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ONU confirma existência de militantes estrangeiros na Síria

21.09.2012
 
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Por Redação, com Vermelho - de Genebra

Crimes realizados por esses elementos, como sequestros, tortura e maus-tratos de soldados do governo capturados, também foram repudiados pela Alta Comissária da ONU

Uma equipe de especialistas da ONU confirmou nesta segunda a existência de estrangeiros dentro dos grupos armados de oposição na Síria, que cometem crimes de guerra.

- Existem motivos razoáveis para acreditar que as forças antigovernamentais daquele país perpetram assassinatos, execuções extrajudiciais e tortura - disse Paulo Pinheiro, chefe de um painel internacional independente que investiga a situação na Síria.

Em um diálogo interativo com a Comissão de Direitos Humanos da ONU em Genebra, o especialista também denunciou o uso de crianças com menos de 18 anos de idade por grupos armados de oposição.

- Estas forças não identificam seus membros com uniformes reais ou insígnias para diferenciá-los da população civil - acrescentou. Crimes realizados por esses elementos, como sequestros, tortura e maus-tratos de soldados do governo capturados, também foram repudiados pela Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay.

Pinheiro também criticou o governo por levar a cabo ataques indiscriminados, como ataques aéreos e bombardeios de artilhariao a áreas residenciais.

Ele também se posicionou contra a aplicação de sanções contra a Síria, por constituirem uma negação dos direitos fundamentais ao povo desse país, onde, segundo a ONU, existem 2,5 milhões de pessoas que necessitam de ajuda humanitária. O especialista reiterou a necessidade de uma solução política na Síria e ressaltou que não há possibilidade de uma solução militar.

Ele fez um chamado à comunidade internacional para apoiar os esforços do Representante Especial da ONU e da Liga Árabe para a Síria, Lakhdar Brahimi, para por fim à violência e iniciar um diálogo para uma solução duradoura à crise. "O conflito se espalha para outros países da região e ameaça a estabilidade e a segurança regionais", disse ele.

Fonte: Correio do Brasil

http://www.iranews.com.br/noticias.php?codnoticia=8875


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