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O American way of life e a Casa Grande

21.10.2007
 
Pages: 12
O American way of life e a Casa Grande


Fernando Soares Campos

Às vezes a gente chega a pensar que algumas pessoas estão delirando ao escreverem certas coisas, achamos que se trata de paranóicos adeptos da teoria da conspiração permanente. Acontece que há muitos anos se propala pelos quatro cantos do mundo a "democracia dos EUA" de tal forma que, em determinados momentos, acabamos por duvidar de notas como esta:


En Estados Unidos, más de 100 mil opositores tienen prohibido viajar por avión


La editora ecologista de Vermont, Chelsea Green Publishing Company, publicó el 5 de septiembre de 2007 un panfleto de la feminista Naomi Wolf que denuncia la represión política existente en Estados Unidos. Intitulado The End of America: A Letter of Warning to a Young Patriot (El fin de América: carta de alerta para un joven patriota), el texto se presenta bajo el formato de un llamado a la ciudadanía, al estilo de la tradición revolucionaria estadounidense de Thomas Paine.


Naomi Wolf señala que la administración Bush impide la libre circulación de los disidentes dentro y fuera de Estados Unidos.

Una agencia creada a raíz de los atentados del 11 de septiembre de 2001, la Transportation Security Administration (TSA), tiene fichados a más de 100 mil opositores a la política de George W. Bush y los somete a abusivos controles de seguridad que les impiden o les prohíben la utilización de vuelos de compañías aéreas dentro y fuera de Estados Unidos. La existencia de este fichaje se descubrió en marzo de 2004, cuando los agentes de la TSA impidieron cinco veces que el senador Edward Kennedy abordara un avión. Desde entonces, los disidentes provenientes de cualquier medio (representantes locales electos, miembros de diversas asociaciones y organizaciones, catedráticos, etc.) están siendo víctimas de esta privación de la libertad individual.

http://www.voltairenet.org/article152126.html


Também li outra matéria tratando de viagens de norte-americanos a Cuba:


Washington, 28 jul (EFE).- Um grupo de jovens ativistas americanos cruzou neste sábado a fronteira entre Canadá e Estados Unidos, voltando de uma viagem a Cuba para desafiar a proibição de visitar a ilha feita pelo embargo de Washington contra o país caribenho. De acordo com o site do jornal "The Buffalo News", cerca de 80 ativistas do grupo "Brigada Venceremos" cruzou sem problemas a fronteira entre as Cataratas do Niágara, no Canadá, e Buffalo, no estado de Nova York (EUA). Uma advogada que colabora com o grupo, Molly Doherty, afirmou que, quando os ativistas reconhecem que estiveram em Cuba, são permitidos a entrar. Mas, depois, muitos recebem uma carta oficial informando que devem pagar uma multa de US$ 7.500 ou mais.

http://rizzolot.wordpress.com/2007/07/29/ativistas-americanos-desafiam-casa-branca-vao-a-cuba-e-voltam-aos-eua/

Vamos imaginar que esses fatos estivessem ocorrendo na Venezuela de Hugo Chávez. Ou mesmo na Bolívia de Evo Morales. Quanto espaço você acha que a banda podre da mídia brasileira a serviço dos golpistas abriria para tratar do assunto? Isso mesmo, muitas páginas de jornal e revista, muito espaço virtual, algumas matérias de rádio e TV e milhares de papos de botequim. Se já tratam Chávez como ditador, imaginemos como seria tratado se proibisse venezuelanos de viajar a outros países ou dentro da própria Venezuela.

Já me perguntaram se sou a favor de que o governo Lula venha a se espelhar no "chavismo". Acho a pergunta um exagero, mesmo porque ainda é muito cedo para se falar em "chavismo", uma suposta doutrina política que surge como marca registrada de Hugo Chávez. A Revolução Bolivariana ainda dá seus primeiros passos; ainda existe muita coisa a ser lapidada. Apesar de que lapidar deve ser uma constante em qualquer revolução, do contrário não poderia ser chamada de revolução. Aqueles que formulam a tal pergunta geralmente afirmam que a Revolução Cubana é um fracasso. Isto geralmente é asseverado por pessoas que só conhecem o regime e sistema cubano através da propaganda disseminada por Washington via Hollywood e grande imprensa dos EUA, com os efeitos de reprodução mundo afora.


Se a Revolução Cubana fosse um fracasso, os imperialistas nem se incomodariam com uma ilha como Cuba. Acho que até prefeririam que se mantivesse como exemplo um sistema fracassado, seria uma espécie de "vitrine do fracasso". Podemos comparar com o caso de um coronel latifundiário que quer comprar o sitiozinho de um pobre camponês que resiste em vender seu pedacinho de terra para que ele, o coronel, o anexe à sua mega propriedade. Entre os muitos que já venderam suas terras ao coronel, existem uns poucos que se deram bem, e, para estes, o coronel diria: "Estão vendo aí? Vocês que me venderam suas terrinhas estão felizes, mas, olhem lá, aquele infeliz está sofrendo, é teimoso". E continuaria comprando outras terras ao redor do seu latifúndio. O infeliz serviria de "mau exemplo".


Porém a verdade é que muitos daqueles que venderam suas terras ao latifundiário agora moram em favelas nos grandes centros urbanos. Deixaram de se submeter ao "império" do coronel e hoje são vítimas dos gerentes das bocas de fumoe dos "Capitães Nascimentos".

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