideia de Cristiano Ronaldo ao preferir a reprodução artificial de seus filhos pela combinação de seus gâmetas com óvulos seleccionados e depositados numa "barriga de aluguer". Mas sabemos uma coisa, essas crianças jamais conhecerão a sua verdadeira mãe. Será que o nosso fabuloso craque de futebol procura o mítico homem perfeito de "O Admirável Mundo Novo" do britânico Aldous Huxley? 

Infelizmente, hoje, baralha-se os termos para estabelecer a confusão de ideias e costumes existindo uma minoria com influência política e financeira global, cuja ganância é tão grande que deseja acabar com parte significativa da população mundial... E várias são as ferramentas que estão sendo utilizadas para alcançar esse objectivo, a começar pela Globalização Económica. Além da homossexualidade, que se promove no áudio visual por tudo e por nada, com a qual se pretende fazer sexo sem procriação, juntam-se o pânico climático, o aborto social, a Eutanásia, a fome e a sede deliberadas, as doenças e as guerras também deliberadas, num processo ardiloso da eliminação das chamadas "bocas inúteis". Prevê-se a eliminação de 72% das profissões conhecidas a médio prazo, graças à crescente robotização do trabalho, incluindo o trabalho intelectual. O que fazer então com o "excedente" populacional?

Um esclarecimento final. Embora tenhamos uma posição critica em relação a estes temas, não defendemos a repressão dos homossexuais. Isso é errado e contraproducente. Devem sim ser tratados como cidadãos de pleno direito como quaisquer outros. Tal significa que nos opomos a quaisquer políticas de discriminação positiva reclamadas pelo movimento LGBT para seus apaniguados hilariantes, apadrinhados por magnatas como George Soros, membro da referida minoria, apostados no caos da Civilização Ocidental.

Mas se mesmo assim, algum homossexual, mais irritado, achar que tem o direito de nos por na Ordem... não nos importamos de ser companheiros de "cela" do grande médico Gentil Martins. Sentir-nos-emos muito honrados!!!

Artur Rosa Teixeira

 


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